Especial Estação Onze - Museu da Civilização

Estação Onze Museu da Civilização Editora Intrínseca
E aí pessoal, hoje damos seguimento ao Especial Estação Onze e falaremos sobre o "nosso" Museu da Civilização.

Para quem não sabe, esta obra surgiu do questionamento da autora, Emily St. John Mandel, sobre como seria um mundo sem eletricidade e tecnologia. "Intrigada, Mandel passou a perguntar aos amigos: “Do que você mais sentiria falta se o mundo como o conhecemos hoje desaparecesse?” A resposta da autora para a própria pergunta foi: “Eu sentiria falta da obra de Shakespeare.”." Fonte.

Quando eu imagino um mundo pós-apocalíptico, de imediato me vem à mente uma vida difícil, cheia de privações e incessante luta pela sobrevivência. Adeus ao conforto e às horas de lazer, à tecnologia, ao ócio criativo e aos programas culturais.

Pensando nisso, comecei a analisar a minha rotina diária e a perceber quais são os objetos que mais uso e que mais me fariam falta. Na hora, é óbvio que lembrei do notebook, da internet, dos jogos eletrônicos e da energia elétrica, para fazê-los funcionar. Os eletrônicos não só fazem parte da minha vida, como se tornaram um instrumento da minha profissão. Mas de que me valeria os conhecimentos de photoshop, a habilidade de digitar rápido e sem olhar para o teclado, ou a capacidade de ter mil abas abertas no navegador e acessar vários sites ao mesmo tempo no mundo "real"?

Daí, me recordei dos objetos domésticos, aos quais provavelmente não teríamos mais acesso depois de anos. Como seria não ter mais a minha torneira elétrica, que me impede de congelar a mão no inverno, o meu liquidificador, que prepara batidas matinais deliciosas, o ar condicionado, que me salva no calor e, principalmente, a minha fritadeira sem óleo, que faz as mais diversas comidas, rapidamente e com a maior praticidade possível?

Ironicamente, o ser humano é incrível no que diz respeito à adaptação. Pode demorar, mas nós damos um jeito ou de suprir as nossas necessidades, ou de deixar para trás aquilo que não nos pertence mais.

Porém, quando decidi refletir sobre qual momento do dia mais me faz feliz, constatei que é quando me sento no sofá e acesso a minha biblioteca de livros digitais e tenho à minha disposição, em um só clique, um mundo inteiro de possibilidades.
Estação Onze Museu da Civilização Editora Intrínseca
Seria impossível escolher apenas alguns livros físicos para levar comigo ou expô-los no Museu da Civilização, de modo que todos conhecessem e suas memórias não se perdessem. Se desse para contar com algum tipo de gerador ou fonte de energia para manter carregado "para sempre", eu levaria o meu celular, que uso para ler ebooks quando não estou em casa. Ele é pequeno, leve, prático e portátil.

Vejam bem, os livros não servem apenas para nos entreter ou dar asas à nossa imaginação, eles também são uma fonte riquíssima de informação. Seria de grande valia ter à nossa disposição, e-books técnicos, médicos, históricos e com conteúdos que nos ajudassem na jornada árdua de habitar em um ambiente inóspito.

Portanto, se for para responder, resumidamente, às perguntas "Do que você sentiria mais falta e qual objeto levaria para o Museu da Civilização?", eu diria: Sentiria falta do acesso fácil à informação e levaria o meu celular recheado de livros digitais para as mais diversas necessidades.

Decidi fazer essas mesmas perguntas para outras pessoas, incluindo autores nacionais e internacionais, publicados pela Editora Intrínseca, para saber como esse "nosso" Museu da Civilização seria abastecido. 

Os autores internacionais foram contatados por e-mail e suas respostas foram traduzidas por mim, portanto, peço desculpas por algum possível equívoco.

