Resenha - A Rainha Vermelha

Resenha - A Rainha Vermelha
Sinopse: "O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração."

Mare ganha seus trocados batendo carteiras pelo centro de palafitas. Sem a condição de ser aprendiz de alguma profissão, aos 17 anos, o único futuro que vislumbra no horizonte é o recrutamento, quando, aos 18, será enviada para a guerra. Foi assim com seus irmãos mais velhos, será assim também com Mare, uma vez que os vermelhos não possuem muita opção.

Mas quando o melhor amigo de Mare, Kilorn, perde seu mestre e, por isso, deixa de ser aprendiz, ela decide que precisa fazer algo para salvar a ambos do recrutamento. A garota tenta, por meio de furtos, levantar o dinheiro solicitado por membros de um grupo terrorista para contrabandeá-los para fora do país, entretanto, uma intimação arruína seus planos. Mare é obrigada a comparecer em Summerton, a capital de verão do governo Prateado, onde uma Prova Real está avaliando os poderes das filhas das Casas mais influentes para selecionar a mais forte, que se tornará noiva do príncipe.

Servindo como criada durante o evento, Mare é surpreendida por um terrível acidente causado por uma das participantes e descobre que existe mais força em seu sangue vermelho do que ousaria imaginar. Uma rede de intrigas se forma e ela precisará unir coração e razão para não se tornar apenas um valete nas mãos de bons jogadores enquanto luta por sua vida e pela liberdade de seu povo.

***

Tentei arduamente fazer para vocês um resumo do livro livre de spoilers e, talvez por isso, ele não tenha ficado muito atrativo, mas o meu objetivo com o relato sucinto acima é que vocês se surpreendam e se encantem com a história tanto quanto eu. Porque, senhoras e senhores, este é, absolutamente, o melhor livro do gênero do ano! Não estou exagerando, podem perguntar para qualquer pessoa que o tenha lido. A Rainha Vermelha é simplesmente fantástico e delicioso.

Na obra, o mundo é dividido entre pessoas de sangue vermelho e de sangue prateado. Os vermelhos são meros plebeus que trabalham nas tarefas básicas de manutenção do país. Os prateados são criaturas nobres e majestosas que possuem poderes incríveis como força extrema, manipulação da água, dos pensamentos, metais e por aí vai. Os vermelhos não têm muitas perspectivas na vida, mas Mare pode ser um trunfo que mudará essa história.

A realeza, por sua vez, dispõe de dois príncipes, ambos apaixonantes, porém perigosos, e seus respectivos pais são, no mínimo, detestáveis. Na trama, o reino se encontra no auge de uma luta contra a Guarda Escarlate, encabeçada por um grupo terrorista composto por vermelhos que defendem a liberdade e a igualdade de todos os seres humanos, independentemente da cor de seu sangue. Eles também desejam o fim da guerra prateada, que dura cerca de um século e é paga com sangue vermelho.

Mare, de alguma forma, se vê em meio à nobreza e, ao mesmo tempo que aprende a respeitá-la, nutre o profundo desejo de modificar a realidade estabelecida. É assim que ela acaba em uma corda bamba entre sustentar-se junto aos prateados e auxiliar a Guarda Escarlate em suas investidas. O risco que Mare corre é enorme e o desenrolar da narrativa é de tirar o fôlego!

Apesar de todo esse clima medieval, A Rainha Vermelha se passa em um mundo repleto de tecnologias, com câmeras de vigilância por todos os lados, carros, barcos e até mesmo jatos. Não sei por que sempre tenho dificuldades em me ambientar nesse tipo de história em tempos modernos, mas Victoria Aveyard criou uma realidade perfeita e um enredo maravilhoso. 

