Resenha - A Rainha de Tearling

Sinopse: "Quando a rainha Elyssa morre, a princesa Kelsea é levada para um esconderijo, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono – mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta. Mesmo sendo a rainha de direito e estando de posse da safira Tear – uma joia de imenso poder –, Kelsea nunca se sentiu mais insegura e despreparada para governar. Em seu desespero para conseguir justiça para um povo oprimido há décadas, ela desperta a fúria da Rainha Vermelha, uma poderosa feiticeira que comanda o reino vizinho, Mortmesne. Mas Kelsea é determinada e se torna cada dia mais experiente em navegar as políticas perigosas da corte. Sua jornada para salvar o reino e se tornar a rainha que deseja ser está apenas começando. Muitos mistérios, intrigas e batalhas virão antes que seu governo se torne uma lenda... ou uma tragédia."
Kelsey foi criada em exílio desde que tinha um ano de idade. Ela não sabe muito sobre a vida e nem o motivo desse isolamento. Tudo o que conhece acerca do mundo está relacionado às histórias que lê em seus muitos livros e à convivência com os pais adotivos. Sua única certeza é que em algum momento ela será convocada a assumir o seu lugar ao trono e se tornar a Rainha de Tearling, mesmo desconhecendo qualquer informação a respeito do conturbado reino ao qual está destinada.

Ao completar seus 19 anos, Kelsey é levada pela guarda da rainha, de volta ao seu lugar de direito, a fortaleza. E é exatamente neste ponto que o livro começa.

Durante o caminho ela descobrirá que a situação de seu povo não é das melhores e que eles sofrem devido aos erros cometidos durante o reinado de sua falecida mãe, que os sacrificou com o intuito de satisfazer os próprios prazeres. Para completar, o tio de Kelsey se tornou governante e, assim como a irmã, vem usando o poder de forma errônea, trazendo sobre o país o temor de uma nova guerra com a Rainha vermelha

Kelsey percebe então que necessita tomar atitudes drásticas e muitas vezes não convencionais, podendo causar revoltas e ainda mais embates. Contudo, apenas dessa forma a paz e a tranquilidade poderão voltar a reinar em Tearling.

Embora tenha crescido solitária e com pouca interação humana, Kelsey se torna uma jovem forte e digna, e mesmo com pouca preparação, ela decide dedicar a sua vida ao reino, mesmo quando muitos, inclusive o próprio tio, torcem contra ela. Até quando ela conseguirá carregar esse fardo e o quanto conseguirá se manter firme no seu propósito? Só lendo para saber.

***

Embora contenha uma proposta interessante, vale dizer que a obra tem um ritmo um tanto lento inicialmente, mas acredito que isso se deva ao fato de ser o primeiro volume de uma trilogia e, por consequência, haver a necessidade de explicar muito mais coisas com o intuito de nos ambientarmos à trama. Contudo, no decorrer da narrativa, a história ganha um ritmo mais acelerado e nos surpreende com seus altos e baixos. 

Um ponto alto a se destacar, na minha opinião, é que este texto se trata de uma distopia, mas não qualquer uma. Em A Rainha de Tearling temos um enredo que se passa no futuro, no entanto, é como se o mundo tivesse retrocedido, fazendo com que os seus habitantes vivessem como na idade média, sem qualquer tipo de tecnologia a qual estamos acostumados.

Com personagens e uma história muito bem construída, repleta de suspense, ação, morte, traições e reviravoltas; Erika Johansen soube conduzir seu livro de forma magnífica e prender a atenção do leitor da primeira à última página.

Outra questão que vale ressaltar foi que a autora não precisou introduzir um romance na obra para tentar conquistar ou capturar a atenção do leitor. Kelsey até chega a se interessar por alguém, porém sua convicção em assumir o trono e fazer o melhor pelo seu povo vem em primeiro lugar. E é impossível não se encantar com a força dessa personagem.

Para quem ainda se convenceu em ler esse exemplar,  aqui vai mais uma dica: o livro teve seus direitos adquiridos para adaptação e terá como protagonista a nossa queridinha Emma Watson. Querem motivo melhor para embarcar nessa leitura? 

A Rainha de Tearling não foi uma leitura rápida, mas atingiu completamente minhas expectativas e me deixou ansioso pelo próximo volume. Leiam!

A Rainha de Tearling - Erika Johansen
Livro 01 
Série The Queen of Tearling
Editora Suma de Letras
352 páginas
Comprar: Saraiva / Amazon
Nota: 4

2 comentários

  1. Oi Leo, tenho acompanhado as resenhas mas ainda não me interessei verdadeiramente pela história desse livro, que apesar de parecer ser um pouco lenta nesse primeiro volume, te agradou. A falta de romance pra mim não é positivo porque eu gosto de um romance, mas se a história não precisa disso pra se sustentar e ainda assim é boa, deve valer a pena. Gostei da resenha, não é um livro que pretendo ler por agora, mas talvez futuramente ;)

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  2. Leo!
    Confesso que pela capa e pelo título, achei que o livro era um romance histórico e que bom estar enganada, porque gostei demais dessa fantasia distópica, principalmente por mostrar uma protagonista que mesmo exilada por anos, consegue manter sua postura e tomar decisões corretas, lutar por seu reino.
    Adorei!
    Uma maravilhosa semana!
    “Todo homem, por natureza, quer saber.” (Aristóteles)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE JULHO 3 livros, 3 ganhadores, participem.
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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