Agradeço de antemão a atenção e a solicitude de todos que participaram desse projeto :)

Vamos conferir as respostas:

LETÍCIA WIERZCHOWSKI - Autora de Sal e Navegue a lágrima:
Estação Onze Museu da Civilização Editora Intrínseca Letícia Wierzchowski
NANCY JO SALES - Autora de Bling Ring: A gangue de Hollywood:

"Eu teria saudades de Nova York. O lugar em que eu vivi por quase 30 anos e o único local em que eu já me senti em casa. Eu sentiria  falta de sua incrível beleza, energia, agitação e possibilidades. Em cada canto e em cada esquina. Este foi o meu "relacionamento" mais longo. Eu acho que se Nova York fosse destruída, eu não saberia mais como viver. Sempre que eu vejo o filme "Planeta dos Macacos" fico tão deprimida no final, principalmente quando ele vê a cabeça da Estátua da Liberdade enterrada na areia. Para mim, isto realmente representa o fim do mundo. Para o Museu da Civilização, gostaria de levar uma cópia das Obras Completas de Shakespeare. Não haveria melhor maneira de descrever à geração futura como o nosso mundo era do que ler todas as peças de Shakespeare. Ele explora todos os aspectos do que significa ser humano; e suas peças ainda ressoam tão poderosamente hoje em dia. Que melhor manifestação de um amor jovem já existiu além de "Romeu e Julieta"? O que descreve melhor o ciúme do que "Otelo"? Ou a ambição, tão bem representada em "Macbeth"? Para compreender a nossa civilização, Shakespeare é necessário, de leitura obrigatória. Mas isso é uma coisa terrível para pensar! Temos de fazer tudo o que pudermos para garantir que nunca perderemos este mundo."
Estação Onze Museu da Civilização Editora Intrínseca Nancy Jo Sales
KERI SMITH - Autora de Destrua este diário:

"Eu sentiria falta da natureza e da "falta de medo". Levaria para o Museu da Civilização o livro de Walt Whitman, Folhas de Relva, porque ele representa tudo o que é bom sobre os seres humanos (no qual deveríamos nos inspirar)."
Estação Onze Museu da Civilização Editora Intrínseca Keri Smith
HUGH HOWEY - Autor de Silo e Ordem:

"Se o mundo desaparecesse, eu sentiria falta dos meus amigos e da minha família. Mesmo se o planeta fosse devastado, eu poderia sobreviver se tivesse um bom grupo de pessoas para lutar ao meu lado. O único objeto que eu levaria para o Museu da Civilização seria um laptop com a Wikipedia salva nele, por conter um armazenamento de todo o nosso conhecimento acumulado."
Estação Onze Museu da Civilização Editora Intrínseca Hugh Howey
E agora, quero saber de vocês. Respondam a essas perguntas nos comentários e compartilhem conosco os seus anseios e temores a respeito de viver em um mundo pós-apocalíptico.

Aproveitando que eu estava inspirada, criei uma TAG inspirada no cenário de Estação Onze, com 10 perguntinhas bem divertidas. Confiram:



 

Para quem ainda não conhece Estação Onze, confiram o post de ontem AQUI e saibam mais sobre essa história. E para quem ficou interessado em lê-lo, participem da Promoção que vai rolar do livro amanhã :)

37 comentários

  1. Mi,Nossa !!!Concordo com a autora ,com certeza sentiria falta de Shakespeare,ou seja de suas brilhantes obras,Sim, a tecnologia, também me faria falta,ou melhor muita falta!!!Mas ironicamente concordo com você,somos seres adaptáveis,ou seja pode levar algum tempo,mas logo,logo estaremos habituados a nova situação,mas eu levaria comigo,fotos da minha família e também um e-book com todos os meus livros salvos e claro as minhas memórias...rsrsrs.Beijos!!!!

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    1. Pois é, sei que demoraria, mas os humanos sempre dão um jeito, né. Para o bem e para o mal :( Beijos

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  2. É uma pergunta que faz a gente pensar, mas acho que eu ficaria com o Hugh em sentir mais falta da família e amigos, porque mesmo você convivendo com muitas outras pessoas em um mundo pós-apocalíptico, nunca será a mesma coisa do que ter alguém que você já conhecia ao seu lado. E quanto ao objeto que levaria, olha, vale o gira-tempo (é esse o nome?) do Harry Potter, para voltar no tempo e criar uma cura para a gripe antes dela aparecer? kkkkkk

    PS.: Eu sabia que tu ia pensar na fritadeira elétrica. kkkkkk


    Autor de A Página Certa
    www.laplacecavalcanti.com

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    1. Sim, a família faz falta mesmo, mas... eu escrevi o post levando em consideração que conseguiria salvar a minha.. kkk Olha, até pode escolher o gira-tempo, porém, levando em consideração que o humano é perito em destruir tudo, não ia adiantar de muito, você ia apenar protelar o fim do mundo :( hehe Beijos

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  3. Mi!
    Muitas coisas sentiria falta, depois que nos acostumamos com a modernização, fica difícil.
    Sentiria falta do amor dos meus familiares e de água, mas isso não dá para levar ao museu... o amor só no coração e água, bem, esperemos que nunca acabe.
    Além dos eletrônicos e pc, o que levaria era o micro ondas, fascinante criação do século passado....
    “Torna-te aquilo que és.”(Friedrich Nietzsche)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Participem do nosso Top Comentarista, serão 3 ganhadores!

