Semana Cinquenta Tons de Cinza - As polêmicas envolvendo o livro Cinquenta Tons de Cinza - Dia 5

As polêmicas envolvendo o livro Cinquenta Tons de Cinza
E aí pessoal, finalmente chegou o dia de debatermos sobre algumas das polêmicas e críticas envolvendo o livro Cinquenta Tons de Cinza, de E. L. James. Espero que vocês estejam gostando da Semana Especial e não se esqueçam de participar da super promoção que está rolando AQUI.

É inegável que quando uma obra se torna um fenômeno de vendas, também vira alvo das más línguas e daqueles que dão opiniões enfáticas, achando estar com a razão, sem nunca terem parado para ler a história.

Não podia ter acontecido diferente com Cinquenta Tons, que conquistou milhares de fãs no mundo todo, mas que também incomodou muita gente.

Antes de mais nada, é importante lembrar que todos temos direito a dar opinião sobre algo, porém, sempre de maneira respeitosa. Não sou fanática a ponto de rechaçar alguma consideração sobre a obra, desde que seja feita com conhecimento de causa. Achômetro por achômetro é dispensável por si só. Querem criticar, beleza, só realmente saibam do que vocês estão falando ;)

Dito isso, confiram alguns dos tópicos que separei para a gente debater hoje. E não esqueçam de deixarem as suas opiniões nos comentários!

VIRGEM AOS 21 ANOS:

Em primeiro lugar, não entendo por que algumas pessoas implicam tanto com isso. Infelizmente, fico triste em dizer que se fosse uma história sobre uma menina que perdeu a virgindade aos 13 anos, numa sociedade altamente sexualizada e vulgarizada como a nossa, a grande maioria não acharia estranho ou surreal.

Não se esqueçam de que Bella também era virgem aos 18 anos. Mas vocês vão me dizer: "Mas Mirelle, a Ana tinha 21 anos e não 18." E eu respondo para vocês: Sim gente, por um motivo bem óbvio, lembrem-se de que nos Estados Unidos a maioridade civil adquire-se aos 21, e não aos 18 anos como no Brasil. 

Pensem em como seria colocar uma personagem "menor de idade" sendo seduzida por um cara mais velho e ainda por cima persuadida a assinar um contrato de submissão? Oi? Acho que isso sim seria um grande motivo para críticas, porque seria um exemplo no mínimo duvidoso a se propagar, caso James optasse por esse caminho, não acham? 

PROSTITUTA DE LUXO:

Algumas pessoas insistem em dizer que Ana, na verdade, não passava de uma prostituta de luxo que vendia o seu corpo em troca de "presentes". Ok, não culpo quem pensa isso quando a própria Ana se questionava a respeito. Por mais que o Christian insistisse em dizer que os gastos que tinha com ela faziam parte do contrato de submissão, Ana se sentia mal com os presentes que ganhava e diversas vezes referiu-se a si mesma no texto como "prostituta".

Entretanto, cabem aqui três análises:

1. Para quem não sabe, a definição de prostituta é "alguém que troca favores sexuais por dinheiro". Ana não era paga e nunca fez troca nenhuma. No fundo, uma das coisas que ela sempre quis, foi satisfazer Christian sexualmente, e ela se sentia muito poderosa quando conseguia. Ademais, ela relutou diversas vezes, quando presenteada, dizendo que não queria aceitar os mimos comprados. Porém, como convencer Christian do contrário? A maneira que ela encontrou foi dizendo que aceitaria tais objetos apenas como um empréstimo.

2. Quem está acompanhando a Semana Especial, sabe que Cinquenta Tons é uma fanfic de Crepúsculo, portanto, James utilizou a mesma base da história de Meyer e a mesma composição dos personagens para escrever a sua. Vocês se recordam de que Edward o tempo todo queria gastar com Bella, não só pagando jantares, como comprando coisas para ela? De mesmo modo que Christian, ele dizia que tinha muito dinheiro e que era um prazer comprar coisas para Bella, algo que ofendia a moça. Se não se lembram, Edward também deu várias coisas para a jovem, inclusive dois carros, um quando noivaram e outro quando casaram, e alguém disse algo a respeito, alguém reclamou? Hum, não que eu me recorde.

