Especial A Herdeira - Analisando a Princesa Eadlyn Schreave - Dia 2

Especial A Herdeira - Analisando a Princesa Eadlyn Schreave Kiera Cass
ATENÇÃO! Este post pode conter spoilers de A Herdeira. Leiam por sua conta e risco!

Todos que já leram A Herdeira (resenha AQUI) terão que concordar que nunca Kiera Cass criou uma personagem tão polêmica quanto Eadlyn Schreave. Ela foi a responsável pela grande maioria dos leitores se decepcionarem com a obra e angariou diversos haters pelas blogosfera. Mas por que Eadlyn é tão odiada por alguns, enquanto outros se encantaram pela moça?

Devo dizer, sou uma das pouquíssimas que faz parte do time de fãs da Eady. Fazia tempo que não me deparava com uma personagem tão complexa e cheia de facetas como ela. E hoje, quero contar a vocês quem é Eadlyn Schreave e por que a princesa foi capaz de ganhar meu coração, muito mais do que America conseguiu quando teve a oportunidade.

Eadlyn Schreave, filha de Maxon e America, nasceu no dia 16 de abril, em um ano desconhecido, e é 7 minutos mais velha do que seu irmão gêmeo, Ahren. Fisicamente, Eadlyn em nada se parecia com America ou Maxon. Com o cabelo escuro, o rosto oval e a pele com um leve bronzeado que durava o ano todo, ela na verdade lembrava muito a avó, a rainha Amberly.

Pela ironia do destino e da sua pressa em chegar ao mundo, se tornou a sucessora do trono. Se ela tivesse nascido uma geração antes, este detalhe não teria feito diferença, já que Ahren é homem e por direito seria o herdeiro. Mas Maxon e America mudaram a lei, pois não suportariam ver a sua primogênita perder o título por um detalhe tão injusto quanto esse. Então, desde pequena, Eadlyn foi preparada, diariamente, para se tornar a próxima governante de Illéa.
"Você é Eadlyn Schreave. Será a próxima pessoa a governar este país e a primeira garota a fazer isso sozinha. Nenhuma pessoa (...) é tão poderosa quanto você."
E do que uma princesa necessita para ser uma boa governante? Punhos firmes, conhecimentos políticos, estratégias de guerra, técnicas de negociação? Sim, e sim. Eadlyn tinha tudo isso e mais um pouco, mas o que lhe sobrava em atitude e racionalidade, lhe faltava em sentimentos e humildade.

É fato que Eadlyn é um jovem mimada, fútil, egocêntrica e irritante. Mas o que muitos esquecem é que ela é fruto da educação permissiva e, muitas vezes relapsa, de Maxon e America.

Maxon conviveu durante boa parte da vida com um pai tirano, violento e que inferiorizava as suas capacidades, sempre o considerando inapto a ser um bom governante. Esta era a chance que ele tinha de fazer as coisas diferentes e não repetir os erros de Clarkson. Sendo assim, no seu lar não só nunca houve brigas, palavras ofensivas ou animosidade, como Maxon sempre incentivou as habilidades de Eadlyn, preparando uma herdeira à altura de assumir o trono.

Desde cedo, a princesa dividia o fardo com o pai, dando sugestões para os problemas políticos do país, cuidando dos cortes orçamentários do governo, enviando correspondências oficiais para os Chefes de Estado, etc. Maxon parecia confiar em seu julgamento e constantemente  questionava a menina sobre o que ela faria em seu lugar.

Porém, neste "treino", certas características femininas de Eadlyn acabaram sendo sacrificadas, sem ninguém antever. Tentem entender o seguinte, o peso que Eady carregava nos ombros não era imenso apenas pelas responsabilidades que herdaria do pai, mas também por ser mulher. Maxon tinha que ter certeza de que a princesa teria condições de assumir o seu lugar e, ao mesmo tempo, ser respeitada pelo povo. Acabou que, ele a elogiava tanto e enaltecia desmedidamente as suas qualidades, que o ego da menina foi inflamado a ponto dela adquirir mania de grandeza. E vamos e venhamos, Eadlyn era uma princesa, e seria uma rainha, como ser diferente?

