# Esquenta - O amor nos tempos do ouro

E aí pessoal, preparados para mais um #Esquenta! que vai arrasar com o coração de vocês? Conheçam O amor nos tempos do Ouro, de Marina Carvalho, que será publicado no dia 14/04/2016, pela Editora Globo Alt.

Sinopse: "Sabes que nunca me apaixonei, maman, mas se porventura o tivesse feito, seria por alguém como ele?" Cécile Lavigne perdeu todos os que amava e agora está sozinha no mundo. Ela, uma franco-portuguesa que ainda não completou vinte anos, está sendo trazida ao Brasil pelo único parente que lhe restou, o ambicioso tio Euzébio, para casar-se com o mais poderoso dono de terras de Minas Gerais, homem por quem Cécile sente profundo desprezo. Após desembarcar no Rio de Janeiro, Cécile ainda precisará fazer mais uma difícil viagem. O trajeto até Minas Gerais lhe reserva provações e surpresas que ela jamais imaginaria. O explorador Fernão, contratado por seu futuro marido para guiá-la na jornada, despertará nela sentimentos contraditórios de repulsa e de desejo. Antes de enfim consolidar o temido casamento, Cécile descobrirá todos os encantos e perigos que existem nessa nova terra, assim como os que habitam o coração de todos nós. Com o passar dos dias, crescerá dentro dela a coragem para confrontar todas as imposições da sociedade e também o seu próprio destino."

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Para quem não sabe, durante muito tempo fui beta reader da Marina, essa autora que amo demais, e tive a oportunidade de ler muitos dos seus livros em primeira mão, uma tamanha de uma honraria.

O amor nos tempo do ouro é uma obra mais do que especial para mim, pois eu a vi nascer! Não entenderam? Então sentem que lá vem história!

Ainda me lembro, como se fosse hoje, quando Marina me chamou para conversar em fevereiro do ano passado, dizendo que tinha muita vontade de escrever um livro sobre o nosso povo, me apresentando o argumento da trama.

Fiquei completamente hipnotizada por tudo o que ela me dizia, e como sou muito metida, é claro que fui dando os meus pitacos e sugestões, como de costume. Escolhemos o nome de várias personagens juntas e quando ela me disse que teria no texto uma Úrsula, quase surtei! Nunca imaginei que seria homenageada desta forma, através da minha filha. Obrigada novamente, amiga <3

Estava claro para mim que uma história muito especial estava sendo escrita, diferente de tudo o que a autora já havia feito.

AMBIENTAÇÃO:


Marina levou muito tempo escrevendo este volume, pois a sua intenção era fazê-lo o mais próximo da realidade possível. Por se passar na época da corrida pelo ouro, em Minas Gerais, Marina teve que pesquisar ao máximo, não somente sobre aquele período, mas também a respeito dos hábitos, costumes, vestimentas, linguagem e características de diversas etnias.

Sua intenção é tratar a escravidão com toda a seriedade e respeito que ela merece. Nesse sentido, vocês podem esperar por uma história forte, cheia de tensão e informações sobre o nosso passado, mas é claro que sem esquecer do romance e da sensualidade que virou marca registrada da escrita da autora, que nos faz suspirar a cada novo mocinho ou bad boy criado.

Vejam o que a autora falou sobre o seu novo livro:

"Cada capítulo de ‪#‎OAmorNosTemposDoOuro‬ tem demorado o triplo de tempo para ficar pronto em relação ao que gasto para escrever uma história contemporânea. Vocabulário, verbos em 2ª pessoa, verificação de fatos históricos, tudo isso requer cuidado e paciência. Cansa? Sim! Por outro lado, posso viajar no tempo, visitar salões de baile, caprichar no figurino romântico, descrever a natureza quase intocada, ousar ser dramática porque a época me permite. Acho que nunca me senti tão desafiada e confiante. Usar a criatividade é gostoso. Casá-la com estudos e pesquisas é melhor ainda. Um viva aos historiadores!" - Marina Carvalho.