3. Não consigo entender qual é o motivo de tanta crítica. Qual o problema de uma mulher viver às custas do marido/namorado? Isso ofende as feministas? Ou dá a impressão de que estamos retrocedendo na sociedade? O jeito que cada um vive não diz respeito a gente e não temos o direito de julgar a sistemática de um casal. O problema que percebo é que muitas pessoas se sentem ofendidas de serem sustentadas por outrem, independente de serem homens ou mulheres, como se isso as taxasse como incompetentes ou incapazes de proverem a si mesmas. Vamos deixar uma coisa bem clara? Não é apenas o sucesso profissional ou os ganhos financeiros de uma pessoa que a definem ou que determinam o quanto ela trabalha ou o quanto é boa em determinada área. Por mais retrógrado que possa parecer para alguns, tenho visto um movimento silencioso de mulheres que estão abandonando seus empregos para se dedicarem exclusivamente ao lar e aos filhos e, consequentemente, passam a ser sustentadas e presenteadas pelos maridos. Sinceramente, acho ótimo, desde que seja uma escolha consciente e advinda da mulher. Cada vez mais acho que se as mulheres e maridos tivessem mais tempo um para o outro e também para os filhos, teríamos a capacidade de viver numa sociedade com relacionamentos mais saudáveis e crianças mais humanas.

MULHER GOSTA DE APANHAR:

É gente, acreditem, eu cansei de ouvir piadinhas de quem lê e gosta de Cinquenta Tons é porque gosta de apanhar. Triste, né?

Deixe-me explicar algumas coisas. Em momento algum do livro a Ana apanha! Ela levou surras de Christian? Sim. Foi chicoteada? Sim. Amordaçada? Sim. Mas tudo isso fez parte de experiências envolvendo o BDSM, um estilo de vida para o qual Christian a apresentou. Quem conhece um pouco de BDSM sabe que isto é muito comum entre os praticantes. O intuito nunca é machucar ou deixar ferimentos no submisso, seja ele homem ou mulher. Justamente por isso que são utilizadas palavras de segurança e limites rígidos, em que o submisso deixa claro o que não topa fazer.

As pessoas, principalmente as desinformadas, costumam virar a cara para o BDSM taxando-o como algo errado ou nojento. Não podemos discutir as preferências sexuais de cada um, muito menos o que fazem dentro de quatro paredes.

Infelizmente, alguns não compreenderam o teor da obra e misturaram as coisas, como foi o caso de Claire Philipson que, em 2012, liderou um movimento para queimar os livros do Cinquenta Tons de Cinza alegando se tratar de um "manual de instrução para tortura sexual."

"Ao “Guardian”, Claire afirma que o livro se trata de violência doméstica. “Ele pega alguém menos poderoso e menos experiente, não muito confiante na área que está sendo introduzida e conta uma historinha. Depois, ele começa a fazer coisas sexuais horríveis com ela. Aos poucos ele muda os limites dela, normalizando a violência. É a mitologia de que mulheres gostam de se machucar." (...) Você tem que se livrar dos Christians Greys do mundo.” Fonte.

Christian Grey fez coisas sexuais "horríveis" com a Ana? Mas, gente, ela gostou! Sim, porque achou sexualmente prazeroso. E sim, ficou completamente confusa com isso porque nunca imaginou que pudesse gostar. Porém, ainda assim, ela tinha medo de que pudesse se machucar porque tudo era novo para ela e, ao pedir para testar os seus próprios limites de dor, decidiu que era algo que ela não queria mais fazer, e Grey respeitou. Porque no fundo, o que as pessoas não entendem, é que quem tinha o poder na relação BDSM era a própria Ana. Ela é que delimitava até onde Grey podia ir, o que podia fazer e quando era a hora de parar. E ele nunca, absolutamente nunca, a forçou do contrário ou faltou com respeito em relação a ela.