Quanto à America, por anos passou por necessidades, às vezes sem ter o que comer ou o que vestir. Sentiu na pele as dificuldades de ser uma Cinco e, por isso, sempre proporcionou tudo do bom e do melhor para os seus filhos, principalmente para a Eadlyn, que era a quem mais recebia atenção por ser sucessora do rei.

O problema é que America criou Eadlyn de maneira completamente alienada, a poupando de perigos, frustrações e problemas do mundo real. Como querer que uma menina criada numa redoma de vidro, com o universo girando em torno de si, desenvolva noções de humildade e humanidade, quando tudo é muito fácil para ela?

Nesse sentido, a Seleção foi primordial para dar um choque de realidade à Eadlyn e forçá-la a crescer. Ela percebeu que não bastava ser uma boa governante quando o seu povo não a apoiava e a odiava. Assim como nem sempre o que ela fazia, pensando estar certo, era o certo, pois sua noção de mundo era distorcida e limitada. E foi aí que, para mim, a história começou a ficar boa.
"— Sei que passa o tempo todo preocupada com as exigências que terá como rainha, mas já é hora de conhecer a necessidade das outras pessoas. - Será que minha mãe tinha razão? Será que eu não era tão observadora e cuidadosa quanto pensava?"
Por mais que Eadlyn tentasse se convencer de que ninguém era mais poderosa do que ela e do quanto era capaz de ser perfeita em qualquer coisa que quisesse fazer, ela estava com medo. Com medo de não ser uma boa governante, de não fazer uma boa escolha na Seleção, de se sentir vulnerável, de falhar e, especialmente, de se apaixonar.
"Uma coisa era a expectativa de que eu comandasse o país, de que carregasse o peso de governar milhões de pessoas sozinha. Tratava-se de um emprego, uma tarefa. Eu podia riscar itens de uma lista, delegar. Mas casamento era muito mais pessoal, outro pedaço da minha vida que deveria ser meu, mas aparentemente não era."
Para a princesa, se apaixonar era uma fraqueza, e uma rainha não pode ser fraca. Muitas dessas atitudes duras, frias e prepotentes de Eadlyn me fizeram lembrar de Clarkson. A menina, em muitos aspectos, se parece com o avô. E não, isso não é uma crítica, porque Clarkson podia ser um péssimo pai e marido, mas sabia governar. E convenhamos, não deve ser nada fácil comandar um reino. Nem sempre iremos agradar a todos e muitas das vezes teremos que tomar atitudes arriscadas ou injustas para preservar o equilíbrio político e social, e isso Eadlyn aprendeu muito bem.

Curiosamente, a jovem também é uma mistura perfeita de Maxon, America, Amberly e até Celeste! Eadlyn tem uma postura forte de líder, é prepotente e fria quando tem que ser, determinada quando almeja algo, responsável com todos os problemas do reino, amorosa quando lhe convém, e extremamente vaidosa e fútil quando o tempo lhe permite.

Na Seleção, começou com o pé esquerdo e me rendeu inúmeras risadas pelas confusões que arrumou. A ideia inicial era de que a Seleção fosse um evento atrativo para a população, que deveria se distrair e se divertir com os acontecimentos do palácio. Porém, Eadlyn topou participar contra a sua vontade, e isso ficou claro para todos, piorando ainda mais as condições de revolta entre os súditos.

Foi Ahren que a ajudou a perceber o que estava fazendo de errado, e foi lindo presenciar aquela relação tão cúmplice, cheia de carinho, entre os irmãos. Ahren era a alma gêmea de Eadlyn, e eles se completavam perfeitamente, enquanto um era pura emoção, a outra era pura razão, e um tentava incutir no outro suas próprias características, porém sem muito êxito.

