Resenha - Eu estive aqui

Resenha - Eu estive aqui
Sinopse: "Quando sua melhor amiga, Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo... Como podia não ter previsto aquilo, como não percebera nenhum sinal? A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de pessoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Ben McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos. Porém, sua maior descoberta ocorre quando recebe dos pais de Meg o notebook da melhor amiga. Vasculhando o computador, Cody dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo... e de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida. Eu estive aqui é Gayle Forman em sua melhor forma, uma história tensa, comovente e redentora que mostra que é possível seguir em frente mesmo diante de uma perda indescritível."
Ninguém espera que um amigo próximo cometa suicídio, mas geralmente imaginam que conseguirão perceber os sinais para evitar a tragédia. Porém, não foi o que aconteceu com Cody, melhor amiga de Meg. Quando recebeu um e-mail programado por Meg, dizendo que havia se suicidado, Cody não quis acreditar. Tudo bem, elas haviam se distanciado um pouco após a ida de Meg para a faculdade, mas a garota conhecia a amiga bem, não conhecia? Talvez não.

Passado o funeral, os pais de Meg solicitaram à melhor amiga da filha que fosse a Tacoma buscar os pertences da mesma, no dormitório da faculdade. Cody estava receosa, mas talvez essa fosse a oportunidade de descobrir a verdade desconhecida sobre Meg e os motivos que a levaram a tirar a própria vida tão prematuramente.

Em Tacoma, além dos colegas estranhos e do possível envolvimento amoroso de Meg, Cody teve acesso ao laptop dela. Essa herança inesperada ofereceu acesso a verdades que Cody desconhecia e a um arquivo criptografado que podia ser a chave para o maior segredo de Meg. Cody então decidiu se empenhar na busca por respostas, numa viagem que poderia acabar em uma grande jornada de autodescoberta.

***

Cody é uma menina muito simples, que sempre viveu à sombra de sua melhor amiga. Meg era toda luz e holofotes e ninguém duvidava que um futuro brilhante a aguardava. Vivendo do dinheiro ganho com faxinas, Cody nunca soube ou quis ser o centro das atenções. Ela amava a melhor amiga, porém, suas diferenças e oportunidades distintas a amarguravam, e a distância física foi um bom pretexto para que ambas se afastassem.

No começo do livro, Cody parece bastante distante diante de todo o luto do funeral e das homenagens prestadas à amiga. A garota parecia até mesmo entediada com a situação, o que me soou estranho. Ela não deveria estar triste após a morte de sua companheira desde a infância? Mas Cody estava mais intrigada do que entristecida e, ao longo da história, vamos descobrindo o porquê.

Os colegas de alojamento de Meg são consideravelmente diferentes uns dos outros, mas Cody acaba se aproximando de cada um a seu jeito, e juntos, encontram pistas sobre os últimos momentos de vida da jovem. Ben surge como suspeito do motivo pelo qual Meg se matou e, apesar de precisar constantemente se defender das acusações de Cody, se torna de grande ajuda na jornada de descobertas.

Independentemente de gostar muito da autora e de suas histórias, Eu estive aqui não conseguiu me conquistar. Não sou grande fã do estilo sick-lit e, a despeito da trama ser bem escrita, a história é pesada e não indicaria para pessoas que possuem problemas emocionais. Minha parte favorita foi o final, onde a autora fala sobre a garota que inspirou o livro e sobre como a depressão é um problema real ao qual precisamos estar atentos. Ela fornece dados alarmantes e dicas sobre como procurar ajuda. Achei bem sensível da parte dela alertar para uma questão tão silenciosamente presente nos dias de hoje.

Eu estive aqui chegou em minha casa em um dos kits mais lindos que já recebi. Quase pulei de alegria quando abri a caixa de fotografias que trazia não só o livro, como pequenos porta-retratos magnéticos e um bótom. Adoro livros com capas pretas (capaz!), e esta fosca com recortes de imagens ficou belíssima! Quanto ao exemplar, sua diagramação interna é simples e a narrativa é dividida em capítulos curtos, ou seja, dá pra devorá-lo rapidinho. Apesar de não ter sido meu favorito, Gayle é uma autora que não tem erro.