APOLOGIA À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA:

Preciso começar dizendo que eu JAMAIS apoiariam um livro que fizesse apologia à violência doméstica.

Sei que esta obra foi muito mal vista entre as ativistas  que auxiliam mulheres que sofrem de violência doméstica na época do lançamento, em 2012, e até entendo alguns dos motivos, apesar de não concordar.

O maior medo delas é que meninas de 13 e 14 anos, ao ouvir adultas elogiando a publicação, acreditem que as “coisas sexuais horríveis” que Christian faz com Anastasia são normais e que a “mensagem subliminar” contida no livro reflita a clássica narrativa da violência doméstica, de que “você pode curar esse homem desanimado, que se você amá-lo o suficiente e aguentar os problemas dele, ele vai melhorar”. “Essa mensagem é tão perigosa”, segundo Claire. Fonte.

Primeiro, vamos deixar uma coisa bem clara, principalmente para os jovens que estão nos lendo. O relacionamento de Ana e Christian não é saudável! Pelo menos não no primeiro livro. Por quê? Por que Christian é dominador e praticante de BDSM? Longe disso! Como disse, tais opções representam um estilo de vida e são muito particulares, não dizendo respeito a ninguém além deles.

O problema entre Christian e Ana, de mesmo modo que vejo entre Travis e Abby, de Belo Desastre, é que o relacionamento deles ali apresentado beira ao doentio. Acreditem em mim, não é nada agradável ter um namorado ciumento, muito menos obsessivo-possessivo. É de deixar qualquer pessoa em frangalhos, sempre no limite da emoção e da insanidade. Nesse sentido, meninas, não almejem namorados que as façam sofrer, o mesmo vale para os garotos. Entretanto, acho injusto julgar uma trilogia, como é o caso de Cinquenta Tons, apenas pelo primeiro volume. Quem não leu os outros não tem ideia do quanto Christian tentou mudar e ser uma pessoa melhor para Ana até chegar ao ponto deles amadurecerem e encontrarem um equilíbrio na união.

Ademais, não considero pernicioso as pessoas acreditarem que é possível ajudar alguém a melhorar através do amor. Acho essa premissa não só válida, como possível, desde que a própria pessoa que esteja precisando de ajuda se permita mudar. Porque, sinceramente, todos deviam saber que o amor por si só não tem força suficiente para curar nada. Ele é apenas um alicerce forte para o outro se apoiar e ir em busca de novos caminhos.

Eu achava que tal polêmica tinha ficado no passado, abafada por repercussões que não deram muito certo por falta de embasamento, mas, eis que me deparo com uma notícia fresquinha, publicada essa semana, falando sobre um movimento criado para boicotar o lançamento do filme.

Várias ativistas se juntaram numa campanha no facebook pedindo para que as pessoas não vejam o filme Cinquenta Tons de Cinza no cinema e que peguem o dinheiro que gastariam nos ingressos e doem para as organizações que prestam suporte às vítimas de violência doméstica e sexual. Fonte.

Gente, acho super válida a ideia de apoiarmos essas causas e, em momento algum estou minimizando este assunto tão sério e de tanta importância. Só realmente não consigo entender a correlação entre ele, o livro e o filme.

DE VOLTA À IDADE DA PEDRA: A SUBMISSÃO FEMININA:

Por que tantas pessoas, principalmente feministas, se revoltaram com a ideia de submissão apresentada no livro? Pelo que entendo, minimamente, a respeito do feminismo, ele não devia justamente apoiar a livre escolha feita pela mulher a respeito do seu próprio corpo e do que fazer sobre a sua vida? E se ela quiser ser submissa, não pode? Terá que ser convencida do contrário e ser forçada a entender o quanto isso prejudica os direitos conquistados pelas mulheres? Sério isso?