Tudo o que Eadlyn fazia na Seleção era motivo para críticas. Quando ela tentava agradar ao povo, era vaiada, quando decidia baixar a guarda e se permitir se relacionar mais amorosamente com um candidato, era vista com maus olhos, quando tomava uma atitude mais enérgica e bruta, era taxada de tirana. 
"— Ninguém condena meu pai quando ele é severo. Não acho justo ser vista como cruel quando ajo de maneira similar. A decisão que devo tomar é muito séria e tento agir sabiamente." 
Não importava o que fizesse ou deixava de fazer, nada era bom o suficiente. No final das contas, a Seleção não estava sendo o sucesso que Maxon esperava, e isso deixava Eady com o coração na mão por saber que não estava conseguindo ajudar o pai.
"— Toda essa situação tem sido péssima. Jogaram comida podre em mim em público, me julgaram por causa de um beijo. Um garoto me agarrou contra a minha vontade e outro me derrubou no chão. Não importa quanto esforço eu faça para acertar, a imprensa faz a festa com a minha vergonha constante."
Mas por que a Seleção não estava funcionando? Eu tenho a minha teoria. Acreditem vocês que Eadlyn cresceu sem ouvir praticamente nada do que rolou na Seleção dos pais. Eles nunca contaram como se conheceram, ou todas as regras que transgrediram, muito menos que America correu o risco de não se tornar rainha. Eadlyn foi entregue de bandeja a um evento que nem ao menos sabia como se portar ou o que esperar. Receosa de se entregar a alguém e se machucar, e inexperiente no que diz respeito ao amor, a menina teve que aprender sozinha, e da pior forma, como lidar com essa situação que era tão nova.

Afora isso, um dos questionamentos que mais gostei de Kiera ter abordado na trama foi acerca da postura que se espera da mulher na sociedade. Acredito que muitos tenham se decepcionado com Eadlyn por terem criado expectativas de ver uma princesa dócil, meiga e feminina, como estamos acostumados a presenciar nos filmes da Disney. Eadlyn não se resume a isso.

Ademais, Kiera nos alerta sobre o quanto é difícil conviver com críticas e expectativas externas, sendo constantemente julgados, muitas vezes de maneira leviana, por sermos quem somos. Eadlyn passou por isso com os jornalistas de Illéa e também enfrentou o preconceito e a intolerância de muitos leitores que não só não a compreenderam, como desejaram que ela fosse diferente.
"Você pode ser corajosa e ainda ser feminina. Pode liderar e ainda gostar de flores. E o mais importante: você pode ser rainha e ainda ter um marido."
E depois de dizer tudo isso a vocês, segue a pergunta que não quer calar: Por que eu adoro a Eady? Primeiramente, porque ela não é uma personagem perfeita. Detesto personagens boazinhas ou certinhas demais. Eady tem defeitos como todos nós, mas ao mesmo tempo, ao longo da trama, tenta identificá-los e busca ser uma pessoa melhor para ela e para os outros. Sua maior barreira são os seus próprios preconceitos e medos, que se tornam difíceis de transpor pela educação que recebeu. Eadlyn é uma líder nata e uma garota dotada de muita personalidade. Por mais que ela tenha os seus momentos de vulnerabilidade e incertezas, como qualquer ser humano, luta pelos seus ideais e acredita em seus propósitos, transmitindo força e segurança. Mas, acima de tudo, a princesa é uma garota de caráter, amável com a família e que só deseja, do fundo da alma, ser uma boa governante e não decepcionar seus pais e sua nação.

Com este imenso relato, não tenho a pretensão de fazer ninguém mudar de ideia, muito menos desvalorizar a opinião diversa de vocês. Só quis ter a oportunidade de apresentar o meu ponto de vista sobre A Herdeira e tentar analisar alguns pontos que podem ter sido deixados de lado na hora de vocês formarem a sua impressão sobre Eadlyn. Espero que consigam ter a mente aberta e deem uma chance para essa princesinha marrenta, mas com boas intenções, que promete nos surpreender no último volume da série A Seleção.

31 comentários

  1. Oi Mirelle!
    Amei seu post! Sério, adoro ler suas opiniões, sempre completas e interessantes. Eu não li nenhum dos livros, mas como já vi MUITO spoiler por aí, é como se eu soubesse o que está escrito neles hahha por isso não vi problema em ler.
    Não sei se ao ler vou ter a mesma opinião (nem sempre gosto das protagonista, vai saber), mas se tem uma coisa que eu gosto em um livro é o trabalho por trás de um personagem, aquilo que o torna congruente. Alguns são feitos pra agradar, você acompanha a personalidade de um personagem e pensa "mas poxa, ele cresceu assim, teve uma infância tal, como ele chegou a isso?"
    no caso da princesa, foi bem como vc falou, ela esteve em uma redoma fora da realidade, se ela cresceu com mania de grandeza, não seria interessante ver a personagem de cara ficando humilde e tudo mais, adoro ver a evolução e o crescimento de um personagem enquanto leio, sair do ódio para o amor <3
    sem dúvidas vou dar uma chance a ela quando ler o livro <3
    um grande abraço!
    Pan's Mind
    Monetizando na Web

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  2. Ainda não comecei a ler A seleção, mas estou muito querendo ler. Adorei as capas, mas acho que o da a herdeira é a mais bonita.

