Papo de Sexta com Marina Carvalho - Falando sobre o livro Elena: A Filha da Princesa

Papo de Sexta com Marina Carvalho - Falando sobre o livro Elena: A Filha da Princesa
Às vésperas de lançar o quinto livro da minha carreira de escritora, muitas sensações me inundam: ansiedade (a número um), alegria, sentimento de realização, gratidão e, infelizmente, desapontamento (calma, prometo me explicar). 

Escrever uma história não é fácil. As pessoas podem pensar que o escritor recebe uma inspiração transcendental, que facilita o processo. Mas não. Para mim, é muito mais esforço, dedicação, pesquisas, planejamento, do que inspiração propriamente, o que também é essencial, claro. Uma história não nasce do nada, por geração espontânea. Não para mim, pelo menos. Eu me organizo para escrever, seja um artigo ou meus romances. O enredo é estruturado, trabalhado em minúcias, e só assim me sinto preparada para, enfim, pôr a mão na massa.

Escrevo desde os onze anos, por diversão. Estudei Jornalismo para aprimorar meu texto. E só me senti confortável para submeter meus escritos à apreciação de uma editora há pouquíssimo tempo, depois de finalizar SIMPLESMENTE ANA. Nunca pensei que a história cairia tão rápido no gosto do editor que a recebeu junto a centenas de outras, escritas por pessoas como eu, que se expressam por meio das palavras e desejam ser lidas.

Em certa ocasião, ele chegou a escrever num site sobre livros: 

“Fico feliz e orgulhoso de saber que aqueles originais que chegaram às minhas mãos entre centenas, talvez milhares de outros, escondiam uma jovem escritora brasileira de muito potencial.” – Odir Cunha

Esse reconhecimento me faz acreditar que não escrevo em vão, que, para algumas pessoas, meus textos são legais, interessantes, “líveis”. Essa é toda motivação de que preciso para prosseguir, para criar mais e mais formas de me expressar e entreter os leitores.

Em dois anos de carreira, posso me sentir privilegiada. Recebo tanto carinho de fãs, entusiastas da minha escrita, que chego a me questionar se tudo é realidade ou se ando vivendo num sonho eterno. Por isso sou tão grata, de verdade.

Por meus leitores, escrevi as duas continuações da série “Ana”. Toda a energia que eu precisava para alongar uma história que, a princípio, acabaria no primeiro livro, veio deles. Se DE REPENTE, ANA foi um desafio e tanto, afinal, eu precisava complicar a vida da minha protagonista, já ajeitada no fim de SA, para encontrar um mote para o enredo, ELENA representa minha superação de barreiras.

Eu tive que me reinventar para desenvolver a história da filha da princesa Ana, uma vez que resolvi sair um pouco do meu conforto, ou seja, todo o drama que evitei nos outros livros está presente neste. ELENA é intenso, problemático, cheio de personagens conflituosos em busca de redenção. Deu trabalho, viu? Mas eu curti cada momento, cada palavra usada no texto.

Por sorte, contei com ajudas preciosas: minha amiga (e eterna alfa) Glauciane, além da querida Mirelle Candeloro, que, dessa vez, participou de todo o processo, desde as discussões para calibrar o enredo, até o acompanhamento da escrita da história. Não fossem suas opiniões valiosas, talvez eu não tivesse superado o grande desafio – e o medo de não conseguir encontrar o tom da obra.

Assim, a ansiedade é natural. O livro está pronto, no jeito de chegar às mãos dos leitores. Hora de encarar o resultado de tanto trabalho.

Hoje consigo lidar bem com as críticas. Filtro as opiniões bem sustentadas e é por elas que calibro meu estilo. O que não se respalda por argumentos bem construídos é descartado. Não sofro. Aprendi com o titio Nicholas (Sparks). :)

O motivo do meu desapontamento, mencionado lá no primeiro parágrafo, é outro. Não vou usar meias-palavras. A verdade é que existem pessoas interessadas em destruir um trabalho sério por puro prazer. No auge da minha alegria pela repercussão da divulgação da capa de ELENA, fui obrigada a conviver com falsas especulações, de gente tão desinformada que não sabe nem distinguir opinião de calúnia – o que é passível de medidas legais, inclusive.

Não escondo: fiquei ferida, sim. Numa terra onde a pirataria é justificada por uma legião que acredita que ler pdf de livro não é crime, não estranho ser acusada levianamente de plágio. Sim. Plágio. Devo ou não me sentir ultrajada? Felizmente os fatos estão a meu favor. E a palavra de uma advogada resolveu a questão. Fim de papo.

Minha alegria é a certeza de que faço tudo com seriedade. Ah, e claro: o apoio e a confiança dos leitores fazem toda a diferença.

Antes de terminar, quero deixar registrado: NINGUÉM é obrigado a gostar do trabalho das pessoas. Críticas negativas são bem-vindas. Alegar falsidades que é imperdoável. Isso é crime.

Espero não ter cansado vocês com esse primeiro texto para a coluna no blog Recanto da Mi, que tão gentilmente me convidou para fazer parte desse trabalho tão bacana que ela faz em prol da literatura.

Escreverei sempre por aqui e adianto: não sou de amenizar as coisas. Quando o gênero é artigo de opinião, realmente falo o que penso (mas sustento com dados e fatos).

Deixo aqui o meu abraço e os agradecimentos pela oportunidade de me expressar. Tomara que tenham gostado.

Até a próxima!

5 comentários

  1. Ameeeei o texto, Marina!
    Parabéns pelo trabalho incrível que vem humildemente nos presenteando! ♥
    Estou adiando minha leitura do De repente, Ana!, justamente porque não quero que acabe, rsrs
    but now, teremos a Elena!!! \o/
    E relaxa, as críticas a acusações que vieram, são frutos do seu trabalho maravilhoso! Só é invejado aqueles que REALMENTE BRILHAM!!!
    Beijão,
    #SomosMarináticas <3

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  2. Primeiro dou os parabéns a Mi por ter convidado essa autora tão especial para dar sua opinião aqui.
    Adorei o texto e o desabafo da Marina. Adoro o trabalho dela e acompanho tudo, além disso ela é sempre tão atenciosa e querida com os leitores.

    Marina querida continue fazendo e sendo quem vc é, porque tenho certeza que tudo que vc merece chegará na hora certa. Deixe o recalcados de lado como vc já faz e continue deixando seus fãs / leitores felizes com suas lindas histórias!!!

    Desejo muitos sucesso, paz, amor, saúde e carinho para vc viu!!!
    Leituras, vida e paixões!!!!

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  3. Parabéns pela coluna, Marina! E para a Mirelle que cedeu esse espaço no blog. Vai ser ótimo acompanhar teus textos aqui, esse primeiro já ficou muito bom. Você é uma grande profissional, nós sabemos disso, não liga mesmo para essas mentiras sobre você e seu trabalho, e pode contar conosco no que precisar. ;)

    Autor de A PÁGINA CERTA
    www.laplacecavalcanti.com

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  4. adorei a capa, tem algo nela que acho chamativo, sensual na medida certa e também romântico ao mesmo tempo
    e que diva vc, tendo a colaboração da Marina, quem pode, pode
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  5. Seja bem-vinda, Marina.
    Obrigada por nos presentear com novidades a respeito de "Elena".
    Não vou puxar saco aqui, mas a verdade é sempre bem-vinda e você é uma das pessoas mais íntegras e humildes do meio literário que eu conheço.

    Parabéns pelas suas obras, li todas, e agora é esperar para conhecer a filha da princesa.
    Parabéns ao blog também, adorei.

    Beijos.

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