Nascimento da Úrsula - Relato de parto humanizado

E aí pessoal, é com grande alegria que apresento para vocês a minha filhinha Úrsula, que nasceu dia 27/10/2015, às 22h14, em noite de lua cheia, pesando 3.420kg e medindo 50cm, com apgar 9 e 10.
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Desde que soube que estava grávida, fui assombrada por dois medos constantes: o de sofrer violência obstétrica no parto, infelizmente algo tão comum hoje em dia nos hospitais, e o de ser coagida a fazer uma cesárea desnecessária.

Por causa disso, passei praticamente os 9 meses de gravidez pesquisando sobre parto humanizado e fisiológico, me informando sobre os meus direitos e buscando por uma equipe que compactuasse com a minha ideologia e respeitasse a minha vontade.

Não foi uma jornada fácil. Minha obstetra, na qual confiei por anos e que se dizia super a favor de parto normal, começou a colocar mil empecilhos e ridicularizar o parto humanizado quando tentei conversar sobre o assunto. Todos os obstetras humanizados recomendados em Porto Alegre ou não tinham mais agenda disponível para o parto, ou cobravam taxa de disponibilidade por fora do plano, algo que não podia pagar.

As portas pareciam estar se fechando para mim e eu cada vez mais me sentia como um animal indo para um abatedouro, ou melhor, para as mãos de um cesarista.
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Mas Deus é pai, e quando nos fecha uma porta, nos abre uma sacada, porque colocou no meu caminho anjinhos e pessoas do bem que trilharam essa linda trajetória comigo, sempre torcendo para que o melhor acontecesse.

Primeiramente, conheci Iaramin, uma enfermeira recém formada e cheia de gás no que diz respeito a humanização do parto. Nos conhecemos num grupo de mães e nos tornamos grandes amigas. Mesmo sem saber, ela já me doulava desde então. Juntas, fomos conhecer o Hospital Conceição de Porto Alegre, meu plano B para caso não conseguisse um obstetra humanizado, já que no SUS há muito mais chances de se ter um parto natural do que num hospital particular.

Depois, procurando por uma doula, algo que queria tanto, pois sabia dos inúmeros benefícios que as "mulheres que servem" podem oferecer à gestante, conheci a Aline, enfermeira de longa data e especialista em neonatal, e foi paixão à primeira teclada. Porém, eu também não tinha como pagar por esse serviço e temia que, por isso, não pudesse ser ampara num momento tão especial quanto o que eu estava vivendo. Mas e não é que a Aline é uma doula voluntária?

Gente, isso existe! Uma doula que não cobra pelos seus serviços! Como diz o Junior, só tendo muito amor pelo o que se faz mesmo. E nossa, a Aline é mesmo puro amor! Que pessoa iluminada, bondosa, querida, pacienciosa e gabaritada em sua profissão. Viram só como eu estava sendo abençoada?
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Ok, depois de muito estudo, eu já estava empoderada, tinha certeza do que queria e tinha duas doulas ao meu lado, agora faltava o obstetra.

Com 26 semanas de gestação, eis que surgiu em um fórum o nome do Dr. Cláudio Campello como possível obstetra humanizado. E lá fui eu pesquisar sobre ele e marcar uma consulta, em Canoas, região fora da minha cidade.

Logo quando nos conhecemos, eu estava muito desconfiada. Não aguentava mais ouvir falsos discursos de pseudo-médicos-humanizados. Não aguentava mais ser enganada para, na hora H, ser desrespeitada por profissionais que deveriam nos acolher e nos cuidar. Mas havia diversos indicativos e recomendações de que ele era um profissional correto e humanizado.

Troquei definitivamente de obstetra. Sumi da minha anterior, cesarista declarada, e passei a fazer viagens mensais de 4 horas para ser atendida pelo Campello. Nenhum sacrifício seria o suficiente para eu alcançar o meu tão sonhado parto humanizado/natural.

Nossa relação foi sendo construída consulta após consulta, onde íamos nos conhecendo melhor e aprendendo a confiar um no outro. Quando levei meu plano de parto para ele, Dr. Campello ficou atônito com a "lista de exigências" que elaborei nas 6 páginas. Uma coisa ele percebeu desde o princípio, que estava lidando com uma grávida que sabia o que queria e o que não queria.