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    1. Sério leia e leia as capas não mostram nem metade do quando esse livro é incrivel...

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    2. Bom a Seleção é demais,mostra o mundo da realeza e o mais importante mostra o quanto eles são parecidos com tds nós e o que passam por lá,e eles com certeza não são perfeitos nesse livro,A Eady é durona,e muito diferente dá América por ser forte e marrenta,mais ela não deixa a desejar,as capas,não mostram nem metade do quanto esse livro é demais,leia leia e leia,vc não vai se arrepender <3

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    3. Gostei do post e concordo com oq disse td depende da criaçao q se tem e axo q isso tb se aplica ao clarkson q ele so era daquele jeito pelos pessimos pais q o rodiavam

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  3. Amei o post e concordo com tudo! Eu estou no time que gostou da Eadlyn, o problema maior dela era que ela nasceu em um conto de fadas e estava no escuro em relação a Seleção e o lado de fora do reino.
    A Seleção não vai servir para ela apenas para conseguir um marido e sim acordar para a vida e saber exatamente como ela é.

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  4. Concordo plenamente.
    No começo fiquei com o pé a trás com a Eady, pois a achei muito fútil, mas no decorrer do livro fui entendendo suas atitudes.
    Gostei do fato de que ela é diferente da América e tem uma personalidade mais complexa, isso torna o livro muito interessante pois você tenta entender as contradições da personagem. E meu Deus! Pela primeira vez não sei pra quem torcer na seleção rs

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  5. Não li nenhum livros da coleção. Pelo que tinha visto antes através de comentários, o quarto livro estragou a história. Na minha cabeça, eu imaginava ler somente os três primeiros e ignorar essa continuação. Mas você conseguiu me fazer ver a coisa de maneira diferente. A princesa Eadlyn me lembrou também uma espécie de Buda na questão de sua educação, pois o mesmo também foi privado de sofrimentos.
    Gostei muito de seu post!
    http://filosofodoslivros.blogspot.com.br/

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    1. Sério, leia não vai se arrepender.

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  6. Amei tudo que você escreveu Mi! Concordo plenamente~ Eu gostei da princesa, de verdade =)

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  7. Concordo com o que você diz, mas continuo a não gostar dela, fiquei o livro inteiro esperando que a guria tomasse consciência de como ela era mimada e não ligava pro povo, e quando eu finalmente vi algo assim o livro acaba, fiquei mais do que indignada e me decepcionei com o livro. Eu imaginava ela bem diferente, pensava que ela seria teimosa (como ela é), mas que seria rebelde e ia querer sair do castelo e conhecer o mundo fora. Eu até entendo, pelo modo que ela foi criada, mas os irmãos dela são pessoas legais e eu queria que ela fosse uma pessoa melhor, então eu espero que no próximo livro algo desses meninos coloque juízo na cabeça dela e que ela veja com os próprios olhos como é o mundo la fora, e além disso, que quando ela vire rainha a primeira coisa que ela faça não seja colocar uma piscina no castelo!

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  8. Seu post foi o grande incentivo para que eu comprasse a serie "A Seleção": https://www.youtube.com/watch?v=nVgCpgIMOvQ