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    1. Pois é, também torço para que a água não acabe. Beijos

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  4. Caraca!! Dificílimo hein?! Não sei bem, eu queria levar tantaaaas coisas!! Mas acho que também levaria meu celular recheado de e-books e/ou alguns dos meus livros preferidos (mesmo sendo chick-lits românticos, que não ajudariam muito na nova construção de sobrevivência, rsrs).
    Porém, acho que preferia morrer kkkkkkkk horrível essa situação né? O mundo num caos tremendo e vai que aparece uns zumbis, e tal, rsrs
    bjooos, amei o post, o brigado por trazer a opinião de vários autores!!!

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    1. Olha Ana, no fim das contas, não sei se morrer não seria o "menos pior" para a situação né?! Que coisa. Beijos

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  5. O livro traz este tipo de coisa é?
    A civilização que é devastada muda tanto assim?
    Que livro interessante esse...
    Eu sentiria falta dos meus livros, do meu note, do meu celular...
    Bah,que dificil!!
    Estou planejando uma viagem e tenho pesado muito em quais livros levar, se vou poder levar.
    Imagina perder tudo...
    Sem ter ideia seria mais fácil,né?
    O museu é uma legal para preservar memórias.
    Objeto eu escolheria celular como uma tecnologia,afinal é pequeno e cabe mta coisa.
    Em relação a decadência eu acho que armas tem tudo a ver mesmo, concordo muito contigo.
    Objeto prático e que prejudica o meio ambiente... bah, tanta coisa, né? Tipo desodorante, além das fraldas que vc falou.
    Objeto que facilita a vida, energia é muito necessário mesmo... tomar banho gelado é tenso, hahaha.
    Objeto que ajuda no transporte, bicicleta é um ótimo meio e não prejudica o meio ambiente.
    Internet é bem abstrato mesmo; tenho problemas como esta tal de nuvem, que é o dono de tudo isso.
    Sem papel é dificil mesmo, mas sem água seria pior (mas água não é objeto, hehe).
    Eu tenho mtos cadernos, não diários, mas eles me representam...
    Eu escolho as fotos, mas eu tenho cartas de quando eu era adolescente, das minhas coleguinhas, e tenho todas...
    Óculos ajudam na minha sobrevivência, não enxergo sem eles... mas as botas ajudariam tb, hahaha.
    Adorei a tag.
    Beijoooo :)

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    1. Tomar banho gelado, no inverno, aff, socorro.. kkkk Sabe que pensei no óculos, porque nossa, não conseguiria viver sem, mas parti do pressuposto de que o teria para sempre.. kkk Beijos

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  6. Sentiria muita falta dos meus amigos e alguns parentes e do meu notebook.
    Bom,então seria isso kkk levaria meu notebook e algum amigo (?)

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  7. Nunca pensei em um Museu da Civilização, provavelmente eu guardaria chocolate e Nutella hahaha, diante de tanta coisa que temos ao nosso alcance, fica difícil escolher algo para guardar e levar consigo rsrsrs. Eu fico com a opinião do Hugh, a dele faz mais meu estilo. E adorei a tag, muito divertida! :)

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    1. Gente, como pude esquecer do chocolate? Ele ia fossilizar, provavelmente.. kkk Beijos

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  8. Fiquei pensativa sobre um Museu da Civilização e em como responder a pergunta "Do que você sentiria mais falta e qual objeto levaria para o Museu da Civilização?"... Bom, com toda certeza eu desejaria levar meus livros, pois quando a realidade nos aperta é a fantasia que nos permite afrouxar, relevar o mundo. Não sou muito fã da leitura digital, mas gostaria também de levar pelo menos o celular! Se bem que, como você disse, o ser humano (felizmente) se adapta rapidamente às mudanças do ambiente. No começo, acredito que seria um desespero que depois cessaria.

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    1. Sim, no início é tudo um caos, muito desespero, por isso que fiquei tão tensa ao ler sobre o início da epidemia, é assustador. Beijos

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  9. nem sei por onde eu começaria do "sentiria falta", afinal a tecnologia está tão dentro das nossas vidas que eu nem sei o q mais eu sentira falta.mas, acho que da internet =) e infelizmente não dá p levar um computador com os o que temos hoje....

