Especial Pax - O direito de recomeçar - Dia 5

E chegamos ao fim dessa Semana tão especial. Como já disse, Pax tocou meu coração por diversos motivos e como vocês puderam perceber, Sara trabalhou em seu contexto elementos dignos de reflexão, trazendo ensinamentos para todas as idades.

Uma das últimas coisas que eu não podia deixar de discutir é o direito de recomeçar, de se ter uma segunda chance na vida.

A personagem que melhor representa esse sentimento é Vola, uma das minhas favoritas da história, responsável pelos melhores diálogos e pelo amadurecimento de Peter.

Vola é uma ex-soldada. Foi para guerra muito nova, julgando ser o certo a fazer. Como paramédica, poderia prestar seus serviços e ser útil para causa. Porém, assim como a grande maioria, Vola foi tocada pelos horrores que viveu nos campos de batalha que a fizeram questionar em quem ela tinha se transformado.

O que ela estava fazendo ali? Qual era o sentido de tirar uma vida? Será que ela tinha algo em comum ou em outras condições podia até se tornar amiga daquele adversário abatido em sua frente?

Vola começou a pirar com essas possibilidades a ponto de se isolar por completo do resto da sociedade, quando voltou para casa com uma perna só.

Vola se sentia uma bomba prestes a explodir. Uma pessoa que matou alguém era um perigo para os outros, não é mesmo? Pensando assim, ela passou a proteger a humanidade de si mesma enquanto tentava resgatar aquela garotinha que um dia foi e que não era capaz de matar nem uma mosca.

E como é difícil nos perdoarmos. Como é difícil seguir em frente. Quando nos perdemos e nos anulamos, o resgate do nosso eu, das nossas preferências, dos nossos desejos é árduo, e Vola e Peter enfrentam esse desafio juntos, mas de maneira paralela.

Vola mora em uma propriedade rústica, sem nenhum luxo ou conforto, e tem uma relação especial com a madeira que, por meio de suas mãos é esculpida com afinco até se transformar em algo mais, criando lindos significados na trama.

Me emocionei profundamente com as dificuldades da personagem em se reinserir nos círculos sociais e em redescobrir coisas simples sobre si mesma.

Eu nunca matei ninguém, mas já fui uma Vola da vida. Quantas outras Volas existem por aí, que permitem sucumbir a experiências difíceis vivenciadas?

Sara nos mostrou que sim, às vezes é preciso nos recolhermos ao nosso casulo para nos refazermos, nos reencontrarmos, mas chega uma hora em que toda borboleta precisa alçar voo, assim como Vola que, em italiano, significa "voa".

Bom, espero que vocês tenham gostado dessa Semana Especial, que leiam Pax e que se apaixonem por essa obra tanto quanto eu.

Beijos e até mais.

6 comentários

  1. Oi Mirelle!

    Parabéns pela semana maravilhosa! Eu adorei conhecer todos os lados desse livro e claro, vou querer lê-lo para me apaixonar tbm!

    Adoro personagens secundários que trazem uma carga de sentimentos maior para o livro. Vola parece ser esse tipo de personagem.

    Bjo bjo^^

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  2. Estou cada vez mais ansiosa para ler este livro, ele parece ser muito interessante e emociante.

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  3. Ola Mirelle acho que o livro tocou você mesmo, sua resenha esta perfeita. Mostrou o quanto vc amou o livro

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  4. Olá!
    Parabéns pela semana maravilhosa e com tantas postagens motivando a leitura desse belo livro. Estou muito ansiosa para ler, agora que sei bem mais sobre a obra. Obrigada. Beijos.

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  5. Oi tudo bem..
    Adorei essa semana de pax e saber um pouco mais desse livro maravilhoso,e realmente e dificil se perdoar por algo errado que se tenha feito.
    Um abraço e muito sucesso :)

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  6. Bah, me emocionei com tudo que tu disse Mirelle, amei essa semana sobre o livro Pax, agora estou muito ansiosa para ler esse livro que com certeza vou me apaixonar por ele, obrigada pelas belas palavras e por todo o sentimento que colocaste aqui nessa semana. Bjssss

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