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  9. Oi Mirelle, tudo bem?
    Ainda estou lendo o livro A Herdeira, e decidi vir da ruma olhada sobre opiniões das pessoas quando a Eadlyn, já que mesmo antes de ler o livro eu havia lido muitos spoilers e resenhas sobre ele, e via que havia muitas pessoas que o amavam ou o odiavam, e quis ver se entendia melhor o motivo.
    Eu em particular preferi os livros coma America, que por algum motivo que senti que fluíram bem melhor que este, mas mesmo assim gostei.
    Quanto a Eadlyn, concordo bastante com tudo o que você falou, tirando que não a acho parecida com a Amberlyn, ou com o Clarkson ( estou falando na personalidade, na aparência ela mesmo diz que lembra a avó), e como citado é só observar no livro que ele nos mostra a vida dela, praticamente justifica toda a personalidade. Ela teve que aprender a ser assim desde pequena, sempre foi exigida.
    Falam muito do Ahren, do Kaden, e do Osten, mostrando as diferenças que existem entre eles e a Eadlyn, mesmo eles tendo sido criado juntos, mas ninguém repara o que a Eadlyn fala o tempo todo, de como ela sempre foi a forçada a ter responsabilidades, enquanto os meninos mesmo aidna tenod o peso da monarquia, nunca tiveram a pressão e exigências de ser um futuro herdeiro,então criou a barreira em volta de si para se proteger.
    Todos queriam uma nova America, mas diferente disso a Kierra nos deu a poderosa Eadlyn Schreave, o que surpreendeu todos.
    E claro ela de fato é um personagem como você citou bem complexa, o que acho muito interessante, mas ela não causa identificação com a maioria dos leitores(eu que me identifiquei um pouco, ainda acho raro isso) logo de cara, diferente da America, já que vive em um mundo que dificilmente quem lé o livro também vive, e tem essa personalidade moldada por este mundo, enquanto a America era creio que causava logo empatia com você.
    Ah, e tenho uma pergunta para você: Com quem acha que a Eadlyn deve ficar, ou então acha que ela deve ficar com alguém?
    Eu em particular acho que ela não deveria ficar com ninguém(pena que acho que pelo o que vi da Kierra isso é quase impossível), porque o que vejo nela é uma personagem que precisa corrigir seus erros, e acordar para o mundo e as pessoas ao seu redor, e não de um amor. Ela tem que se achar, para depois alguma vez achar um amor. No próximo livro, acho que deveria mostra rum evolução dela, começando a olhar ao seu redor, e se preocupar um pouco com as pessoas, as suas necessidade e etc, além de ver que ela não precisa o tempo todo se afastar do mundo, e pode se mostra rum pouco mais, tirando essas armadura que ela veste, e dizendo que sim uma hora ela pode acha rum amo, mas que ali não séria o momento. Não a vejo como alguém que precisa de amor, mas alguém que precisa ver que pode haver amor, carinho e mais coisas do tipo no mundo.
    Fora que eu vi pretendentes e acho que ninguém ali combina com ela de fato. A relação dela com os garotos parede algo mais para mostrar o quanto ela não sabe lidar com isso, de paquera, e etc. Acho que deveria mostrar ela melhorando nisso, e não necessariamente se apaixonando perdidamente ( pra me convencer disso tem que acontecer realmente alguma coisa muito boa).
    Os meninos em si, eu não vejo nenhum que combine com ela. Vejo que podem ser amigos sei lá, mas tirando isso nada.
    O Kile ainda acho que é o que chega mais perto, porém vejo ali é atração, entre dois jovens com genes a flor da pele e não algo que dure.

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  10. Concordo com você, acho que ela é uma personagem complexa, nem ela mesma se conhece direito. E no fundo, tem a teimosia e a personalidade forte da mãe. Afinal nunca saberemos como a América seria se tivesse sido criada como princesa, né? O que sabemos é que quando ela enfiava uma coisa na cabeça, ninguém tirava e quase perdeu o Maxon por isso. Então acho a história bem fundamentada nesse sentido. E sim, prefiro princesas como ela do que as da Disney. Até porque se ela fosse perfeita e não tivesse que evoluir e crescer durante os livros, não teria história né gente?

