Especial A Herdeira - Resenha - Dia 1

Resenha A Herdeira Kiera Cass
Sinopse: "No quarto volume da série que já vendeu mais de 500 mil exemplares no Brasil, descubra o que vem depois do “felizes para sempre”. Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia."
ATENÇÃO, ESTA RESENHA PODE CONTER SPOILERS DOS LIVROS ANTERIORES DE "A SELEÇÃO". SE VOCÊS AINDA NÃO LERAM OS PRIMEIROS LIVROS, TOMEM CUIDADO!

Vinte anos se passaram desde que Maxon e America assumiram o trono de Illéa. Com a ajuda de August Illéa, conseguiram erradicar as forças rebeldes e aboliram o sistema de castas, que se desfez gradativamente ao longo das décadas.

Durante um bom tempo, a população pareceu ficar feliz. A cada casta removida, as pessoas festejavam e se mostravam gratas aos monarcas. Entretanto, bastou que todos os rótulos se extinguissem para as coisas saírem do controle.

Ataques começaram a acontecer em diversas cidades do reino. Estabelecimentos foram incendiados, assassinatos eram cada vez mais frequentes, e o rei estava frustradíssimo sem saber o que fazer para conter o movimento rebelde que ressurgia com toda a sua força.

Maxon tinha ciência do quanto o público reagia bem às notícias positivas relacionadas à família real. Se lembrava de como havia sido sua Seleção, bem como todos os eventos que se sucederam desde então, como seu casamento com America e o nascimento dos seus quatro filhos.

O que ele mais precisava no momento era de uma distração, dar um jeito de pausar os acontecimentos para poder continuar governando. Por mais que ele tenha sempre prometido nunca obrigar os filhos a se casarem com alguém em troca de alianças políticas, promover uma nova Seleção, desta vez com a princesa de Illéa, Eadlyn Schreave, sua primogênita, era a sua última esperança para dar ânimo ao povo.

O rei estava convencido de que esta era uma excelente ideia, porém, a princesa não compartilhava do seu entusiasmo, ao contrário, Eadlyn ficou furiosa quando soube da notícia. Eadlyn não concordava com os argumentos do pai, e sentia nos ombros o peso que seria governar uma nação. Sabia que não podia dividir este fardo com ninguém e amaldiçoava o destino por ter nascido 7 minutos antes do seu irmão gêmeo, Ahren.

Entretanto, a princesa sabia que não podia fugir de suas responsabilidades, portanto, aceitou participar deste "espetáculo ridículo" desde que o rei fizesse algumas concessões. A Seleção devia durar três meses, quando a princesa se esforçaria para ser agradável e encontrar um pretendente. Todavia, ao final desse prazo, se Eadlyn não se apaixonasse por ninguém, não seria obrigada a ser casar.

Todos estavam certos de que Eadlyn se renderia à Seleção em questão de tempo, e cairia de amores por algum dos concorrentes, mas mal sabiam eles que a menina estava cheia de planos para tornar a vida dos selecionados um inferno.

Querem saber o que vai acontecer? Então leiam!

***

Ano passado, quando terminei de ler A Escolha, fui consumida pela tristeza de me despedir de uma das minhas histórias favoritas. Kiera arrasou com meu coração nos últimos capítulos do livro enquanto me deixou sedenta por mais. Mal acreditei quando soube, uma semana depois, que a autora tinha planos de transformar a trilogia numa série e estava comprometida a escrever mais dois contos e dois livros. Junto com a alegria pela notícia, veio também a incerteza. Sobre o que seriam as próximas obras? Será que conseguiriam ser ainda melhores do que os volumes anteriores?

Ao longo dos meses, Kiera foi nos torturando e divulgando pequenas pistas sobre o futuro de A Seleção. Descobrimos que America estava grávida de gêmeos e que a sequência versaria sobre a sua filha, Eadlyn, que também teria que passar por uma Seleção, assim como seus pais. Mais dúvidas surgiram na internet. Uma nova Seleção? Mas esta prática não teria sido abolida pelos novos monarcas? Bom, teríamos que ler para entender os motivos da autora em tomar tal atitude.