Por ser muito bem humorado, passei a ser conhecida como "Suco de Couve", que era a palavra de segurança que instaurei para caso fosse querer uma analgesia. 
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Agora só faltava que a minha gestação transcorresse sem nenhum risco e, graças a Deus, eu e Úrsula estávamos muito saudáveis.

Quando cheguei nas 32 semanas de gestação, meu colo amoleceu. Com 37 semanas meu útero dilatou 1 dedo e, a partir de então, o Dr. pediu que eu começasse a caminhar para ajudar a bebê a descer e encaixar. Fiz a minha parte, disciplinadamente e, com 38 semanas, senti a dor do encaixe. Comecei a andar feito pata manca, de tanta dor no quadril e no ciático.

Tudo ia bem. Úrsula estava cefálica, encaixada, o colo amolecido e com 1 dedo de dilatação, mas ainda não havia previsão de trabalho de parto.

Com 39 semanas, o Dr. me disse que eu estava por um triz. Que bastava que a Úrsula fizesse um pouquinho mais de força com a cabeça para que eu entrasse em trabalho de parto.
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Aline e Iaramin
Na segunda-feira, dia 26, às 18h, senti a minha primeira contração. Uma cólica forte, no baixo ventre com irradiação de dor nas costas. E assim elas se seguiram esporádicas. Às 3h30 da manhã, ganharam ritmo. De 10 em 10 minutos me assolavam, e eu me contorcia de dor. Não consegui dormir um sequer minuto e, às 16h do dia 27, eu já estava exausta. Fui cochilar, na esperança de cair no sono e acordar horas depois. Acabei despertando no meio de uma contração forte e quando olhei para o relógio, eram recém 16h45.

Nessa hora avisei a minha doula do que estava acontecendo, que me respondeu que eu ainda nem havia entrado em trabalho de parto ativo e que, muito provavelmente, nem fosse entrar naquele dia. Por ser meu primeiro filho, ela disse que muitas horas ainda estavam por vir.

Eu sabia que não ia aguentar mais, aquelas contrações estavam me matando. O que mais me doía eram as costas e eu decidi tomar uma providência. Saí para caminhar. O meu trabalho de parto tinha que evoluir! 

Moro no 4º andar, então foi descer as escadas e começar a dar a primeira volta na quadra que as contrações caíram para 3 em 3 minutos. Que alegria! Segui caminhando num ritmo moderado, 40 minutos depois, no meio da rua, senti o líquido amniótico vazar. Eu ainda dei mais uma volta e fui no mercadinho comprar pão! Pois é.. hehe.
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Cheguei em casa com contrações de 2 em 2 minutos e lanchei, morrendo de dor. Liguei para a doula e contei do meu grande avanço, feliz da vida, para ouvir que as contrações podiam regredir e que o processo todo ainda podia demorar. Não era possível!

E não é que elas espaçaram para 6 em 6 minutos?! Fiquei tão frustrada e, estava decidida a voltar lá para baixo e continuar caminhando, mesmo com as costas me matando. Porém, ao sentar no sofá, ouvi um estrondo, igual ao barulho de um balão estourando. Ela a bolsa. Finalmente ela havia rompido. Dei um berro, porque daí as contrações caíram para 1 em 1 minuto.

Liguei para a doula contando do ocorrido, que me disse que ia pegar um táxi e vir para cá. Novamente ela falou que nada disso podia ser sinal de que a bebê fosse nascer naquele dia. Partos de prímaras demoram muito. Escrevi para o médico atualizando-o das novidades ao passo que ele respondeu "ok".

Finalmente meu trabalho de parto ativo havia começado. Fui para o banho me limpar e comecei a vocalizar de dor, mas sabia que a minha doula estava chegando com a bola de pilates, os óleos de massagem, o pente para pressionar os pontos nervosos da mão e que tudo ficaria bem.

Meia hora depois, comecei a sentir vontade de empurrar. Como assim? As coisas não tinham recém começado? Foi a Aline chegar para eu implorar "me levem agora para o hospital, senão não saio mais daqui". E a correria começou. Eu fechando as malas, Junior se arrumando e pedindo táxi, Aline me fazendo massagem nas costas e eu berrando sons guturais e animalescos.