A CORRIDA DO OURO EM MINAS GERAIS:


"No Brasil do século 17, a descoberta do ouro nas Minas Gerais deu início a acontecimentos dignos dos melhores (e piores) filmes de bangue-bangue. Traições, mapas de tesouro, ataques indígenas e assassinatos levaram à loucura uma população que jamais seria a mesma.

O cinema e a literatura ainda não exploraram o veio, mas o Brasil teve uma corrida do ouro tão dinâmica, vertiginosa e alucinada quanto aquelas que já cansamos de ver nas páginas e nas telas de produções americanas retratando os acontecimentos na Califórnia (em 1849) e no Alasca (em 1875). Mas a febre do ouro que contagiou o Brasil deu-se dois séculos antes, movimentou fortunas colossais, alterou radicalmente o ambiente natural na região das lavras e dos veios, gerando turbulências, proezas, ganância e morte em intensidade no mínimo igual às de suas famosas congêneres do hemisfério norte.

Por mais de 250 anos, o ouro – ou a ausência dele – foi mais do que uma obsessão para os portugueses que desembarcavam no Brasil: foi uma autêntica maldição.Fonte.

O TRABALHO ESCRAVO:


"Na mineração, isto é, na extração do ouro nas minas, utilizava-se o trabalho dos negros escravizados trazidos da África. As minas correspondiam ao local no qual os escravos eram mais vigiados por seus senhores, que visavam evitar o contrabando de ouro.

Além da vigilância permanente, o trabalho escravo realizado na mineração apresentava péssimas condições. Muitos escravos não suportavam mais do que cinco anos nessa atividade; e rotineiramente aconteciam mortes prematuras relacionadas às condições de trabalho insalubre e aos acidentes de trabalho.

Dessa forma, os cativos trabalhavam sob o risco de morrer através de soterramento ou afogamento causado pelo rompimento das barragens de contenção das minas – esse era o acidente de trabalho mais comum nas minas e que mais vitimava os escravos. Além disso, os cativos exerciam o trabalho sob péssimas condições de salubridade, ficavam dentro da água por muito tempo (expostos a baixas temperaturas), enquanto outros ficavam muito tempo dentro das minas, nas cavernas (onde estavam sujeitos à baixa umidade e à falta de oxigênio).

Além das péssimas condições de trabalho, os negros escravizados enfrentavam carências de alimentação e sucumbiam à proliferação de várias doenças, ocasionando um grande número de óbitos.

O trabalho escravo na região das minas não ficou somente restrito à extração do ouro, pois os escravos realizavam diferentes funções, como atividades ligadas ao transporte, comércio (ambulante) e à construção de pontes, ruas e edifícios. O trabalho nas minas foi considerado a forma de trabalho mais penosa e pesada desempenhada pelos africanos escravizados no Brasil." Fonte.

Trecho do livro O amor nos tempos de ouro:

"O chicote estalou nas costas dele, rasgando-lhe a pele já marcada por castigos constantes. A ferida aberta fez o sangue jorrar, logo misturado com a sujeira do couro e a poeira do ambiente. E o feitor bateu de novo, e de novo, e de novo, enquanto Hasan, subjugado e indefeso, aguentava a punição calado, sem emitir um único lamento, o que não significava, de modo algum, que fora tomado pela resignação. O silêncio e a falta de reação eram sua forma de alimentar o ódio. Ele sabia que faltava muito pouco para se livrar de tudo aquilo, fosse escapando para um quilombo ou morrendo durante a tentativa de fuga."

CONHECENDO OS PROTAGONISTAS:


Cécilie é uma jovem desafortunada que acabou de perder todos a quem amava e, para piorar a situação, foi enviada ao Brasil, um país desconhecido, para se casar com um homem muito mais velho que ela desprezava, tudo para que seu tio, seu último parente vivo, botasse as mãos numa pequena fortuna.

