Resenha - A Primavera Rebelde

Resenha - A Primavera Rebelde
Sinopse: "Depois que o rei Gaius de Limeros conquistou as terras de Auranos e subjugou o povo sofrido de Paelsia, passou a dominar toda a Mítica com seu punho de ferro. A rica população de Auranos parece não se importar com o novo governante, desde que seus privilégios sejam mantidos; os paelsianos, como sempre, aceitam seu destino de exploração. Mas a tranquilidade é só aparente: grupos rebeldes começam a surgir nos reinos dominados, questionando as mentiras e os métodos sangrentos do novo rei. Enquanto isso, Gaius obedece à sua mais nova conselheira e dá início à construção de uma estrada passando pelas temidas Montanhas Proibidas. Mas essa via não servirá apenas para interligar os três reinos: ela faz parte de uma busca pela magia elementar, perdida há mil anos, que conferirá ao tirano um poder supremo. O que ninguém esperava era que essa obra desencadearia uma série de eventos catastróficos, que mudarão aquelas terras para sempre e forçarão Cleo, Magnus, Lucia e Jonas a tomar decisões até então inimagináveis."
ALERTA! Esta resenha pode conter spoilers do livro A queda dos reinos. Leiam por sua conta e risco! 

Mítica agora é governada por apenas um rei, ou melhor, um tirano. Gaius Damora subiu ao trono absoluto derramando sangue de inocentes e daqueles que julgaram tê-lo como amigo, e espalhou seu exército por Paelsia e Auranos para manter todos subjugados sob seu poder e para eliminar quem se atrevesse a ficar em seu caminho, enquanto dava início a sua busca pela Tétrade.

Cleo, a única sobrevivente da família Bellos e herdeira do trono de Auranos, é mantida prisioneira no palácio que um dia chamou de lar, e precisa passar a imagem de que aprova o governo de Gaius e aceita os planos que o rei faz para ela, de modo que seu povo não sofra, assim como deve tolerar a convivência com a família Damora, que matou todos a quem princesa amava.

Magnus segue como braço direito de seu pai, aprovando os caminhos traçados pelo rei, mas no fundo seu coração se enche de uma raiva cada vez maior por Gaius, por todos os testes e sofrimento que ele ainda o faz passar, como tratar sua querida irmã Lucia - que permanece em coma desde a batalha em Auranos semanas atrás - como uma arma e não uma filha.

Contudo, nem todos estão acatando as decisões do novo governante e se deixando intimidar por suas ameaças. Escondido em meio às Terras Selvagens, Jonas acompanha os rumos do reinado de Gaius enquanto lidera um pequeno grupo de rebeldes que pretende derrubar o déspota e devolver a independência aos reinos de Mítica.

Querem saber o que acontece? Então corram para ler o livro!
***

A Primavera Rebelde poderia facilmente se chamar A Primavera Sangrenta, pelo tanto de sangue que a Morgan Rhodes derramou nesse volume. Sério, eu estou me perguntando se até o final da série algum personagem estará vivo, porque a coisa está tensa.

A obra em questão deu um bom up na história e nos personagens. Com certeza o fato de estarmos familiarizados com esse universo e a maioria de seus personagens ajudou bastante para mergulharmos no texto com maior rapidez, fora o fato de que fez com que nos aproximássemos mais deles, criássemos empatia e os conhecêssemos ainda melhor.

A autora continua desenvolvendo bastante os personagens e seus conflitos, e Magnus segue disparado como o meu favorito. A jornada que está sendo traçada para ele é genial. É clichê, eu sei, estamos cansados de ver príncipes malvados que no fundo são bonzinhos, e que são impedidos de externalizar seu lado humano por causa das provações que enfrentam, mas a caracterização do Magnus, suas reações e falas são tão bem elaboradas que fica difícil não gostar dele. Eu mal posso esperar pelo momento em que ele não irá mais tolerar tudo o que tem ocorrido e vai se rebelar, porque com certeza isso acontecerá, é coisa demais para ele continuar aturando de cabeça baixa.

