Resenha - A Garota do Calendário: Janeiro

Resenha - A Garota do Calendário: Janeiro
Sinopse: "Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser. Em janeiro, Mia vai conhecer Wes, um roteirista de Malibu que vai deixá-la em êxtase. Com seus olhos verdes e físico de surfista, Wes promete a ela noites de sexo inesquecível — desde que ela não se apaixone por ele."
ATENÇÃO! Este livro possui cenas de sexo e linguajar obsceno. Não recomendado para os menores de idade. Leiam a resenha por sua conta e risco!
 
Mia Saunders mudou-se de Las Vegas para a Califórnia para tentar seguir com seu sonho de ser atriz. Ela está fechada para o amor, especialmente depois que os quatro caras por quem se apaixonou partiram seu coração e, por isso, mantém-se extremamente focada em seus objetivos.

O problema é que um desses seus loves do passado voltou para atormentá-la. Blaine é um agiota e emprestou muito dinheiro para o pai de Mia gastar com seu vício em jogos e bebidas e é claro que o homem não teve como pagá-lo. Por isso, Blaine mandou seus homens darem uma surra no pai da garota, deixando-o em coma e, com isso, avisando que se essa dívida não fosse saldada, ele iria matá-lo.

Assim, Mia se vê obrigada a aceitar o convite da tia para tornar-se acompanhante de luxo da agência que ela gerencia. Mia deve passar vinte e quatro dias do mês com cada cliente, para ganhar a bagatela de 100 mil dólares. Em um ano ela poderá quitar a dívida do pai e ainda dar um futuro decente para a irmã mais nova, que está na faculdade. Sexo não está incluso no contrato. Apenas se quiser, Mia irá transar com seus clientes, mas por isso receberá um bônus de vinte por cento do valor acertado.

À princípio, Mia não está muito certa sobre esse caminho, mas como é a única alternativa de conseguir o dinheiro que tanto precisa, se joga no trabalho. Seu primeiro cliente é Weston Charles Channing Terceiro, ou apenas Wes. Ele é um roteirista de sucesso e sua mãe contratou Mia para acompanhá-lo em alguns eventos importantes, de forma a afastar as periguetes que tentam distraí-lo, para que ele consiga fazer contato com as pessoas certas.

Wes é incrivelmente lindo e sedutor e Mia se vê imensamente atraída pelo homem. Ela percebe que esses dias serão um tormento se precisar resistir a ele e por isso se entrega logo na primeira noite. Wes tem apenas quatro regras e se Mia cumpri-las, os dois se darão muito bem. O problema é que a quarta regra diz que eles não podem se apaixonar e conforme mais tempo vão passando juntos e desbravando o corpo um do outro, respeitar essa imposição pode se tornar mais difícil do que parece...

Querem saber o que vai acontecer? Então não deixem de ler!

***

Quando o Grupo Editorial Record anunciou o lançamento dessa série aqui no Brasil, confesso que torci o nariz. Qual a necessidade de publicar mais uma coletânea de eróticos, principalmente uma que contenha doze livros? Porém, no último Mochilão realizado pela Editora, conheci um pouco mais a respeito desses livros e fiquei curioso com o que encontraria. Assim, quando a Verus mandou de ação os dois primeiros volumes para os parceiros, decidi que os leria e veria no que ia dar.

Quem me conhece sabe que não sou adepto a este gênero literário. Acho a escrita forçada e não condizente com a realidade no que concerne ao sexo, pelo menos em relação a maioria das pessoas. Tais obras sempre trazem em seu contexto homens maravilhosos e mulheres deslumbrantes, que conhecem nos seus parceiros os maiores prazeres que uma transa pode oferecer. Muito clichê. E A Garota do Calendário não é muito diferente, mas tem as suas vantagens.

A escrita de Audrey Carlan é bastante fluida e objetiva. Em pouco mais de cem páginas a autora conseguiu apresentar todos os elementos da série e a personagem principal, de forma que os próximos volumes irão se desenvolver a partir daqui; e ainda criar uma história toda dentro desse primeiro mês, com início, meio e fim. Admirei-a por essa façanha.