Para os fãs de sick-lit, Eu estive aqui é uma ótima indicação. Gayle Forman possui uma sensibilidade de escrita que faz o leitor querer ler até mesmo sua lista de supermercado. 

Eu estive aqui - Gayle Forman
Editora Arqueiro
240 páginas 
Comprar: Saraiva

11 comentários

  1. eu ja li, mas sabe aquela história que te marca que você não consegue expressar bem em palavras?
    a autora tem o poder de tratar de questões tão forte com um jeito singelo, ao mesmo tempo que trabalha sentimentos em seus personagens, desperta reações no leitor!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  2. Esse livro me lembra muito o livro Garotas de Vidro, que é um livro também relacionado ao suicídio de uma amiga e essas coisas, e eu adorei demais o livro Garotas de Vidro, então fiquei super interessada pelo livro Eu Estive Aqui, gostei muito da sua resenha, também adoro livros de capas pretas e foscas, são lindas demais, que pena que o livro não conquistou muito você, mas pretendo ler.

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  3. Nem imaginava que o livro fala sobre depressão. Não sei se vou ler, até me interessei(e esse foi o único livro da autora por qual me interessei), pela sinopse, mas não sei se vou gostar, pois já li resenhas falando que o livro é ruim. Provavelmente não vou ler. Bjus.

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  4. Dany,estou curiosa para descobrir a trajetória que Cody usou para desvendar o mistério da morte de Meg,pela primeira vez fico sabendo ,que Ben apesar de ser o principal suspeito para Cody ajudara de alguma forma,legal da obra tratar de depressão.Também achei o Kit e capa do livro lindos.Beijos!!!!

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  5. Dany!
    Já li outros 3 livros da autora, porém não seguem a linha desse, o que não quer dizer que não seja bom.
    O tema suicídio é bem difícil de ser abordado e gostaria de acompanhar toda a trama e drama que vem no livro.
    Boa semaninha!!
    “A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre.”(Oscar Wilde)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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  6. Essa é a segunda resenha -negativa- que leio sobre o livro,e não me interessei muito pela história,apesar de ter gostado muito da capa,sincera a sua resenha! beijos!

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  7. Oi!
    A primeira coisa que me chamou atenção nesse livro foi a capa que esta linda, a historia me pareceu bem legal, gostei muito do tema tratado e de como a autora se envolve com o tema principalmente por ser baseada em fatos real !!!

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  8. Não tive vontade de ler só ao ver a sinopse, da Gayle eu li apenas Se eu ficar e Para onde ela foi, gostei de ambos. Mas esse aí não despertou minha atenção.

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  9. desde a primeira vez que eu vi esse livro fiquei muito curiosa, já li três livros da gayle e achei bem interessante o tipo de escrita dela.
    eu não gosto de sick-lit, mas esse me deu muita vontade de ler, obrigada pelo aviso que a história é pesada. talvez por saber como é o dia-a-dia de uma pessoa com depressão... mas, é realmente um tema muito complicado e não, a gente raramente ver os sinais de uma pessoa que vai cometer suicidio....

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  10. Da autora só li Se eu ficar e detestei, desculpe quem gosta, mas não me envolveu, achei meio superficial.
    Por mais que falem bem da Gayle agora não consigo ler ela.
    Mas confesso que fiquei curiosa por Eu estive aqui, penso sim, em ler ele, só não sei quando, rsrsrsr
    bjs

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  11. Oi Dany, tudo bem? Eu li "Se Eu Ficar" e não gostei, mas em compensação amei "Apenas Um Dia". Então, quero ler "Eu Estive Aqui" e ver o que vou achar dessa obra. Ela contém temas que eu gosto muito, depressão e suicídio... são temas profundos, mas podem ser muito bem trabalhados. A Cody parece ser uma personagem interessante, e também fiquei curiosa para conhecer mais da Meg e descobrir os motivos que a levaram a tomar essa decisão.

    Nossa, eu vi o Kit que os parceiros receberam e estava maravilhoso, invejinha branca bateu forte aqui... rsrs. A capa está muito bonita e acho que o preto ficou bem legal.

    Beijinhos,

    Rafaella Lima // Vamos Falar de Livros?

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