Resenha - Como ser solteira

Sinopse: "Julie Jenson tem 38 anos, é assessora de imprensa em Nova York e solteira — há quase seis anos. Em uma fria manhã de outubro em Nova York, ela recebe um telefonema histérico da amiga Georgia, cujo marido decidiu trocá-la por uma brasileira professora de samba. Georgia então convence uma relutante Julie a convidar suas amigas solteiras para uma noite só de meninas. Afinal, as solteiras se divertem muito mais, não é mesmo? Bem... não nessa noite. Muitos martínis depois, elas acabam em um hospital e Julie percebe que, definitivamente, não estão se divertindo tanto assim: Alice, defensora pública, pediu demissão para se dedicar a encontros em tempo integral; Serena está tão preocupada em se encontrar espiritualmente que não tem tempo para procurar sua alma gêmea; e Ruby, bonita e emotiva, está há meses sofrendo pela morte de seu gato. Então, cansada das dificuldades e decepções da vida de solteira em Manhattan, Julie decide pedir demissão e sair pelo mundo para entender como as mulheres ao redor do globo lidam com esse complexo fenômeno da solteirice. De Paris ao Rio de Janeiro, de Sydney a Bali, passando por Roma, Pequim, Mumbai e Reykjavík, Julie se apaixona, fica com o coração partido, viaja pelo mundo e aprende muito mais do que poderia imaginar. Enquanto isso, em Nova York, suas amigas lidam com os próprios problemas: desastrosos encontros às escuras, compromissos sem amor, batalhas por custódia e dilemas de ser mãe solteira. Uma jornada na qual lutam para redefinir sua visão sobre amor, felicidade e sobre como se sentir completa. Um livro para fazer rir e chorar. Como a vida."
Julie já estava acostumada com a vida que levava, mesmo não sendo a que ela escolheu para si. Com trinta e poucos anos, a moradora de Nova York trabalha divulgando livros de autoajuda que, na verdade, não ajudam ninguém. Quando recebe uma ligação de sua amiga Georgia, contando-lhe que acabou de se divorciar, Julie mal sabe que tudo está prestes a tomar um rumo completamente diferente e maravilhoso. 

Sempre pronta para amparar uma amiga, Julie leva Georgia para encontrar-se com suas outras comadres, também solteiras. Julie, Ruby, Serena e Alice juntam-se ao mutirão de apoio à Georgia. A moça acabou de ser trocada por uma professora de salsa que tem metade da sua idade. Um ultraje. Com o passar da noite e após toda a conversa de que "existem milhões de homens no mundo", Julie começa a perceber que cada solteira reage de uma forma diferente ao seu estado civil. 

Ruby é a solteira que está sempre deprimida. Ela acredita que todo namorado que entra em sua vida será eterno e, por isso, cai em uma tristeza profunda a cada vez que um cara termina com ela. O último a sair de sua vida foi seu gato. Pois é, nem o bichano a suportava mais! Serena é linda, porém esquisita. A jovem era cozinheira, no entanto, largou tudo para se tornar uma sawmi e fazer parte de uma religião/ceita que nem ela mesma entende, mas que envolve raspar o cabelo e manter celibato. 

Observando os comportamentos das companheiras na mesa de bar, Julie decide que este sim seria um grande assunto para um livro, fosse ele de autoajuda ou não. Então, ela não perde tempo e logo elabora o argumento para apresentar à sua chefe. Olha aí a sorte de se trabalhar em uma Editora! Maravilhada com a criação, a chefe de Julie não pensa duas vezes antes de comprar os direitos da obra e paga um adiantamento para a moça. 

Com esse dinheiro, Julie viaja pelo mundo à procura das solteiras de cada país, passando por lugares como Austrália, Pequim, Paris e Brasil, convivendo com as mulheres para descobrir seus hábitos e costumes e registrá-los. Em muitas partes das viagens ela conta com a companhia das amigas, e em outras, está completamente sozinha.