Outra curiosidade que os leitores tinham era a respeito da situação política de Illéa. Todos nós desejamos o fim das castas e estávamos ansiosos para descobrir o que tinha acontecido depois que Maxon se tornou rei. Gostei muito de o início de A Herdeira ter abordado o panorama político do país. É engraçado, imaginei que todos ficariam felizes com a extinção do sistema de castas e nunca imaginei que isto poderia gerar novas consequências. 

Nesse sentido, Kiera levantou um questionamento interessante sobre a liberdade. O quanto liberdade demais faz bem e o quanto ela pode se tornar prejudicial? A impressão que tive é que o povo, quando possui infinitas escolhas e possibilidades, se frustra quando não consegue realizar seus desejos e tenta imediatamente buscar por um culpado, já que sem limites, ele não teria o porquê de se revoltar, mas sempre encontra motivos para tanto. 

Senti pena de Maxon por isso. Ele sempre tentou ser um governante justo e tinha o desejo de cuidar bem dos seus súditos, por ter tido seus olhos abertos para a realidade por America. Mas por mais que ele se esforçasse para agradar, mais problemas surgiam à sua frente, pondo em risco todo o seu reinado. Por isso, foi possível compreender por que Maxon acabou recorrendo a uma nova Seleção, por mais que não tenha sido do agrado de todos.

Falando nisso, tenho algumas observações a fazer a respeito dessa nova Seleção. Por mais que tenha sido interessante presenciar, pela ótica da princesa, todas as dificuldades e pormenores relacionados a este magnânimo evento, achei que a Seleção de Eadlyn deixou muito a desejar em comparação a de Maxon.

Em primeiro lugar, a sensação que tive é que os candidatos estavam lá apenas para servir à princesa e entretê-la. Em momento algum foram treinados para serem príncipes consorte, ou tiveram aulas para terem condições de assumir um cargo importante ao lado da futura rainha. Sabemos que eles não teriam poder algum, mas precisavam estar a par das questões políticas e sociais de Illéa e saberem como se portar para poderem ser bons maridos e um grande apoio à Eadlyn. Maxon também nunca esteve presente com os meninos. Não os aconselhou, nem se preocupou em conhecê-los melhor ou ao menos tinha seus favoritos. Para piorar, muitas das cenas retratadas em A Herdeira não se passaram de meras repetições de A Seleção, com um panorama e personagens diferentes. Kiera poderia ter sido muito mais criativa nesse quesito.

Quanto à princesa, acompanhei a grande polêmica que esta personagem gerou entre os fãs e, sinceramente, não compreendi o porquê de tanta animosidade para com ela. As maiores críticas são acerca do quanto Eadlyn é mimada e irritante. Bom, não discordo deste ponto, mas isto é perfeitamente compreensível, tendo em vista que Eadlyn nasceu e cresceu num universo diferente do de America, sempre tendo tudo aos seus pés e sendo poupada de frustrações e problemas por seus pais. Mas isto irei discutir com vocês mais aprofundadamente em outro post, pois quero que tenham a oportunidade de conhecer Eadlyn melhor e darem uma chance à personagem.
"Eu amava esses pequenos luxos do meu dia. Vestidos feitos sob medida, sobremesas exóticas preparadas só porque era quinta-feira, um suprimento interminável de coisas bonitas: eu tinha privilégios, e eles com certeza eram a minha parte favorita do cargo."
Ao contrário de Eadlyn, Ahren conquistou muita gente, à primeira vista, e eu fui uma delas. Que menino adorável, irônico, dotado de um humor negro, romântico e com um coração enorme. Além da princesa e do seu gêmeo, Maxon e America tiveram outros dois filhos: Kaden, que certamente daria um ótimo rei, de tão culto e responsável que é, e Osten, o caçula e legítimo pimentinha, que vivia aprontando, mas que todos adoravam.