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  11. Olá!!!!
    Amei suas palavras, concordo plenamente com você.
    Tanto que desde que terminei de ler, eu mesma percebi que sou bem parecida com a Eadlyn pois mesmo ela sento marrenta, mimada e muitas outras coisas acho que ela é perfeita.
    Bom mas tenho uma critica sobre o livro:
    acho que a Kieras Cass poderia ter concluído, dito como ficou a América, se ela morreu, ficou em coma ou se recuperou.A autora poderia ter escrito se Eadlyn perdoou seu irmão por ter se casado com Camille. E a pergunta que mais faltou ser respondida Eadlyn terminou mesmo a Seleção? Ela ficou com quem? Depois de quanto tempo ela se tornou rainha? Qual sera que foram os garotos da Elite?
    Só sei que essas perguntas me matam!Do fundo do meu coração eu gostaria de saber pelo menos se a América ficou bem, pois nutri um amor por essa personagem no livro A Herdeira mais que nutri em os outro 3 livro. parece loucura mas é a pura verdade. A América pode não ter aparecido muito mas depois de saber que ela teve um infarto fiquei arrasada.
    Tomará que Kiera Cass escreva mais outro livro para saber como terminou pois se não acho que poderei entrar em depressão seriamente. Pois A América não pode morrer!!!! Ela mudou minha vida! E Eadlyn me mostrou que sou e quem serei, e seu irmão Ahren disse que podemos ser duras e sermos femininas e isso eu concordo.

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    1. Querida, essas dúvidas todas que ficaram em aberto são propositais. Kiera dividiu o livro de Eadlyn em dois e ano que vem o quinto livro da série será lançado, finalizando a história. Beijos

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    2. acho que o seu ponto de vista foi bem promissor, mas tem muitas outras coisas que poderia ter colocado, ela é uma pessoa que tem certaza do que quer e não tem medo de enfrentar as pessoas parta conseguir, e ele tem um carater excepcional, nao tenta mudar para agradar as pessoas, ou seja, você gosta dela, otimo mas se nao, ela nao vai mudar para te agradar

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  12. Adorei sua visão sobre a princesa Eadlyn! Assim como vc me apaixonei pela personagem desde o começo, poia vi algumas características dela em mim e isso acabou fazendo com que me desse bem com ela logo de cara! Ao longo do livro eu via a evolução dela, coisa essencial para uma personagem e embora muitos discordem, ela mudou muito durante a jornada, e admiro isso principalmente, porque não há coisa mais difícil do que mudar seu jeito de ser... Enfim Eadlyn ganhou meu coração, talvez até mais que America, espero pelo outro livro ansiosamente!

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  13. Oiii amei seu ponto de vista e faço suas palavras as minhas America+Clarkson=Eadlyn kkkk
    Eu adoro personagens marrentos ser transformados ao longo da trama. Eles se tornam vulneráveis, amadurecem e vivem um amor, mesmo com tantas barreiras. Eu gostei menos da América e mais da Eadlyn, porque no fim, o único coração que sai machucado é o seu... ja América, ficou jogando e a situação em si fez a escolha pra ela. Bj
    quatroestacoes.blog.br

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  14. Arrasou!A Eady é pft,mesmo com esse jeitinho marrento dela! <3

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  15. Li a Seleção e achei horroroso! Um dos piores livros q já li (talvez seja pela minha idade e de ter sido traída pela grande perspectiva q pus sobre o livro). Tanto é q o coloquei em uma estante de desapego assim q acabei de ler mas (o mas) escolhendo livros pra dar de presente, me deparei com A Herdeira e qdo li q se tratava da continuação, comprei pra saber o fim da história. Acabei de ler, e me frustrei mais uma vez. E então, a Rainha América morre ou não morre? Quem será o Escolhido de Eady? 42 anos e curiosa como uma garotinha...

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  16. Vou ser sincera:você resumiu tudo o que eu senti ao ler A Herdeira.As pessoas não entendem exatamente que, a "culpa" da Eady ser assim é um pouco do Max e da Meri(tão intima dos personagens que pode usar os apelidos).Um hora no livro ela diz pra eles que eles poderiam ter contado o que aconteceu na ultima Seleção, que isso a ajudaria a evitar algumas experiencias indesejadas.
    Eles não pensaram que, se contassem o que aconteceu, poderiam deixar ela pronta pra não cometer os mesmos erros.E outra:acho que esse negócio de esconder a história dos dois da Eady pode ser comparada ao Clarkson escondendo a verdadeira história de Illéa.
    Não,o Maxon e a América não tinham como saber que isso acarretaria essa consequências no minimo desastrosas, mas se fosse diferente.NÃO SOU A FAVOR DE FICAR JULGANDO UM PERSONAGEM SEM ANTES CONHECER TODOS OS MOTIVOS DELE!!

