Resenha - A Química

Resenha - A Química
Sinopse: "Uma ex-agente especial fugindo de seus antigos empregadores precisa aceitar um novo caso para limpar seu nome e salvar a própria vida. Ela trabalhava para o governo americano, mas poucas pessoas sabiam disso. Especialista em seu campo de atuação, era um dos segredos mais bem guardados de uma agência tão clandestina que nem sequer tinha nome. E quando perceberam que ela poderia ser um problema, passam a persegui-la. A única pessoa em quem ela confiava foi assassinada. Ela sabe demais, e eles a querem morta. Agora ela raramente fica em um mesmo lugar ou usa o mesmo nome por muito tempo. Até que um antigo mentor lhe oferece uma saída — uma oportunidade de deixar de ser o alvo da vez. Será preciso aceitar um último trabalho, e a única informação que ela recebe a esse respeito só torna sua situação ainda mais perigosa. Ela decide enfrentar a ameaça e se prepara para a pior batalha de sua vida, mas uma paixão inesperada parece diminuir ainda mais suas chances de sobreviver. Enquanto vê suas escolhas se evaporarem rapidamente, ela vai usar seus talentos como nunca imaginou. Uma trama repleta de tensão, na qual Meyer cria uma heroína poderosa e fascinante, com habilidades diferentes de todas as outras, e prova mais uma vez por que seus livros estão entre os mais vendidos do mundo."
Juliana sempre foi uma garota acima da média, tanto é que, aos 19 anos, enquanto cursava medicina e desenvolvia pesquisas singulares, foi recrutada por uma Agência Secreta que respondia diretamente ao Governo dos Estados Unidos.

Lá ela foi designada para trabalhar no laboratório a fim de desenvolver drogas para utilizar em seus interrogatórios. Assim, se tornou a maior especialista na área e ressignificou o conceito de tortura. Juliana sempre achou que estivesse do lado dos mocinhos e, assim, justificava os seus meios para evitar grandes catástrofes e ataques terroristas, mas nunca percebeu que o fato de saber demais e ser tão boa no que fazia a tornariam um alvo.

Seis anos depois, sofreu a sua primeira tentativa de assassinato e, desde então, passou a viver como uma fugitiva paranoica, mudando-se frequentemente, vestindo disfarces, trocando de nome e dormindo somente após armar diversas arapucas e colocar a sua máscara de gás, que se tornou, bizarramente, um objeto de conforto.

Certo dia, em uma das suas rotinas malucas, Juliana, agora Alex, recebeu um email do seu antigo chefe - que ordenara a sua morte - pedindo a sua ajuda. Um vírus mortal estava prestes a ser espalhado pelo país e estimavam que mais de 1 milhão de pessoas morreria. Somente Alex seria capaz de inquirir o suspeito, Daniel Beach, um pacato professor de História que não aparentava ser o homem frio e agressivo que era parceiro do chefe do tráfico de drogas mexicano.

Alex sabia que isto poderia ser uma emboscada, já que se mantivera viva por mais de três anos, escapando dos capangas da Agência, e esta seria uma boa oportunidade para que eles a aniquilassem de vez, mas, ao mesmo tempo, se fosse uma missão genuína e ela se saísse bem, esta seria a sua chance de se ver livre para sempre.

Depois de muito pensar, Alex decidiu agir por contra própria e sequestrou Daniel dentro do metrô, quando ele estava indo para a escola. Alex nunca se considerara um monstro, muito menos jamais sentiu prazer ao infligir tamanha dor nas pessoas, mas este caso se mostrou diferente. Alex percebeu que Daniel era inocente e que havia caído no conto do vigário. Faltavam poucos segundos para que o seu matador invadisse o seu laboratório enjambrado, após rastreá-la, e ela já podia ouvir o som das turbinas de um pequeno avião se aproximando.

E agora, o que Alex devia fazer? Fugir já não era mais uma alternativa, ainda mais agora tendo um fardo feito o Daniel nas costas. Ele também havia se tornado uma ameaça para o Governo, que queria eliminá-lo, e ela devia ajuda a ele, depois de tê-lo torturado. Alex irá descobrir que o destino pode ser cruel, mas que também pode reservar surpresas um tanto quanto inusitadas.

Querem saber o que vai acontecer? Então leiam!

***

Desde que soube que a titia Meyer lançaria um novo livro, desta vez com uma temática adulta, sem nenhum teor sobrenatural e sobre espionagem, a la Jason Bourne, eu fiquei tremendamente curiosa. Assim que o exemplar chegou em minhas mãos eu o devorei no mesmo instante.

Infelizmente, tive grande dificuldade de me conectar com a história. Diria que as primeiras cem páginas, na minha opinião, são chatas, maçantes e cheias de detalhes que atrapalharam imensamente a minha compreensão da trama. Creio que a narrativa em terceira pessoa não ajudou, pois a impessoalidade, a frieza e o texto técnico impediram que compartilhássemos a fundo os medos e os sentimentos dos personagens.

Tive também outro estranhamento com o enredo, pois, não imaginava que lá pelas tantas fosse me deparar com um romance the flash, no estilo primeiro amor de adolescentes, e achei este elemento completamente destoante da proposta inicial. É curioso que a própria autora, em determinados momentos, ridiculariza a situação.