O taxista se apavorou. Estava com medo que o nenê nascesse ali e correu feito louco para o hospital. A Aline teve que doulá-lo, coitado, antes que sofrêssemos um acidente de carro.

Quando chegamos no Divina Providência, eu já estava fora de mim. Já havia entrado na partolândia que, confesso, não acreditava muito que existia. Meus relatos a partir daqui vêm de flashes de memória que tenho e de coisas que me contaram, porque tudo parece etéreo e confuso, como um sonho distante, ao mesmo tempo que muito real.
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Me levaram para a sala de exames onde pedi para tirarem a minha roupa, porque estava sangrando muito e não queria que estragasse meu vestido favorito (sim, a louca se preocupando com a roupa enquanto paria a filha), pedi por água e quis vestir minha meia. Tudo me foi negado e eu fiquei emputecida.

Depois do exame de toque, o médico de plantão viu que eu já estava com 9 dedos de dilatação e em pleno período expulsivo, pouquíssimo tempo depois de estourar a bolsa, e começou o corre-corre para acharem meu médico. Adivinhem onde ele estava? Em outro parto na sala ao lado! Eu entrei em pânico de que ele não fosse poder me atender. Não fui com a cara do plantonista que só me dizia "não", fazendo o meu pânico de sofrer violência obstétrica voltar com tudo.

Me levaram para a sala de PPP e, ali, eu me tornei uma leoa furiosa, acuada, que não deixava ninguém chegar perto, com medo de sofrer violência obstétrica por não ter no momento, o médico no qual confiei. Tirando a minha doula e meu marido, eu não conhecia ninguém e ninguém me conhecia. Como iam saber o que eu queria para o parto? Como iam me respeitar se eu não conseguia nem falar?

O plantonista não cansava de dizer para eu deitar na cama, mas eu não queria. Eu rebolava em pé, furiosa, não deixando ele tocar em mim. Ele dizia para eu não empurrar, eu empurrava. Ele queria me botar no chuveiro, eu não queria me molhar. Ele queria saber em qual posição eu queria parir, eu só consegui responder "na que eu quiser", e ele perguntou "e qual é?", ao passo que disse, raivosa, "eu não sei". Se eu conseguisse falar mais de uma frase, teria dito "para de me fazer perguntas e me deixa em paz!". Mas só conseguia olhar para ele com olhos mortíferos nos instantes em que despertava do transe.

Lembro de estar com muita sede e de nem saber se o Junior estava na sala comigo. Lembro de que quando ele chegou, não trouxe a máquina, e fizeram ele voltar para pegar, porque senão iam trucidá-lo depois, se não tivessem fotos do momento.

Lembro de quando o Campello entrou na sala eu morri de alegria e de alívio. Não precisava mais ficar na defensiva. Ele me avaliou, faltava pouco para a Úrsula nascer, mas ele ainda precisava trazer o outro bebê ao mundo.

Quando voltou em definitivo, me posicionou na cama sentada de lado, para favorecer a expulsão. A cada contração, eu respirava e fazia força, e conheci o famoso círculo de fogo, que queima, arde e tira o nosso ar.
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Fui perdendo o vigor e a cabecinha da Úrsula já tinha aparecido, mas eu não conseguia empurrar mais e as contrações tinham parado. Como eu devia saber quando fazer força? Foi quando comecei a ouvir vozes de incentivo. Junior dizendo "você consegue, você se preparou tanto para esse momento". O Dr. dizia "vamos lá, falta pouco, veja a sua filha nascendo, abra os olhos". A Aline me trouxe um espelho e pude ver a minha filhinha ali, quase lá. Num último rompante, pus para fora toda a energia que me restava e vi o Dr. trazendo a minha bebê para os meus braços.

Ela não chorou, e isso me deu uma agonia sem tamanho. Ela estava bem molinha, mas ligadona. Quando ouvi seu chorinho, a emoção foi indescritível. A colocaram pele a pele sobre mim e minutos depois já estava mamando. Seu cordão foi cortado depois de parar de pulsar e não tiraram seu vérnix, a meu pedido.

