Resenha - Perdidos por aí

Resenha - Perdidos por aí
Sinopse: "Quatro jovens ao redor do país têm apenas uma coisa em comum: uma garota chamada Leila. Ela entra na vida de cada um com seu carro absurdamente vermelho no momento em que eles mais precisam de alguém. Entre eles está Hudson, mecânico em uma cidadezinha, que está disposto a jogar fora seus sonhos de amor verdadeiro. E Bree, uma garota que fugiu de casa e curte todas as terças-feiras — além de algumas transgressões ao longo do caminho. Elliot acredita em finais felizes... até sua vida sair totalmente do script. Enquanto isso, Sonia pensa que, quando perdeu o namorado, também perdeu a capacidade de amar. Hudson, Bree, Elliot e Sonia encontram uma amiga em Leila. E, quando ela vai embora, a vida de cada um deles está transformada para sempre. Mas é durante sua própria jornada de quase sete mil quilômetros através do país que Leila descobre a verdade mais importante: às vezes, aquilo de que você mais precisa está exatamente no ponto onde começou. E talvez a única maneira de encontrar o que você está procurando seja se perder ao longo do caminho."
Olá galera, tudo bem? Eu sou a Nathy e hoje eu vim falar para vocês sobre um livro que criou muita expectativa em mim: Perdidos por aí!

Quando o lançamento dele foi divulgado, caí perdidamente de amores pela capa e pela frase de efeito contida nela: “Porque às vezes é preciso se perder para poder se encontrar”.
Assim que coloquei as minhas mãos no meu exemplar, fui igual uma doida começar a lê-lo imediatamente. Mas, como anda acontecendo muito frequentemente nesses últimos meses, a realidade não correspondeu às expectativas.

O livro é focado em Leila, uma adolescente absolutamente fanática por vermelho que viaja em seu carro – vermelho, que surpresa! – de uma ponta à outra do país. A primeira palavra que me vem à mente para descrever Leila é louca, absolutamente pirada.

Porém, não digo isso de forma negativa, muito pelo contrário. Leila tem tudo o que uma boa heroína precisa ter: é corajosa e não tem medo de pensar por si própria. Entretanto, isso não anula o fato de que a personagem tinha tudo para ser fantástica, mas senti como se algo estivesse faltando.

Os outros personagens centrais da trama são Hudson, Bree, Elliot e Sonia. O que esses quatro têm em comum? Absolutamente nada, a não ser a breve e fugaz aparição de Leila em suas vidas.

Hudson é um mecânico que vive em uma cidade minúscula. Com sua ida eminente para a faculdade, ele se preocupa que talvez nunca encontre o verdadeiro amor. Até que Leila aparece em sua oficina certa tarde, com seu carrão estragado e aquele ar de garota perdida. Para Hudson, Leila representa o desconhecido, o "além" que talvez algum dia ele alcance.

Seguindo sua viagem, Leila encontra Bree no meio da rodovia. Bree é uma garota que fugiu de casa devido aos problemas com a irmã e, desde então, vive cada dia como se fosse o último. Quando pega carona com Leila, Bree sente o gostinho da adrenalina, acompanhando a garota em várias confusões ao longo do caminho. E, como já era de se esperar, isso muda totalmente a sua perspectiva de vida.

A terceira vida na qual Leila cai de paraquedas é a de Elliot. Elliot é um garoto doce que filmatiza toda a sua vida e não vê a hora de ter o seu final feliz. Todavia, sua paixão não correspondida – e secreta – acaba dificultando um pouco isso. Pronto para convidar sua melhor amiga para o baile de formatura e declarar o seu amor, Elliot se vê surpreso quando Leila chega de uma forma não convencional, alterando assim, suas escolhas.

A última pessoa é Sonia. Sonia está em um momento delicado, afinal, seu namorado acabou de morrer. No entanto, ela foi acolhida pela família do mesmo como se nada tivesse acontecido. Diante disso, Sonia acha que nunca mais poderá amar novamente, até que um rapaz muda essa certeza e ela se vê aterrorizada pela possível reação da família do falecido. Até que Leila aparece e, como já era de se esperar, transforma tudo drasticamente através de várias situações inusitadas.

Perdidos por aí é divido em cinco partes, sendo que cada uma é direcionada a um dos acima citados, enquanto a última refere-se à própria Leila. A narrativa escrita por Adi Alsaid é leve e fluida, algo que deveríamos esperar do cotidiano de adolescentes na faixa etária dos personagens do livro.

Acho que grande parte do meu descontentamento com a leitura não vem da narrativa e nem do enredo, mas sim dos personagens. Apesar de serem bem construídos e possuírem uma bagagem emocional com a qual simpatizei, os conflitos vividos por eles deixaram a desejar por serem muito infantis para que eu conseguisse me relacionar. Esse fato não me deixou muito confortável durante a leitura e isso acabou prejudicando o meu julgamento final.

Outra coisa que me incomodou extremamente foi a similaridade que encontrei com obras do autor John Green. John é um autor que amo e idolatro incondicionalmente, mas o fato de tentar escrever como ele pode ter prejudicado um pouco Alsaid.

Sobre o trabalho da Editora, não tenho muito o que falar. Como já disse anteriormente, a capa ficou maravilhosa, mas, após algumas pesquisas, morri de amores pela capa original do livro e desejei que a Verus a tivesse mantido. A diagramação da obra é simples, possui páginas amarelas e os começos de capítulos ficam em destaque.

Em suma, Perdidos por aí é um livro que eu indicaria para vocês lerem despretensiosamente, somente para espairecer e sem grandes expectativas. Quem sabe Leila não muda a sua visão de vida também?

Agora eu vos deixo com um enorme abraço e um trechinho do livro em pauta:

"Quando você não tem motivos para pensar nos dias como úteis ou fins de semana, começa a perceber que todos os dias são iguais. E isso te dá liberdade de fazer o que quiser. É muito mais fácil curtir um dia do que curtir uma terça-feira."

Beijinhos e até a próxima!

Perdidos por aí - Adi Alsaid
Editora Verus
294 páginas
Comprar: Saraiva / Amazon

5 comentários

  1. Esse livro me atraiu pela capa e pelo título, estou doida para ler mesmo com os pontos que fizeram deixar o livro a desejar, gosto de livros contados em partes, o que já ganha outro ponto positivo para eu querer ler.

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  2. Oi Nathália!

    Infelizmente, não consegui sentir aquela vontade de ler este livro... gostei da sua resenha e seus pontos positivos/negativos foram muito bem explicados. Mesmo assim, acho que eu não leria este volume.

    Bjo bjo^^

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  3. Oi Nathy!
    Quando eu vi a capa e a sinopse imaginei uma história bem diferente do que é, sua resenha foi bem esclarecedora. Eu não sou fã desse tipo de livro e fiquei sem vontade de ler :(
    bjs

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  4. A capa é fofinha, mas a historia não me agradou. Não gosto de livros que tenham POV, diversos sempre me confundem.

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  5. Eu tenho ele aqui, e agora me desanimei um pouco pra ler, :/. Mas mesmo assim lerei, vou dar esta chance, e eu também amei a capa, achei muito lindinha.

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