Resenha - As Presas

Resenha - As Presas
Sinopse: "Com a morte pairando sobre suas cabeças, Gene e os outros humanos precisam encontrar uma forma de sobreviver na Vastidão, uma área desértica e isolada, por tempo o bastante para escaparem dos predadores sedentos de sangue que os caçam obstinadamente na noite. Conforme a tênue linha entre inimigos e aliados se torna cada vez mais indistinta, uma coisa fica absolutamente clara: se quiser sobreviver, Gene precisará confiar em alguém além dele mesmo. Andrew Fukuda oferece aos leitores uma sequência de desdobramentos tão tensos e aterrorizantes quanto o primeiro livro da trilogia."

ALERTA! Esta resenha pode conter spoilers de A Caçada. Leiam por sua conta e risco!
 
Gene, Sissy, Epap, David, Jacob e Ben conseguiram escapar juntos do Instituto Eper, bem em meio a uma frenética caçada.

Milagrosamente, encontraram um barco atracado e seguiram o percurso do rio, em busca da "terra do leite e do mel", como o Cientista havia prometido. Mas a fuga não foi fácil. Um grupo de noturnos persistentes, ou suicidas, os acompanhou sempre que o sol se punha, esperançosos de conseguir devorá-los.

Depois de passar por inúmeros perigos, o grupo conseguiu chegar são e salvo à Missão, um refúgio de humanos que ficava em meio às montanhas, depois da Vastidão. Apesar de serem muito bem recebidos pelos anciãos e recuperarem suas forças, saúde e energia, Gene e Sissy notaram que havia algo de muito errado por lá.

Dúvidas começaram a surgir: de onde vinha tanta comida, para onde ia o trilho de trem, o que eram as marcas nos braços das meninas e, a principal pergunta de todas, se ali era a terra do leite e do mel, onde estava o Cientista?

Gene e os amigos vão aprender da pior forma que, uma vez nascido como presas, presas serão para o resto da vida. Será que existe uma forma de vencer os noturnos e se ver livre de uma vez por todas da ameaça que eles representam?

Querem saber o que vai acontecer? Então leiam!

***

Desde que soube do lançamento de As Presas, fiquei enlouquecida para pôr as minhas mãos no livro, afinal, o volume anterior terminou com um baita cliffhanger. Devorei a obra do início ao fim. Narrada em primeira pessoa, por Gene, a história conseguiu ser ainda mais frenética e cheia de ação do que o enredo anterior.

Aqui, diversas das nossas perguntas são respondidas, mas não satisfatoriamente. Me desagradou o fato de o autor ter deixado inúmeras pistas faltas durante o texto, me confundindo, e ter mudado o rumo da trama diversas vezes, deixando o desenvolvimento desgastante.

Naturalmente, com o desenrolar dos fatos, novos questionamentos surgem e isso nos mantém presos à história, ávidos por descobrir mais. Andrew não nos poupa nas cenas sanguinolentas, e nem se abala ao ferir ou matar personagens queridos, algo que aprecio.

Gostei de ver Gene mais maduro e seguro de si, e me afeiçoei demais à Sissy, que ganhou um destaque surpreendente no livro. O final foi digno de um filme "a la Tarantino", com muito sangue e fluídos corporais, e imaginar tudo o que estava sendo narrado me fez prender o fôlego e me esquecer do mundo lá fora.

Palmas para as reflexões levantadas sobre o quanto somos capazes de nos submeter e nos adaptar a um novo Governo opressor sem nem questionar, desde que as nossas necessidades mais básicas sejam atendidas e a nossa ignorância nos preserve de toda dor.

Fukuda também nos brindou com lindas lições sobre amizade e lealdade e me deixou incrivelmente emocionada na cena em que Gene disse que "iria até o fim do mundo" atrás do pai. Como vocês podem ver, apesar de pequeninos "poréns" que decidi relevar, eu amei a obra.

Se eu recomendo As Presas? Certamente que sim. Foi uma delícia rever queridos amigos, bancar a detetive, investigando e coletando provas junto com Gene e Sissy e me agarrando à esperança de um mundo melhor. Só sei que mal posso esperar para ler o desfecho da trilogia.

As Presas - Andrew Fukuda
Livro 02
Editora Intrínseca
325 páginas
Comprar: Saraiva

0 comentários

Postar um comentário