Fernão é orgulhoso e um homem sem muitos escrúpulos, que foi contratado por Euclides para acompanhar Cécilie e sua dama, Úrsula, até Minas Gerais. De imediato, julga a moça por aceitar se casar com um velho tão cruel e, desse relacionamento, além de farpas, surgem desejos proibidos e incontroláveis.

Ambos passam por muitos perigos e aventuras enquanto tentam chegar ao seu destino.

Tive o privilégio de ler os primeiros capítulos de O amor nos tempos do ouro e só digo uma coisa, vocês vão se arrepiar.

Marina conseguiu magistralmente incorporar o tom atribuído aos romances de época nos capítulos escritos por Cécilie, em primeira pessoa, enquanto nas demais páginas amplia o nosso conhecimento acerca do enredo com um linguajar mais contemporâneo, escrito em terceira pessoa.

De imediato me encantei por Cécilie, a quem apelidei de Céci. Ela é uma jovem forte e bondosa, que fica chocada com o modo com o qual os escravos são tratados e faz de tudo para reverter a situação. Cécilie é uma moça que está à frente do seu tempo, um tanto quanto feminista, que arruma confusão por onde anda.

E Fernão, o que dizer de Fernão? Fala sério, tem como não amar e desejar qualquer homem concebido por Marina?

De maneira meio torta, admito, adoro homens arrogantes e orgulhosos, porque me faz pensar que esta postura não passa de uma casca que guarda um interior romântico e generoso resguardado apenas para quem consegue despir sua alma.

Trecho do livro O amor nos tempos de ouro:

"— Esse monte de pano... — Foi tudo o que disse antes de enfiar as mãos por baixo das anáguas do meu vestido — Oh, que vergonha, mes chers parentes! — e arrancá-las com um único e brusco puxão. — Assim está melhor."

CAPAS:


Recentemente a Globo Alt abriu uma votação no seu facebook para a escolha da capa do livro de Marina. Ambas ficaram belíssimas. Apesar de eu ter me encantado pela primeira e ter achado a cara dos outros exemplares da autora, a segunda foi a que mais se aproximou com o contexto da obra, deixando claro se tratar de um romance de época, e obviamente que ela foi a vencedora! Eba!

Mal posso esperar para ter a oportunidade de ler O amor nos tempos do ouro todinho e trazer a resenha para vocês. Marina, por estar sempre ousando e se superando, certamente irá nos surpreender novamente com esta bela história.

Para quem quiser ir já entrando no clima, escutem a música Céu de Santo Amaro, que a autora disse ter tudo a ver com o par romântico.

6 comentários

  1. Estou sem palavras, Mi. Texto belíssimo. <3

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  2. Amei!!!!Capa linda,história linda e sua resenha maravilhosa!!Parabéns.

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  3. Oi Mirelle!

    Nunca li nada da autora, mas tenho vontade! Fiquei bem curiosa com este livro, trata-se de uma época que gosto muito e que, infelizmente, temos poucos livros a respeito! Claro que vou adicioná-lo na minha lista de desejados!

    Parabéns pelo post! Adorei!

    Bjo bjo^^

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  4. Olá Mirelle!
    Quanta honra em?! Fiquei muito feliz por você!
    Acompanhando desde cedo a carreira e os livros da Marina e digo que esse é o que estou com mais vontade de ler no momento. Com certeza haverá um espaço na minha estante para ele.
    Bjoss
    http://kelenvasconcelos.blogspot.com.br/

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  5. deve ser bem legal essa oportunidade de ler antes dos outros.
    não conhecia a autora, mas achei interessante a preocupação dela com a ambientação histórica.
    me apaixonei! vai para a minha wishlist

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  6. Amei os outros livros da Marina, e esse novo lançamento me encantou ainda mais!!!
    Amei a capa escolhida,foi a que votei, e a história está incrível!!!
    Tenho certeza que a Marina conseguiu captar com veracidade e competência toda a nossa história,principalmente de escravidão, to curiosaaaaa por essa parte.
    Lerei com certeza!
    bjoss

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