Para começo de conversa, por mais que Ana tenha tentado ser submissa ao Grey, e olha que ela tentou, no fim ela não conseguiu. Isso ficou claro para ambos. No início, Christian achava que estava em frente a uma submissa nata, tendo em vista de que Ana só se referia a ele como "senhor" e não o olhava nos olhos. Se ele soubesse o quão rebelde e cheia de ideias próprias ela era, sem contar o fato de que ainda era virgem, Grey não teria corrido atrás dela. O curioso é que foram justamente estas características que o fizeram se apaixonar por Ana. Ela desafiava Grey e não aceitava suas condições sem pensar, ponderar e remoer infinitamente. Tanto é que Christian deixou claro que, no fundo, não queria que ela mudasse e propôs que Ana se mantivesse submissa apenas na cama.

Mas por que isso? Porque lembrem-se, numa relação de BDSM, é normal que haja um dominador e um submisso, papéis estes que foram representados por Grey e Ana, respectivamente.

Ok, vocês ainda podem estar virando a cara para esse conceito, mas parem para pensar: em todos os aspectos da nossa vida existem serem dominantes e submissos, a começar pelos nossos pais, que exercem controle sobre as nossas vidas desde que nós somos pequenos. Depois, quando adultos, nos tornamos submissos no trabalho, cumprindo ordens e obedecendo aos nossos chefes. Porém, isso parece não assustar nem repudiar ninguém. Curioso, né?! Então por que  a submissão de Ana, que nem é tão frequente assim, incomoda?

Termino este tópico citando uma frase que adorei e que encontrei no Blog Trilogia Cinquenta Tons de Cinza:

Elas não leram o livro. Acham que Anastasia é passiva. Ela é que domina aos poucos. Ela é virgem de corpo, mas Christian é virgem de alma”. 

SURGIMENTO DO FENÔMENO DO "PORNÔ PARA MAMÃES": 

Acho essa expressão, quando utilizada de maneira pejorativa, tão ofensiva! Sério, é revoltante.

Será que as pessoas não percebem o quanto este fenômeno de publicação foi importante? Depois que Cinquenta Tons virou moda, muitas mulheres deixaram de ter vergonha não só de dizer que gostaram do livro, como de comprá-lo e de lê-lo em público. Muitas passaram a falar sobre sexo sem pudor, e outras tantas decidiram botar algumas técnicas em prática, apimentando a sua vida sexual.

Não me venham dizer que deveria ser assim sempre, porque não é. As mulheres ainda sofrem muito preconceito em relação a sua sexualidade. Quando vestem roupas provocativas e ficam com diversos homens, sem comprometimento, são taxadas e mal vistas. Outras tantas foram criadas de maneira conservadora, têm vergonha dos seus próprios corpos e nem conseguem dizer para os seus companheiros o que lhes dá prazer na cama.

Erika disse, em entrevista para o The Guardian, que muitas mulheres passaram a procurá-la dizendo que amaram Christian Grey e que "seus maridos agradeciam", o que não deixa de ser um sinônimo para "obrigada por esquentar a minha vida sexual/conjugal". Mas não foi só isso. James mencionou outros e-mails que recebeu e que falavam sobre mulheres que foram abusadas quando crianças e que por isso não gostavam de sexo, mas que, por causa dos livros, conseguiram se libertar. Houve também o caso de um marido que descobriu um nódulo no seio da mulher ao tentar brincar com os clips de mamilo. Resultado, a esposa foi atrás de tratamento, porém precisou se submeter a uma mastectomia.

Outra coisa que não lembram, antes de criticar a obra, é que Cinquenta Tons de Cinza, assim como Crepúsculo, foram responsáveis por introduzirem muita gente no mundo da leitura. Pessoas que nunca tiveram o hábito de ler, ou outras que fazia anos que não liam, se viram seduzidas pelo universo erótico de Cinquenta Tons e foram em busca de outras histórias para se entreter.

Independente do que dizem de Cinquenta Tons e de como o taxam, sempre acho que livro é livro. Sou contra o preconceito literário que tende a rotular as obras, separando-as em literatura e sub literatura. Acho que sempre somos capazes de aprender algo com o que lemos e que todas as histórias podem vir a nos agregar alguma coisa, seja enriquecendo nosso vocabulário ou nos dando exemplos de vida.

