Especial Pax - Os doentes de guerra - Dia 4

E aí pessoal, preparados para mais um post da Semana Especial Pax? Se vocês estão chegando agora, não deixem de acessar os posts anteriores, tenho certeza de que vão gostar.

Para hoje, decidi conversar sobre os infortúnios que as guerras trazem para a humanidade.

Se vocês não sabem, Peter abandonou Pax por causa da guerra. Ela estava chegando até a sua cidade, seu pai precisava se alistar e ele teria que morar com o avô e, teoricamente, Pax seria um incômodo a mais na nova rotina que se estabeleceria ali.

Pax foi deixado para trás por pura conveniência, por falso moralismo ou, se preferirem, por culpa da guerra.

Peter tinha a ilusão de que seu pai estaria fazendo um bem se tornando um soldado, afinal, ele estaria lutando do lado certo e havia prometido que apenas exerceria a mesma função que fazia de praxe, mexer com fios de eletricidade, que mal isso podia gerar, né?

Todos nós já estamos acostumados com a banalização que a guerra representa. A vimos brevemente pelos olhos de Peter quando este enxergou pessoas passando fome, cidades destruídas e animais desvanecendo, mas foi quando Sara deu voz aos animais que me senti como se tivesse levado um soco no estômago.

Pax foi, a princípio, largado em um local estratégico, meio isolado, para que não corresse tantos perigos. Mal sabia Peter que aquela era a rota direta a ser seguida pelos doentes de guerra, como eram chamados pelos corvos.

Achei sensacional essa terminologia, porque ela representa perfeitamente o estado de espírito dos combatentes.

Os animais não conseguem entender por que os humanos estão em guerra, e temem por uma contaminação em massa dessa pseudo doença que eles juram que aquelas pessoas carregam.

Os humanos, por sua vez, se sentem no direito de batalhar por aquilo que consideram deles, e não medem esforços para alcançarem seus objetivos, mesmo que isso signifique destruir justamente o que eles estão protegendo. Incongruente, né?

Tudo o que os bichos querem é sobreviver e se manter incólume àquela tragédia que se estabeleceu, mas é impossível, tendo em vista que as consequências da guerra atinge a todos.

Isso ficou bem claro quando vemos a floresta devastada. O alimento passa a ser escasso, já que os animais debandam buscando abrigo; a água é contaminada por conta das constantes explosões, bem como árvores são arrancadas e arremessadas longe, criando inúmeras crateras na terra.

O medo sentido por aqueles bichos ao perceber tudo o que está acontecendo, o ódio e a desconfiança que eles passam a cultivar por nós, por perderem as suas famílias; o constante alerta com o qual eles têm que lidar pelas ameaças que representamos me fez chorar. Me fez chorar por todos que morreram e ainda vão morrer por conta da ignorância humana.

Porém, o mais chocante de tudo é quando Peter percebe o papel do seu pai nessa história, e se dá conta de que nada é tão inocente assim e que não existe um lado certo quando se resulta em sofrimento para todos.

A guerra deixa marcas. Marcas visíveis, como o caos que se instaura por onde ela passa, e cicatrizes invisíveis, que muitas vezes são capazes de destruir as nossas vidas a ponto de ser difícil de recomeçar. Mas isso será assunto para um próximo post. Fiquem de olho.

6 comentários

  1. Por incrível que parece eu ainda não li nenhum livro que falasse sobre guerra, não como foco principal, porém é um tema que e agrada bastante e saber que este livro tem este tema me deixa com mais vontade ainda de ler.

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  2. O único livro que li sobre guerras foi o Diário de Anne Frank, depois disso nunca mais li.

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  3. Oi.
    Suas palavras estão perfeitas e descreveram muito bem e com sentimentos, esse tema do livro. Quando o assunto é a guerra, sempre entristece nossos corações, por tanta ignorância humana, vidas são levadas de uma maneira tão triste. E quando eu falo em vidas, não só de pessoas, mas dos animais e natureza de uma forma geral. Quanto ao livro, ansiosa pela leitura! Beijos.

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  4. Olá! O Recanto da Mi foi um dos meus blogs indicados para o Prêmio Dardo Bloggers. Venha dar uma conferida, e aproveite para indicar os seus quinze blogs favoritos.

    Admirável Mundo Inventado – Prêmio Dardo Bloggers

    Beijão!

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  5. Oi Mirelle!

    Essa semana foi maravilhosa! Fiquei cada vez mais encantada pelo livro.
    Infelizmente, guerra é um assunto que me incomoda... graças a Deus eu não presenciei nenhuma, mas tenho consciência do impacto que deve causar tanto nas pessoas como nos animais.

    Ótimo post. Parabéns!

    Bjo bjo^^

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  6. oi tudo bem..
    Realmente doentes de guerra é a palavra certa pra descrever os seres humanos que gostam da guerra e que a cultivam,totalmente lastimável as atitudes dos seres humanos .
    Um abraço e muito sucesso :)

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