Foi impossível não comparar os personagens aos clássicos Edward e Bella. Tive a sensação de que Meyer escreveu uma protagonista feminina, forte, destemida, inteligente e mortal apenas para fugir dos preconceitos e estereótipos relacionados à Isabella Swan, mostrando que suas personagens femininas podem sim ser donas de si, a exemplo da própria Val, uma femme fatale sadista criada por Stephenie que, por mais que parecesse estar fora de contexto, até que funcionou bem. Entretanto, ao dar vida a Daniel, tive a impressão de ver uma versão masculina de Bella nele, já que ele possui várias características da personagem, como paixonite aguda, cegueira no que diz respeito à sua amada, e uma certa submissão.

Deixando as críticas de lado, porque sim, elas existem, o texto não é perfeito, tem vários clichês e é fraco e fútil em algumas ocasiões, e preciso ser sincera nesse quesito, aconteceu algo de inexplicável, e a isso devemos dar mais valor do que a qualquer análise literária: A Química me prendeu! Enquanto eu lia, prendia a respiração, temia pela vida dos personagens, ficava na expectativa pelo o que ia acontecer de fatal em seguida e cheguei até a sonhar que eu era uma agente secreta, e essa sensação foi demais!

Gostei da forma que Meyer construiu Juliana, uma menina que teve a sua inocência roubada, mas que, de alguma forma, preservou um pouco de humanidade que existia dentro de si. Nesse sentido, foi interessante observar as suas dificuldades de interações sociais e a sua percepção a respeito de que estava apaixonada, em meio ao caos que estava vivendo, e que não sabia como lidar com aquilo.

Daniel é um fofo, não tem como não se apaixonar por ele e não querer ter um homem como ele em casa.. hehe.. Massss, o meu crush nessa história foi Kevin, seu irmão gêmeo, bad boy, fodástico e matador, em todos os sentidos. Val, uma prostituta de luxo que caiu de paraquedas no livro, teve o seu valor, mas Meyer acertou quando inseriu na trama os cachorros cães de guarda. Acho que nunca tinha lido nada a respeito e fiquei impressionada com a expertise da autora sobre o assunto, fazendo todo o treinamento deles parecer muito real. Ficou claro que ela fez o tema de casa direitinho e contou com a ajuda de diversos especialistas para tratar dos inúmeros temas levantados.

Quanto ao final, ele foi eletrizante e terminou sem nenhuma ponta solta. Queria que tivesse havido algumas explicações a mais, fiquei esperando para conferir maiores detalhes acerca do futuro dos protagonistas, mas tudo bem.

Para quem não é experiente no assunto, até acho que Stephanie se saiu bem. Não é de longe a sua melhor obra, mas acho que vale a pena vocês conferirem.

A Química - Stephenie Meyer
Editora Intrínseca
496 páginas
Comprar: Saraiva / Amazon
Nota 4

6 comentários

  1. Oi, Mirelle. Eu quero muito ler este livro, li A Hospedeira e amei pois é totalmente diferente de Crepúsculo, então fico mais ansiosa ainda por essa obra, mesmo com os pontos negativos que você citou. Sinceramente espero que a obra me prenda.
    Abraço! Leitora Encantada
    Participe do Sorteio de Natal, ainda dá tempo!

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  2. Confesso que não estou muito animada pra ler esse livro, por enquanto...
    Gosto bastante da escrita da autora, mas tenho outros livros na listinha que quero ler antes desse.
    Parece ser uma história interessante e bem escrita, apesar de alguns pontos negativos.
    Gostei bastante da sua opinião e espero ler o livro ano que vem :)
    Beijos,
    Caroline Garcia

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  3. Oi Mirele, acho que devo estar paraticipando de uns cinco ou mais sorteios desse livro. Quero muito ganhar para poder ler. Desde o lançamento que estou cobiçando a obra, e espero ficar assim como você, ligada na história.
    Beijos
    Quanto Mais Livros Melhor

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  4. Oi Mirelle!

    Claro que ou conferir! Tbm fiquei mega curiosa qdo vi o lançamento e quero muito, muito mesmo lê-lo. Mas vou esparar o valor baixar um pouquinho... o preço está bem salgado! :/

    Gostei muito da sua resenha, mesmo com os pontos negativos, não deixarei de conferir a obra!

    Bjo bjo^^

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  5. Mi!
    Quero demais ler esse livro, não apenas pela autora que amo, mas porque me parece um enredo bem eletrizante e se não ficam pontas soltas no final, me traz grande prazer.
    “Não existem sonhos impossíveis para aqueles que realmente acreditam que o poder realizador reside no interior de cada ser humano. Sempre que alguém descobre esse poder, algo antes considerado impossível, se torna realidade.” (Albert Einstein)
    FELIZ 2017!
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  6. Oi Mi, tudo bom?
    Gostei da resenha, mas confesso que não li nenhum livro da autora, A química parece ser uma leitura que nos envolve, fiquei até curiosa para saber como a autora dirige a trama, pois deve ter muitos termos técnicos, mas por agora, não pretendo ler o livro.
    Beijos *-*

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