Portanto, antes de criticarem algo que possa não ter servido para vocês, pensem no quanto determinado livro pode ter feito algum bem para outra pessoa.

POR QUE AS MULHERES GOSTAM TANTO DE CINQUENTA TONS DE CINZA?

Gostaria de terminar esse post tentando entender por que as mulheres gostam tanto de Cinquenta Tons e de Christian Grey. Não posso falar pelos outros (vocês terão que deixar suas opiniões nos comentários), só posso falar por mim mesma e digo o seguinte: O que mais me interessou nas obras de E. L. James foi a história de amor por trás do sexo.

Grey é sim o tipo de homem que muitas mulheres desejam. Ele pode ter defeitos? Sim, mas todos temos. Acontece que Christian também possui características que estão muito escassas no mercado masculino: ele cobre Anastasia de carinho e atenção e coloca suas prioridades acima das dele. Que mulher não sonha em ser tratada com devoção por seu homem? Justamente por isso que digo que, na real, é Ana quem sempre esteve no poder.

Ademais, fiquei tão tocada com a perspectiva de duas pessoas tão diferentes se amarem e fazerem de tudo para esse amor dar certo! Christian vai até o inferno para expiar suas culpas e ser digno do amor de Ana. Ela, por sua vez, despe-se de preconceitos e se esforça para conciliar seus desejos com os dele.

Na minha opinião, amor verdadeiro não é aquele perfeito e sem problemas, mas sim, aquele que consegue superar qualquer batalha.

E vocês, o que acham disso tudo?

E para os fãs que estão fazendo contagem regressiva para ver o Sr. Grey nos cinemas, voltem amanhã, porque descobriremos juntos todas as curiosidades envolvendo os bastidores da adaptação cinematográfica de Cinquenta Tons.

13 comentários

  1. Assuntos polêmicos são o que não faltam nessa obra, não é?!?!
    Mi, a minha humilde opinião é que, hoje em dia, tudo é motivo para se tornar "politicamente incorreto". Tudo bem que, algumas vezes, as pessoas exageram no tipo de brincadeira e/ou na maneira com a qual expõem suas opiniões, mas chegamos a um ponto em que não se pode falar nada, nem brincar com nada. Ainda não tive oportunidade de ler o livro, mas em nada eu acho que faz apologia à violência doméstica ou coisa parecida. O livro aborda uma modalidade/estilo de vida na hora do sexo, e não na hora em que o companheiro chega em casa bêbado e/ou drogado em casa e mete o sarrafo na companheira. Isso sim é crime! Enfim, esse livro é mais polêmico do que mamilos. kkkkkkkk

    @_Dom_Dom

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  2. Cinquenta tons foi uma das obras que tiveram mais polêmicas e eu realmente não entendo de onde as pessoas tiram tanta polêmica assim. Eu li o livro sem nem saber a sinopse, sabia malmente do que se tratava e fiquei apaixonada depois que li, o meu ponto positivo foi isso porque eu não julguei a obra, eu simplesmente enxerguei o amor por trás de todo o sexo como você disse. O problemas dessas pessoas que criaram essa diversas polêmicas que você citou é que elas não virão além do sexo, ficaram retidas nele pelo fato de algumas cenas serem meio chocantes e a sociedade ainda trata o sexo como um tabu, ter essas cenas descritas fazem as pessoas imaginar coisas que não queriam então elas acham que isso está errado. Tudo é simplesmente uma questão de como você interpreta a história contada em qualquer livro que você lê.
    Adorei esse post Mi!
    Beijos 😘