Agora, nem todos os personagens estão me deixando satisfeitos em seu desempenho. Jonas, por exemplo, está me decepcionando. Não me refiro aos planos que ele andou traçando, mas sim ao total esquecimento por sua irmã e seu pai. Pelo que me recordo da leitura, em nenhum momento ele pareceu se importar com ambos. Ele sabe que todo o seu povo está sendo forçado ao trabalho escravo e que os que se rebelaram foram mortos, e mesmo assim em nenhum momento ele se incomodou em saber o paradeiro de sua família, nem ao menos vemos isso em seus pensamentos. Há momentos em que ele menciona seus familiares, mas não vemos algo como: “E minha irmã e meu pai? Estarão vivos ainda?”.

Esse não foi o único ponto que me deixou descontente. O outro foi em relação ao mapa de Mítica que ilustra cada volume da série. Em A Primavera Rebelde ele sofreu sérias mudanças em relação ao de A Queda dos Reinos. A qualidade da imagem está melhor - obrigado Seguinte por isso -, mas surgiram rios onde antes não havia, lagos foram aumentados e uma fileira inteira de montanhas foi substituída por um imenso lago em Auranos.

Imaginei que, com os acontecimentos no decorrer das páginas, esses detalhes seriam ressaltados na trama. O continente de Mítica está passando por sérias mudanças devido ao que vem ocorrendo e ao sumiço da Tétrade, e eu pensei que essa alteração no mapa se daria por causa disso, mas ninguém disse nada, então acredito que simplesmente fizeram mudanças na ilustração. Talvez até tenham feito o desenho errado no primeiro livro e consertaram agora, vai saber. E alguns podem considerar esse detalhe irrelevante, mas sim, isso me incomoda muito.

Mesmo assim, fiquei muito satisfeito com o rumo que a história tomou nesta sequência, e estou muito curioso para saber o que nos aguarda no próximo exemplar. Tem tanta coisa que eu gostaria de comentar, mas não posso ou vocês me matam, devido aos spoilers.

Sobre alguns pontos que destaquei na resenha de A Queda dos Reinos, queria dizer que ainda acredito que poderíamos ter deixado para ver os vigilantes apenas agora, e gostei bastante porque os personagens adultos se sobressaíram mais em relação aos mais novos nesse enredo. Isso ficou mais visível e melhorou a obra como um todo, porque os adultos possuem cargos mais elevados, na maioria dos casos, então é mais do que necessário que eles demonstrem um poder e autoridade superiores.

O que posso dizer é que vale a pena ler A Primavera Rebelde. O ritmo da história e a interação entre os personagens estão muito bons, e a narrativa fechou de uma forma que a continuação promete muita coisa. Mas muita coisa mesmo!

A Primavera Rebelde - Morgan Rhodes
Livro 02
Série A Queda dos Reinos
Editora Seguinte
424 páginas
Comprar: Saraiva / Amazon
Nota 5

6 comentários

  1. Oi Laplace!

    Não li a resenha por causa dos spoilers. Tenho o primeiro livro, mas ainda não o li, quero comprar pelo menos, o segundo volume antes de começar a ler.

    Adoro as capas, são lindas demais!

    Bjo bjo^^

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    1. Oi Ana!

      Sem problemas não ter lido, até porque tem muito spoiler mesmo do final do 1º livro nessa resenha, e acho uma ótima ideia tu querer começar a ler só quando tiver o 2º, porque acredite, quando acabar o primeiro você vai querer começar logo o próximo.

      E concordo, essas capas são magníficas!

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  2. Fiquei com medo de pegar spoilers também rsrs. Mais este serie vira e meche vejo os blogueiros falando e sempre fiquei curiosa para lê-lo.

    E não tem nem o que dizer dessas capas néh, rsrs liiiindas.

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    1. Oi Naiara!

      A série é muito boa, vale a pena conferir, e as capas, realmente, precisa nem falar né? kkkkk

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  3. Já li comentários bem positivos sobre essa série, parece ser muito inteeressante e viciante!
    Mas se morrem muitos personagens acho que não lerei, não!
    Tenho pavor de personagens que morrem, principalmente se forem meus favoritos. Fico louca da vida kkkk
    bjss

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    1. Oi Ana!
      Pois é... morre um pouquinho de gente... kkkkk

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