A Rainha Vermelha é um primor de impressão. A capa prateada com detalhes em preto e vermelho antecipam a luta trazida pelas páginas internas. A folha de rosto e a última folha trazem desenhos vazados em branco e preto, muito bonitos. A diagramação do exemplar é simples e o livro divide-se em vinte e oito capítulos, mais um epílogo do qual eu morreria do coração se não existisse, afinal, essa é uma obra que deixa o leitor implorando por mais. Mal posso esperar pelo próximo volume que, em princípio, será lançado em fevereiro de 2016, pela Editora Seguinte!

Se vocês gostaram das séries de A Seleção e Estilhaça-me, não percam tempo. A Rainha Vermelha é uma mistura fabulosa dos dois estilos, acrescido de um tanto mais de intrigas e adrenalina. Um livro para ser devorado e indicado a todos os fãs que curtem uma boa aventura e distopia.

A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard
Livro 01
Editora Seguinte
424 páginas
Comprar: Saraiva 

11 comentários

  1. Dany,estou querendo ler muito ler essa distopia e conhecer essa personagem Mare que me parece tão destemida e de sangue vermelho ,que devido a um acidente vai descobrir que apesar de seu sangue não ser prateado e ela pertencer a classe dos plebeus ela possui uma força que desconhecia,já vi a capa e imaginei que suas cores estavam ligada a estória,que bom que tem um epílogo,por que senão quem morreria do coração seria eu,ansiosa para conferir.Beijos!!!!

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  2. Oi Dani, tudo bem?
    Eu quero muitoooo ler esse livro e ele vai ser lançado cá em Portugal em Novembro. Estou ansiosa :)
    Beijo
    www.fofocas-literarias.blogspot.pt

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  3. Oi!!
    Esse livro está na minha lista de desejados desde que lançou (ok, não faz taaanto tempo assim ahahaha), mas eu ainda nao tive a oportunidade de ler. A maior parte das pessoas tem falado muito bem dele E ele é distopia, que eu amo, então estou aqui esperando ansiosa a oportunidade.

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  4. O livro me interessou por ter bastante mistério e ação, e também porque a história se passa em um mundo diferente(e é por isso que amo distopias). Não sabia que esse livro é de uma série. Bjus.

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  5. Dany!
    A mistura do clima medieval com a tecnologia moderna me deixou muito curiosa.
    Adoro distopia e aqui me parece que é uma das melhores do ano.
    Quero demais apreciar a leitura.
    “Os homens de poucas palavras são os melhores.”(William Shakespeare)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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  6. Não creio, me falaram desse livro e eu ja fiquei mega curiosa, ai você faz isso comigo? Estou me roendo de curiosidade agora

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  7. Quero muito ler A rainha vermelha desde o lançamento lá fora e vários booktubers elogiando. Minha vontade só aumenta a cada resenha. Adoro livros com esse clima medieval, só não sabia que tinha tanta tecnologia kkk Enfim, parece ser muito bom. Não vejo a hora de ler.

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  8. Dany! Das distopias que eu já li,eu amei todas! E tô louca pra ler essa,primeiro que amei a capa *-* e segundas pelas resenhas que venho lendo que são ótimos sobre o livro que já está na minha wishlist! :D

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  9. Oi!
    A primeira coisa que me chamou atenção no livro foi a capa que esta simplesmente lida, gosto muito de distopias e esse livro me conquistou pela a historia e o mundo que a Victoria criou, com certeza quero muito ler esse livro !!!

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  10. Ansiosa para ler!!

    (Camila Feliciano)

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  11. Oi Dany, tudo bem?

    Amo distopias, e tenho muita vontade de ler essa, por todos os comentários maravilhosos que já ouvi... mas isso sempre vem com aquele medinho de me decepcionar. Acho bem legal essa ambientação medieval, mas em uma era cheia de tecnologia... é uma boa mistura. A Mare parece ser bem corajosa, forte e determinada e disposta a enfrentar as mais diversas situações. Eu baixei o conto que foi liberado na Amazon, e só estou esperando ganhar/comprar "A Rainha Vermelha". Essa capa é maravilhosa e adoro o efeito metalizado que ela tem.

    Beijinhos,

    Rafaella Lima // Vamos Falar de Livros?

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