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  3. Olha... Concordo com tudo que você falou aqui. Menina, esse post está demais. E realmente concordo contigo sobre porque as mulheres amam esse homem. Quem não gostaria de ter um assim. Eu daria tudo pra ter um. Pena só existir em livros. Amei muito seus comentários.
    Beijos.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Nossa, não conhecia todas essas acusações a respeito da trama criada pela E.L.James. Primeiramente, parabéns pela análise crítica dessas polêmicas porque o texto ficou simplesmente um arraso. Só sinto pela sua mão que deve estar mergulhada em um balde de gelo depois de tanto digitar. Mas alguns pontos me chamaram demais a atenção, sabe? Um deles é a afirmação de que Anastasia faz o papel de uma prostituta de luxo. Não sei em qual livro viram isso. Porque a personagem é formada, trabalha para pagar os seus próprios empréstimos estudantis e jamais cogitou abandonar nenhum desses projetos. Jamais pediu nada em troca pelo relacionamento dos dois. Ela ganha presentes? Sim. É extremamente mimada e cuidada por um homem que é profundamente apaixonado e protetor com a mulher que ama. Podiam ser flores e bombons, mas estamos falando de um milionário que quer vê-la bonita e dirigindo um carro seguro e confortável. O Christian dá o que dá porque ele pode (palavras dele) e porque quer. Não há problema nenhum em nada disso. Às vezes parece que a sociedade bombardeia tanto uma imagem de mulher que se cuida sozinha, que algumas tomam como ofensa pessoal qualquer estilo de vida diferente. Quanto à violência doméstica, acho igualmente infundado. É normal que a prática cause estranheza (eu mesma não consigo sequer me imaginar), mas é preciso dizer que tudo descrito no livro é absolutamente consensual. Mesmo as coisas que a Ana experimentou e decidiu que jamais quer fazer novamente. Nada é feito com intuito de agredir e ambos sentem prazer nisso. É uma prática sexual e não significa que a mulher está apanhando de um psicótico pelos cantos da casa, amarrada a uma vida que a faz infeliz. O Christian jamais expõe a ana a qualquer perigo ou ato que ela não queira.Complicado comentar tudo, porque acabaria sendo outro texto. Mas penso que boa parte das polêmicas são frutos de uma má interpretação. Tanto do livro quanto do papel da mulher hoje em dia

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  6. Mi amei o post, simplesmente concordo com cada virgula que você colocou, muitas mulheres estão distorcendo a verdadeira luta das feministas, e sempre que converso com alguém sobre 50 Tons falo sobre a evolução do relacionamento entre Ana e Grey como o amor deles sobreviveu e se fortaleceu com as diferenças e os traumas que ambos sofreram.

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  7. Oi mi tudo bem? Que texto maravilhoso.
    Quando vc disse que muitas pessoas passaram a ler ou voltaram a ler depois de cinquenta tons de cinza, concordo plenamente, eu fui uma dessas pessoas, fazia tempo que não lia, li a saga crepúsculo e depois não li nada, ouvi falar sobre 50 tons depois de assistir uma entrevista do ator Ian Somerhalder no talk show da Chelsea Lately em 2012, na entrevista ela fala do livro e da possibilidade de Ian interpretar o Christian, fiquei curiosa e procurei o livro, os li seguidos, li não, os devorei, não tem como não se envolver com a historia, logico tem coisas que eu não gostei muito na escrita da autora, mas nada relacionado as cenas de sexo e a submissão, não vejo problema nenhum nisso, nunca pensei que um livro pudesse ser tão excitante, desculpe mas é a verdade, então depois de 50 tons não consegui mais parar de ler, procurei livros do mesmo gênero, depois fui mudando e hoje leio de erótico a clássicos, o leitor por se só amadurece no seu gosto literário, no meu caso meu amadurecimento literário foi a expansão dos gêneros que eu leio, gosto de ler de tudo, o importante pra mim é se a obra me envolve, e 50 tons de cinza me envolveu. Quem não iria querer saber os mistérios de Christian, em relação à submissão, acho que qualquer comportamento sexual consensual é saudável e ninguém tem nada com isso, todo mundo tem fantasias, cada um tem seu estimulo particular, acho que conquistamos o direito de dizer sim ao que nos proporciona prazer. Eu sou mulher e posso sim gostar de 50 tons ou de qualquer outro livro que eu quiser.

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  8. Concordo demais com você. As pessoas não conseguem ver que quem "manda" é a Ana e que o Grey sempre fez tudo por ela.
    Todo mundo precisa respirar fundo e ler o livro pra então poder dar uma opinião, sem sair vomitando falsos preconceitos que nem existem no livro. E também precisam aprender que não é nenhum problema ter 21 anos e ser virgem, cada um tem seu tempo.