Julie descobre o mundo e se redescobre como pessoa, e em meio a tantas explorações, aparece um novo amor, o mais improvável deles. Entretanto, como de costume, com o romance vem também a decepção amorosa, e nesses encontros e desencontros da vida, ela vai criando o manual de Como ser solteira

Querem saber o que vai acontecer? Então não deixem de ler!

***

Devo confessar que Como ser solteira não me ganhou de primeira. Julie começa sendo uma protagonista chatinha, muito chatinha. Em alguns momentos da narrativa, senti que ela não olhava para nada além de si própria, mas essa percepção foi mudando com o passar das páginas. A redescoberta de Julie durante a viagem a torna uma pessoa melhor, mais madura e auto-confiante, o que me fez gostar mais dela.

A obra foca bastante nas amigas de Julie, e o tempo todo queremos que elas tenham seus próprios livros, para que possamos mergulhar a fundo na história de cada uma e descobrir mais e mais sobre elas. Exceto no que diz respeito à Serena. Ninguém merece a Serena! Todavia, foi maravilhoso ver como a Gerogia aprendeu a lidar com o fato de estar recém-separada e com dois filhos para cuidar. Foi intenso observar Alice mergulhar sem reservas na busca pelo amor da sua vida e foi gratificante ver Ruby não chorar mais pelos pés-na-bunda que levava. Jesus!

Liz tem uma narrativa leve e divertida. As situações criadas dentro da trama não são nada forçadas e têm sempre um quê de realidade. A lealdade que existe entre as amigas só deixa o enredo ainda mais gostoso.

Recomendo demais esta leitura. Ótima para passar o tempo e refletir sobre alguns aspectos da nossa vida. Só não indico para quem, como eu, ama viajar. A vontade de colocar a mochila nas costas e se esvair pelo mundão não vai ser pouca, hehe. Cuidado!

Espero que tenham gostado da resenha! 

Como ser solteira - Liz Tuccillo
Editora Record
434 páginas
Comprar: Saraiva / Amazon
Nota 4

6 comentários

  1. Gostei do tema do livro! Parece que as mulheres solteiras têm menos valor e isso é ridículo. Nós podemos fazer tudo e sermos felizes sozinhas sim, não dependemos de ninguém pra encontrar a felicidade. Se é isso o que o livro diz então a leitura com certeza vale a pena!

    Beijos
    http://aquelaborralheira.com.br/

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  2. Oi Bárbara.
    O enredo do livro parece ser muito bom, quem nunca teve aquela crise pós namoro, é uma fase horrível com certeza, mas apesar de ter gostado da resenha do livro, vou me contentar em assistir apenas o filme, não acho que a leitura me agradaria.
    Boa Tarde.

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  3. Oi, Barbara!
    Eu tenho visto muito este livro, mas não tinha lido nenhuma resenha sobre. Fiquei muito curiosa! Adoro livros em que a protagonista se descobre e se reinventa, e claro, nos leva a viajar junto em suas aventuras. Um chick-lit sempre vai bem nessa fase de solteirice, mas um falando em especial de como ser solteira é perfeito, não é mesmo? Amei a resenha.
    Beijos.

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  4. Oi Barbara!

    Infelizmente, não gosto de protagonistas chatas e que me fazem odiar o livro. A primeira vista, gostei da capa e sinopse, e sua resenha foi muito bem escrita. Mas, acho que eu não daria uma chance para o livro! :/

    Bjo bjo^^

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  5. eu não sou muito fã de chick-lit, apesar da resenha maravilhosa não sei se eu leria, não sei não me cativou... talvez quando eu precisar de um livro sessão da tarde eu dê uma chance

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  6. Mana vou ter que admitir que mesmo o livro te agradando no meio do enredo eu não senti nenhum desejo pelo enredo desse livro e por isso eu vou dispensar a leitura.

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