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    1. Eu torço para ter algum tipo de energia. Em Mundo Novo, outro livro pós-apocalíptico que li, eles tinham geradores. Vai saber, né?! hehe Beijos

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  10. Nossa... nem sei do que eu sentiria mais falta!!!! Mas a internet me faria falta pela distração e por me proporcionar leituras maravilhosas, através de blogs, artigos!!!! Amei a sua ideia Mi!!!! Parabéns pelo blog!!!

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  11. Que tema maravilhoso desse livro. Com certeza eu sentiria falta de muitas coisas e não saberia o que escolher para levar depois do pós-apocalipse.
    Acredito que tudo o que me mantém viva, como: água, comida e luz, seriam essencial, mas o que me deixa em paz, como minha família e amigos, também seriam indispensáveis.
    Por isso, distribuiria a cada pessoa que amo, várias coisas de sobrevivência para que possamos todos enfrentar as dificuldades juntos. rsrs

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    1. Sim, o melhor seríamos conseguir reunir todos e muitos mantimentos para ao menos sobreviver à epidemia.. hehe Beijos

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  12. Muito bom esse post. Pelo que estou vendo este livro tem um enredo bem estruturado. já que aborda um assunto assim. Agora o que posso te dizer das respostas que vi aqui... Todos levantam pontos interessantes e válidos. seria um caos viver sem essas coisas. Rsrsrs Mas pra mim. O que sentiria mais falta, seriam meus livros. Poder lê-los e sentir. Ter o contato com obras lindas e emocionantes. Não conseguiria viver sem eles. O mundo seria vazio sem histórias.
    Beijos.

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    1. Acho que a maioria dos leitores sentiria, é incrível, mas é um ponto que todos temos em comum. Acho que foi a primeira coisa que todos pensaram.. kkk Beijos

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  13. Esse livro eh mesmo incrivel viu, louco pra ler ele <3
    Bom, eu sentiria falta da minha casa e da minha cama pq eu amo dormir akslsks N, serio, eu sentiria falta dos meus livros :3
    Eu levaria comigo, alem de comida, claro, o livro Garota Exemplar pq eh meu favorito :3

    Www.cidadedosleitores.blogspot.com,

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    1. Nem fala, também sentiria falta da minha cama.. kk E ótima escolha de livro para o Museu :) Beijos

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  14. Oi Mi. Nem sei por onde começar, são tantas coisas essenciais no nosso dia - a- dia. Mas, se fosse para escolher o livro, com toda certeza seria O Diário de Suzana para Nicholas. Porque esse livro: porque ele retrata toda a emoção de uma história de amor e do amor de uma mãe pelo seu filho. Beijos!

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    1. Ai Su, difícil mesmo escolher, né? Mas também amooo esse livro. Beijos

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  15. É difícil pensar, hoje estou muito acostumada com as tecnologias da nossa era, mais se fosse para escolher um livro seria: O mundo de Sofia.Existe outros livros, mas com certeza esse é meu preferido!

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    1. Acredita que nunca consegui ler este livro? :( Beijos

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  16. O que você faria se pensasse tudo isso até o fim do dia?
    E antes de adormecer,sem ao menos encontrar a razão, pensasse tudo de novo, só pra lembrar novamente de que tudo sempre vale a pena, mesmo sem saber o que se deve fazer depois.

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  17. Eu sentiria falta de tudo os confortos de hoje tv, radio internet seria muito difícil viver sem tudo isso hoje num mundo sem tudo isso sentiria falta de um bom livro pra ler gosto muito se tivesse de escolher seria um O Guarani com certeza uma obra brasileira.

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  18. Devido a grande quantidade de coisas indispensáveis que utilizo no cotidiano, fica difícil escolher o que sentiria falta.

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  19. Se fosse para escolher um livro, sería Jurássic Park.

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  20. Acho que tudo tem uma maneira de lidar acho que só sentiria falta da TV e levaria meus livros com certeza.

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  21. Que pergunta mais difícil, meu Deus...
    Sentiria muita falta da minha família, mãe, filha...
    Levaria sem duvidas o meu celular com todos os e-books que coubesse.

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    1. Quando fiz o post, pressupus que a minha família também se salvaria e ficaria comigo.. kkk Beijos

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