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  17. Sou fã da Eadlyn também, mesmo com defeitos, ela é um exemplo pras meninas, pois sempre afirmava que não precisava de um homem pra ser completa.
    E mais pro fim do livro eu entendo que ela percebeu que mesmo se apaixonando por um dos selecionados, isso não mudaria o fato dela continuar sendo uma mulher forte e independente.

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  18. Adorei sua opinião, mas pena que o último livro só sera lançado ano que vem. Estou morrendo de curiosidade para saber com quem ela vai se casar. Torço para que seja o Kile. Sei la, para mim parece que nos momentos em que está com ele esquece todas as suas procupações. Acho isso muito interessante. Mirelle para quem voce torce? Por que? Tambem queria comentar que quando comecei a ler o livro achei a Eadlyn muito mimada e fútil. Mas depois que li o livro entendi seus medos e preocupações e passei a amá-la. Quero logo que lancem o proximo volume. Mal posso esperar.

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  19. SUPER comentado esse post! Maravilhosoooooooo S2

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  20. para ser sincera de primeira não gostei dela. Acho que ninguém gostou, mais depois que conheci melhor a personagem eu amei. Ela foi criada no seu mundinho perfeito. Só conhecendo o lado bom da vida, com todas as suas vontades sendo feitas e respeitadas.
    Ate a seleção, onde ela tem que abrir mão de mais uma parte da sua vida para o povo, como fez a vida toda. Ela e em si uma pessoa boa. So que tem muita pressão em cima dela, as pessoas estão sempre querendo e exigindo mais dela do que ela - por ela ser mulher - do que ela pode dar, ela não sabe lidar com certas coisa e se julgar superior aos outros por isso, mais ela foi criada ouvindo que ela superior, o que mais as pessoas esperam?
    Ela e forte e guerreira, e sempre quer fazer o melhor, da maneira que ela julga ser certo, o que na verdade é só que na cabeça dela que não conhece o mundo como ele realmente e.
    A historia dela e ainda mais emocionante pelo fato de não ter tao previsível como normalmente as historias são. E o que mais gosto dela e por ela ser diferente, as pessoas estão acostumadas com princesas bobas, meigas e apaixonadas. Mais ela não, ela e forte, e determinada e luta pelo que ela quer, e se ela quer ela vai ate o fim.
    A relação dela com o irmão como disse também e uma coisa gostosa de ser vê, a compreensão e o amor e a união entre eles e muito linda.
    E para ser sincera não sei dizer quem eu admiro mais a Eadlyn ou a America??
    São duas personagens fortes, mais cada uma ao seu jeito. A meri como suas dividas. E a Eady com a pressao em cima dela...

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  21. Acabei de ler a herdeira, e estava morrendo de medo de não ter uma continuação, não porque amo a Eadlyn, mas porque quero um final. rs
    Realmente a personagem não é das mais amáveis, mas pra ser sincera nem sempre gostei da América, gostava mesmo era do Maxon, mas agora nesse último livro ele ficou tão estranho..
    Enfim, até hoje não sei o que acho dessa trilogia. Se amo, se odeio..
    Quer dizer, gosto de ler a história, mas nem tanto das personagens centrais.
    Preciso mesmo é de um final.

    PS: só espero que América não morra e Maxon fique com a srta. Brice.

    Ah, estou torcendo para o Erik.

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  22. Eu sempre adorei a Eady ela sempre foi forte e não acho que ela seja ruim por não querer se casar eu só acho que ela quer ser dona da própria vida já Ahren ele é sonhador demais quem vai pra França sem ao menos se despedir da mãe (que tem uma família com histórico de problemas cardíacos) se América morrer (não morra)eu culpo Ahren

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  23. Eu gostei muito do Maxon e da America pra chegar nesse livro e ver q eles "falharam" como pais... Eu to no comeco e ja vi q vao colocar a America pra escanteio... Minha impressão inicial

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  24. Nossaa a Eady faz aniversário 1 dia depois que o meu! Tô recebendo spoilers, muito ansiosa pra ler, ainda estou em A escolha kk logo logo chegarei lá..Espero mesmo que tenha o filme de A seleção

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