Muitos devem estar se perguntando se os protagonistas e coadjuvantes dos livros anteriores aparecem nessa história? Sim, mas muito brevemente, e cada um vivendo seus dramas paralelos, sem serem muito desenvolvidos. Aspen e Lucy lutam para terem um filho, ao passo que Marlee e Carter não conseguem controlar os seus, Josi e Kile. Maxon está sempre exausto e taciturno, enquanto America parece uma sombra, sem presença, sem voz e completamente distante daquela menina justiceira e valente que conhecemos um dia, algo que me deixou muito revoltada. E por falar em America, sua tão querida família, aquela que ela sempre queria por perto e de quem sentia falta, onde está? Por que só May apareceu, e muito rapidamente? E falando em May, minha nossa, no que Kiera a transformou?

Por mais que para mim o livro não tenha sido perfeito, foi impossível não amar a história e não me entregar à escrita incrível de Kiera Cass, em primeira pessoa. Como diz uma amiga minha, ela deve pôr algum feitiço em seu texto para torná-lo tão atrativo e viciante! A Herdeira é uma obra de leitura rápida e fluida e é impressionante como a autora conseguiu inserir tantos acontecimentos em poucas páginas.

A única coisa que achei desnecessária foi o final, tão dramático e fora de contexto. Curiosamente, muitos dos leitores se agradaram justamente pelo ocorrido e morreram chorando. Não adianta, vai do gosto de cada um. Independente, o que ninguém pode negar, é que estamos todos aflitos para descobrir como esta nova Seleção vai terminar, porque Kiera nos deixou com diversas possibilidades em aberto. Que maldade ter que aguardar por mais um ano para obtermos respostas.. hehe.

A Herdeira - Kiera Cass
Livro 04 
Editora Seguinte
392 páginas 
Comprar: Saraiva / Submarino / Americanas / Livraria Cultura
 
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13 comentários

  1. Vai ser lançado um segundo livro de A Herdeira? Se for quando vai ser o lançamento?

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  2. Nâo li ainda a Trilogia. Mas creio que a continuação decepcionou. É um tipo de história que deveria ter parado no terceiro livro e pronto!
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  3. Mi,Aguardei ansiosa o lançamento desse livro e como todos que amam a história de A Seleção o fizeram,então aguardo ,já faz alguns dias o meu exemplar para degustá-lo.Estou muito feliz contando os minutos,segundos para sua chegada!!! Bjs!!!

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  4. Oi Mi! Gostei muito de sua resenha =) li A Herdeira e amei! Minha relação com livros é assim: se gosto, gosto e não tem um motivo específico... mas posso detestar um livro que todo mundo ama, também sem motivo aparente.

    Quando você diz: "Maxon também nunca esteve presente com os meninos. Não os aconselhou, nem se preocupou em conhecê-los melhor ou ao menos tinha seus favoritos." ~ discordo um pouco e digo porque: talvez ele até se achegue aos rapazes e mesmo tenha um favorito, que só contou pra America. Não temos como saber, pois só sabemos o que a Eady sabe... então, se ela não sabe das conversas de seu pai com os garotos ou do favorito dele, nós também não temos como saber...

    E sobre a Meri, não achei que ela se transmutou em uma sombra sem presença e sem voz. Acho que as conversas mais íntimas e sérias dela e do Maxon são entre quatro paredes, talvez eles ainda briguem e tenham boas discussões, mas enquanto rainha e esposa do rei, ela não pode se erguer acima dele, não diante do povo. No caso de Lucy, por exemplo... acho que ela brigou muito, bateu o pé, fez um "escândalo" velado para poder ajudar a amiga... mas no final, não importou a teimosia dela, ela precisava pôr a razão antes da emoção ao pensar em sua imagem como rainha. Além do mais... ela já não tem mais 17 anos, mas é uma mulher feita, chegando à casa dos quarenta, ela amadureceu, aprendeu a viver no palácio, não pode mais ser tão impulsiva. Por fim... ela sempre soube que, se ficasse com o Maxon, teria que abrir mão de várias coisas por amor a ele, afinal ela não estava se casando com um assalariado normal, mas um futuro rei.

    An, desculpe-me falar tanto! O post é seu e falei, falei kkkkk sorry. Amo o jeito como você escreve!