A narrativa é feita em primeira pessoa, sob a perspectiva de Mia. Desenvolvi uma relação de amor e ódio com a protagonista por conta de algumas de suas atitudes. No começo, achei que ela seria diferente das mocinhas dos outros livros do gênero. Ela estava servindo como acompanhante de luxo para salvar o pai, então devia ser bastante altruísta e determinada. E realmente é. Mas logo que ela começa a se envolver com Wes, senti que ela deixou um pouco as suas metas de lado e focou apenas no sexo, ansiando pelos momentos de prazer que teria com ele e isso me desanimou.

Por outro lado, foi impossível não gostar de Wes. Além de lindo, sedutor e milionário, o cara é um lorde. Ele trata Mia super bem desde o primeiro instante, fazendo com que ela se sinta à vontade, construindo uma parceria com a garota. Logo os dois se tornam amigos e, por mais que se envolvam sexualmente, essa amizade se torna o cerne da relação criada entre eles

O desfecho da história foi bastante previsível, mas me cortou o coração. Por mim, Mia ficava só com Wes e desistia dessa vida que escolheu. Mas não foi o que aconteceu e entendo os motivos dela para tomar tal atitude, apesar de não concordar muito. O sentimento que nasceu entre os dois é bonito demais para ser jogado fora assim, então tenho a esperança de que logo Wes volte a aparecer na vida de Mia.

Minha única preocupação é que ainda temos onze livros pela frente e não sei como Audrey vai fazer para desenvolvê-los sem cair na mesmice. A composição geral do enredo é interessante, mas criar tramas originais dentro desse universo pode ser um tanto complicado. Já estou com Fevereiro aqui para ler em breve e espero não me decepcionar com o que vou encontrar. Até porque já solicitei para a Editora os próximos quatro volumes...

Quanto à edição física, está muito bem trabalhada. A capa tem aquela vibe bem de livro erótico e eu gostei bastante da escolha da imagem. A diagramação é simples, as páginas são amareladas e a fonte é grande. A revisão está impecável. Tirei o chapéu para a Verus Editora, que melhorou bastante o cuidado com as suas últimas publicações.

A Garota do Calendário é uma série que tem potencial e Janeiro foi uma excelente estreia. Consegui me divertir, me encantar e me apaixonar, além de me entreter em uma tarde de domingo. Nunca pensei que diria isso sobre um livro erótico, mas recomendo a leitura a todos.

A Garota do Calendário: Janeiro - Audrey Carlan
Livro 01
Série A Garota do Calendário
Editora Verus
144 páginas
Comprar: Saraiva / Amazon
Nota 4

4 comentários

  1. Oi Leonardo!

    Tbm não sou muito adepta ao gênero, concordo com vc que sempre são clichês e não convencem, mas... rsrsrsrsrs gosto de ler os livros de autoras que já conheço a escrita. Qdo vi que a Verus lançaria essa série, tbm torci o nariz, mas confesso que a fiquei curiosa com algumas resenhas que já li e quero sim, lê-los e tirar minhas próprias conclusões.

    Parabéns pela resenha!

    bjo bjo^^

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  2. Oi Leo,
    Tô louca pra ler essa série
    Gostei da sua resenha, me deixou mais curiosa!

    Bjooos
    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

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  3. Quero muito ler este livro, mesmo não gostando muito do gênero, pois a sinopse me chamou atenção. Porém, tenho a mesma preocupação que você, não sei como a autora vai conseguir segurar a história já que são 12 livros.

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  4. A saga completa está na minha lista de compras, mas até agora ainda não consegui comprar nenhum. Normalmente eu leio em PDF antes de comprar o livro (quando me falta dinheiro), mas ainda não tive como comprar. Adorei sua resenha e coloquei seu blog em meus favoritos. Um grande beijo,

    Meu blog: www.umcontainer.com

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