Mas o meu trabalho não havia terminado. Precisava parir a placenta e estava com muito medo da enfermeira responsável tracioná-la, já que o Dr. teve que atender à outra mãe que precisava ser suturada. Com a minha filha no colo, querendo pôr um fim ao processo para poder curti-la, fiz mais uma força e expulsei a casinha linda que foi dela por 9 meses.
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Feliz Dia das Bruxas
Eu não acreditava que tive o parto dos meus sonhos! Eu e a Úrsula conseguimos! Fizemos um excelente trabalho em equipe. Não usei ocitocina, não me aplicaram soro, não fiz anestesia, não tive episiotonomia (corte no períneo) e nenhuma outra intervenção desnecessária da qual tinha medo de sofrer.

Tive o parto mais natural possível e, sinceramente, jurei que fosse ser mais dolorido, mas todas as dores que senti foram suportáveis a ponto de, ao final, eu olhar para o médico e dizer rindo "era isso"?

Meia hora depois eu estava limpa, comendo, bebendo água e, logo em seguida, levantei para ir ao banheiro fazer xixi. Não me aplicaram ocitona intramuscular pós-parto e não precisei tomar nenhuma medicação para dor.

Infelizmente, por não conseguir uma pediatra humanizada que acompanhasse meu parto, a minha filha foi levada para fazer os exames e lhe aplicaram o colírio nitrato de prata e as injeções de hepatite B e vitamina K. Ao menos não deram banho, conforme solicitei. Mas assim que ela voltou para os meus braços, não nos desgrudamos mais.

Ela mamou super bem desde as primeiras horas de vida e, 2 dias depois, meu leite já tinha descido. Em 48 horas tivemos alta e a nossa recuperação tem sido incrível. A Úrsula é uma bebê super calminha e boazinha, e o meu pós-parto tem sido só alegria.

Em pensar que durante a gravidez sofri tantas críticas, de pessoas horrorizadas com o meu desejo de querer um parto natural. "Mas por que você vai sofrer se existe a anestesia e a cesárea? Ah, mas o cortezinho lá embaixo você vai fazer, né? Não vai? Mas se o bebê estiver sentado você vai ter que fazer cesárea! O quê? Você é louca de querer ter um parto pélvico?", as pessoas perguntavam. Isso quando não diziam palavras negativas de desestímulo como "você não vai conseguir, ela é uma bebê muito grande, a cabeça não vai passar", e aí por diante.

Eu só posso dizer que EU CONSEGUI, eu venci o sistema e tive o parto dos meus sonhos!
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Tenho muito a agradecer ao meu marido, que me apoiou em todas as minhas escolhas, mesmo não concordando com todas elas; às minhas doulas queridas, que sempre tiraram todas as minhas dúvidas e me deram o suporte emocional necessário para me fortalecer; ao meu médico querido, que nada fez a não ser me guiar, pois um verdadeiro médico humanizado não interfere no trabalho de parto que é exclusivamente da mulher, a não ser quando for necessário; ao plantonista, que me aguentou num momento que não estava para conversas, mas que não saiu do meu lado, mesmo com risco de ser mordido; à minha filha, que se mostrou uma verdadeira guerreira e que, junto comigo, provou a todos que o nosso corpo foi criado para saber o que fazer nesse momento tão natural e instintivo, basta acreditarmos.

Obrigada a minha mãe, que esteve ao meu lado em toda gestação, esperando ansiosamente pela chegada da neta, aos dindos da Úrsula, que sempre se mostraram tão presentes e partícipes, aos amigos e família que torceram por nós e vibraram com essa vitória! De verdade, obrigada pelo carinho de sempre <3 

Ter um parto humanizado e natural não é ser radical, porra-louca, bicho-grilo. É algo sim possível e que faz um bem enorme às mães e aos bebês.

Só tenho recordações lindas e felizes desse momento tão precioso que vou levar para o resto da vida!

Para quem quiser saber mais sobre parto humanizado e fisiológico, cesárea desnecessária, intervenções hospitalares desnecessárias, plano de parto, etc, acessem a minha fanpage Diário de uma grávida bariátrica e leiam as matérias e artigos que compartilho.

P.S. Faltou tirar fotinho com o Dr. Campello, mas em razão da correria que foi para ele atender a duas pacientes ao mesmo tempo, esquecemos. Assim que tirarmos, posto aqui, pois quero ter registrado esse momento! 

INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

Para quem quiser ler o meu Plano de Parto e utilizá-lo como modelo, o disponibilizei AQUI.

Para contatar a Doula e Enfermeira Aline Veleda, acessa o facebook dela AQUI. 

Para marcarem consulta com o Dr. Claudio Campello, este é o telefone dele: (51) 3472-6254. 

“Para mudar o mundo, primeiro é preciso mudar a forma de nascer.” - Michel Odent.

25 comentários

  1. Que liiiiinda sua princesa!! Parabens, Mi! :*

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  2. Mi,nossa,por pouco a Úrsula nasce no mesmo dia que eu,sou do dia 28/10.Ela é muito linda!!!Realmente hoje em dia o parto humanizado(normal) é muito difícil de ser realizado,todos ou quase todos,melhor,obstetras preferem fazer a cesariana,mas prefiro não comentar os motivos.É realmente verdade ,no SUS há muito mais chances de um parto humanizado.Legal ter encontrado uma doula voluntária.Que coragem 4 horas para chegar ao atendimento,achei isso muito determinado de sua parte.Amei saber da lista .Que coragem caminhar com dor.Meu Deus e você ainda foi comprar pão.Meu Deus ,que correria foi no final,imagino a fisionomia de pavor do taxista ,ainda bem que você tinha a Aline.Acredito que você tenha assustado muitos naquele hospital. Rs rs...Que lindo foi o seu parto,Mi,cada momento vivido,sei que se torna inesquecível.Ainda bem que não foi necessária nenhuma intervenção.Parabéns,pela sua determinação e coragem e para Úrsula (sua Ursinha) também,uma pequena grande guerreira.Mil beijinhos!!!

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  3. Parabéns, me arrepiei lendo o seu depoimento, acho que sou poucas as mulheres capaz de correr atrás disso tudo como você, muitas até pensam em fazer parto humanizado mas quando os médicos a família e contra acabam desistindo. Você foi guerreira do começo ao fim, fiquei muito orgulhosa, acho que muitas mulheres deveriam ler esse post, porque para mim foi um ensinamento. Ainda sou nova, mas pretendo ter um filho mais para frente, e também penso em parto humanizado, já ouvi criticas de várias pessoas antes mesmo de engravidar, porém pretendo continuar firme na minha escolha. E que venha muitas felicidades para sua família, fiquei lisonjeada com seu depoimento.

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  4. Que demais o seu relato! Que lindo o seu nomento!
    Lindo seu parto humanizado! Me encorajou!!!!!
    Uma linda lua de leite a vcs!!!!!

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  5. Nossa, Mi! Que relato emocionante, fico feliz por vc ter tido o parto do jeito que tanto esperava. É muito triste ver por aí o tanto que as mulheres sofrem violência obstétrica, um momento que era para ser sublime torna-se algo traumatizante... ler relatos como o seu só reforça a ideia de que vale a pena lutar pelo que tanto deseja. A Úrsula é uma gracinha, achei parecida com o Jr rsrs. Vida longa e próspera a vcs!

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  6. Parabéns. Estou muito feliz ao ler sua história de parto. Felicidades.

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  7. Menina, foi luta, hein? Pelo que a gente conversava eu já via a correria, e lendo o relato completo agora estou vendo que foi mais intenso do que imaginei. Mas graças a Deus deu tudo certo! A Úrsula é linda, e fica mais bonita a cada dia. Acho uma graça as fotos que tu e o Júnior postam dela.

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  8. Que lindo!!! Amei saber um pouquinho sobre esse momento tão especial! Obrigada por compartilhar amiga! Agora é curtir muuuito esse bebê mais lindo e esse sonho realizado!!