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  5. Oi
    Ainda não li nenhum livro da autora, mais quero muito ler pois muitos elogiam. Esse livro deve ser legal, mais não deve ser lido com expectativas, pelo menos ele te agradou.

    momentocrivelli.blogspot.com.br

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  6. linda resenha, Mih. Assim como você, acho injusto essa perseguição com a Eadlyn. Para mim, ela é uma menina insegura e repete tanto que é poderosa e que ninguém chega aos seus pés mais para confiar em si mesmo do que por achar que isso é verdade. E juntando tudo isso vem a pressão que foi imposta nela desde criança, de que ela seria a herdeira do trono. Ela quer provar para si mesmo que é merecedora disso, mas principalmente, mostrar isso ao pai.

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  7. Eu devo agradecer a você por ter me influenciado a ler essa saga!!! Estou ansiosa para ler A Herdeira e saber o desfecho da história, confesso que eu também pensei que com o fim das castas a paz reinaria em Illéa.

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  8. Aaa que vontade de ter esse livro!!

    To participando da promoção!
    raissa,1993@hotmail.com



    O Outro Lado da Raposa

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  9. Mi, eu ainda não li A seleção, preciso correr para acompanhar a galera em A Herdeira. Não li a resenha inteira com medo de pegar spoilers, mas já estou ciente da implicância dos fãs com Eadlyn, e concordo com você, realmente ela nasceu em um universo diferente e isso é aceitável para o comportamento dela. Estou partticipando da promoção e torcendo para ganhar o meu exemplar de A Herdeira.

    Meu email: glaucia.cassia@gmail.com

    Bjs, Glaucia.
    www.maisquelivros.com

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  10. Concordo contigo, apesar do livro não ser perfeito eu amei mesmo assim kkkkk

    "America parece uma sombra, sem presença, sem voz e completamente distante daquela menina justiceira e valente que conhecemos um dia, algo que me deixou muito revoltada."

    Definitivamente isso foi O QUE mais me incomodou, pensava que America seria uma rainha super participativa na vida da filha, do marido, do reino, sei que ela não era o foco neste livro, mas as participações dela deixaram MUITO a desejar.
    De uma forma geral me decepcionei muito com a descaracterização dos personagens antigos, espero que no ultimo livro isso melhore, estou ansiosa pelo lançamento.

    E btw sou team Kile =D

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  11. Olá, tudo bom?
    Acabei de ler o livro e não sei muito bem se amei ou não esse livro, mas uma coisa eu posso afirmar: a Eadlyn tem um potencial bem maior do que a America jamais teve (em minha opinião).
    Ela é meio uma Blair (Gossip Girl), só que em outro contexto.
    Eu particularmente concordo com você quando elogia a escrita da Kiera Kass, é uma escrita muito fácil de "fluir".
    Mas em certos momentos a seleção em si parece mais do mesmo, com certos personagens. E se o futuro enfoque dos livros será o romance acho que a Kiera deveria sair um pouco dos clichês ou da repetição.
    Mas eu ainda preciso "absorver" o livro...
    E concordo com você O que fizeram com a May???

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  12. Ótima resenha! Eu li a trilogia da Seleção, e, por incrível que parece, gostei muito mais da Herdeira do que os anteriores. Adoro a personagem de Eadlyn! Podem me achar estranha, mas eu gostei muito de seu jeito, talvez por que me identifiquei, e é muito interessante ver a personagem crescer conforme as dificuldades, como Seleção aparecem.
    Concordo com a questão de America ficar mais para um personagem secundário, mas pensando bem, o foco do livro é Eadlyn, não ela. Mesmo assim, ela devia ter mais influência pelo o que foi apresentado nos outros livros.
    Eu acho legal como a Seleção está ocorrendo nesse livro, pois se fosse igual ao outro, ia ficar um romancinho repetitivo.
    E esse final trágico é só para agente ficar morrendo de vontade de ler o próximo né?

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  13. Aguardo omeu escempla e estou anciões para ler e emagina cada detalhe e que o time venha logo

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