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  9. Ai, Mi. Quanto amor <3
    Confesso que não é uma coisa que tenho coragem de tentar, pois sou medrosa demais pra dor. Entretanto, acredito que só tomarei essa decisão quando estiver esperando meu bebê. Admiro muito a sua força de vontade para fazer desse momento único o mais especial possível pra você e pra Ursinha.
    Muito obrigada por compartilhar esse relato conosco.
    Você já sabe todos os meus votos à vocês. Que Deus continue abençoando a sua família.
    Beijooos <3

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  10. Mirelle a Úrsula é muito fofa

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  11. que lindo esse relato! quase que a Ursinha nasce no meu aniversário (30/10) KKKK
    parabéns pelo nascimento da princesa e pela sua luta para conseguir o parto dos seus sonhos! muita saúde e muitas felicidades para você e o Junior e para a sua filha linda! ❤😘

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  12. Mi! Caraca juro que me emocionei ao ler seu relato! Que momento mágico e feliz. Fico contente por você ter tido o parto dos sonhos ♥ Muitas felicidades para você e sua familia!

    Beijos e muito amor!
    Joi Cardoso

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  13. Que texto mais lindo *-*
    Quem faz parto normal para mim é corajosa viu? Neném linda <3
    Parabéns por ter conseguido e que deu tudo certo..

    www.chaeamor.com

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  14. Mi!
    que coisa mais linda!
    E que bom que deu tudo certo, conseguiu seu parto humanizado e a Úrsula chegou cheia de saúde, perfeita e linda!
    Só não entendi uma coisa: por que não dar banho na Úrsula?
    Fico muito feliz por você, por sua família e por todos que estiveram ao seu lado ajudando no seu intento.
    Você conseguiu! Parabéns!
    Que a anjo Úrsula traga muita felicidade ao seu lar e sua família!
    Ela é linda!
    “A gente todos os dias arruma os cabelos: por que não o coração?”(Provérbio Chinês)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Participem do nosso Top Comentarista, serão 3 ganhadores!

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    1. Oi Rudy, obrigada pelo carinho. Então, sabe o vérnix, com o qual o bebê nasce? A melequinha branca? Quanto mais tempo ela ficar em contato com a pele do bebê, mais a protege e hidrata, auxiliando na produção de imunidade, o que ajuda, por estarmos em hospital que sempre há o risco de infecção.. O recomendado é que o bebê não tome banho logo ao nascer, mas sim, no mínimo 8h após o nascimento. E foi o que fizemos com a Úrsula :) Beijos

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  15. Oi Mi,
    Te admiro e estou embasbacada com a sua coragem. Porque confesso, sou uma medrosa, meu medo é a dor...e por ser epilética quando eu não controlo a dor, tenho ataques. Não sei se aguentaria por mais que admire e tenha vontade por tudo isso que falou e contou. Creio que tenho medo de ser mãe também, mas estou criando coragem dia a dia. Felicidades enormes para vocês e toda saúde do mundo. Vou ler e pesquisar mais. Obrigada por dividir sua história.

    Beijos Elis - http://amagiareal.blogspot.com.br/

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  16. Mi,
    meus parabéns! tanto pela pequena Úrsula quanto pelo relato ;)
    muita saúde e felicidades para todos da familia

    eu vou mostrar seu relato para o meus irmão que defendem uma mudança do jeito que é tratado os partos atualmente ;)

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  17. Ola mi muito linda a sua historia parabéns.. Eu me identifiquei muito com ela pois estou esperando o meu bb e tbm quero ter o meu parto humanizado com quase todas as restrições que vc determinou pro seu gostaria muito de conversar com vc e pedir alguns conselhos hihi como posso falar com vc?

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    1. Oi Amanda, pode me escrever para canaljremi@gmail.com
      Beijinhos

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  18. Oi! Sabe se o Dr. Claudio atende em sábados?

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  19. Olá! Estou com os mesmos medos que você tava quando trocou de obstetra. Mas descobri só ontem que minha médica tá tentando ne induzir a uma cesárea desnecessária. A pediatra me falou do Dr. Campello. Preciso falar com ele e ver se ele me aceita como paciente. Moro em Canoas. Mas estou com 38 semanas, e pressa. Estou ligando para o telefone do consultório e ninguém atende. Se puder me passar outro número dele, o meu é (51) 98455.0465. Muito obrigada!!!

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    Respostas
    1. Na época em que tive a nenê, lembro que ele atendia ao sábados no Hospital Divina Providência. Tente ligar para lá e se informar. Quanto ao consultório, só tenho esse número mesmo, não sei se mudou, mas siga tentando ligar também e boa sorte e bom parto :)

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