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  9. Mi!
    Concordo! A questão da idade foi bem colocada porque já basta a BDSM e com menor de idade, não daria mesmo certo.
    Acho bem questionável essa questão da 'prostituição' de Ana, afinal, acabaram entrando em um relacionamento onde havia sentimento e aí, não considero prostituição. (Minha opinião).
    Não sou adepta do BDSM, porém não critico quem o pratica. Acredito que sentem prazer com o que fazem e toda forma de prazer vale a pena, desde que ambos o saboreiem, concorda? Eu não me sinto bem, porque já sinto dores demais na vida...kkkk, mas quem sente, que mal há???
    A questão da violência doméstica é bem séria de verdade e claro que devemos apoiar as instituições que levantam essa bandeira, fazer campanha contra, etc..., entretanto, tem uma grande diferença entre a violência doméstica e a aceitação do prazer BDSM por vontade própria. Ninguém obrigou Ana a aceitar as imposições de Christian, e deve ser difícil aceitar um namorado bem ciumento, mas como falou... ele foi melhorando com o amor e isso já vale a pena. Não vejo porque tanta oposição...afffffe!! Tem mais o que fazer não, é?
    Nem vou perder meu tempo comentando essa questão da submissão... faça o favor! E quando recebemos ordem do chefe e temos de cumprir? E quando nossos pais nos obrigavam a fazer isso ou aquilo? E quando fazemos o mesmo com nossos filhos? Faça-me o favor. Tem horas que a submissão acaba sendo uma imposição que não podemos questionar, o que não quer dizer que não tenhamos nossas próprias ideias.
    Vou ser bem sincera como sempre e me perdoe quem se sentir ofendido. Acredito que as pessoas que criticam em excesso determinada obra é porque no fundo, no fundo queriam se colocar no lugar dos protagonistas e experimentarem o que rola no livro... Claro que você tem a opção de gostar ou não de determinado livro, filme, música, etc... contudo, escrachar é obsessivo.
    Bem, gostar do Sr. Grey (mesmo com suas 'perversões' sexuais) não é nada difícil: bonito, rico, cheio de amor para dar, quem não quer?kkkk e vou dizer mias, não são apenas as mulheres que gostam do 50 tons, não, muitos homens se colocam no lugar do Sr. Grey para conquistarem uma menina 'ingênua', virgem e cheia de vontade em agradar ao homem que ama, viu?
    Bom demais!!
    cheirinhos
    Rudy

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  10. Oi Mirelle, realmente, é bem complicado discutir com algumas pessoas que tem algum desses rótulos na cabeça! E as nós nos sentimos tão oprimidos que eu por exemplo prefiro esconder que curto o livro para não escutar certas coisas =/

    Beijos,
    Joi Cardoso
    Estante Diagonal

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  11. Chega a dar um preguiça daquelas quando a gente vê/lê/ouve alguém criticando a história. O pior de tudo é que, na maioria das vezes, quem critica são aqueles que não têm total conhecimento da história. Eu já cansei de defender o livro, a autora e todo o resto. Toda vez que isso acontece, eu simplesmente paro de ouvir e ignoro, porque já deu de crítica; são sempre os mesmos argumentos, aff!

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  12. Oi Mi, sua resenha ficou ótima, mudou boa! Achei seu blog quando estava procurando críticas sobre o livro, é que eu li muito antes de fazer minha própria resenha também. Eu adoro Cinquenta TOns e acho que foi um livro que fez muito bem para a maioria das mulheres, até agora, como você eu não entendo pq as feministas gostam de queimar essa obra. E sabia que a própria autora E. L. James é uma feminista? Na minha resenha eu colhei uma frase que ela deu numa entrevista!
    Ei, estou adorando seu blog, conteúdo riquíssimo, até sua resenha me ajudou um pouco a completar a minha, se quiser dá uma olhada. ❥ www.escritosdeumagarota.com/2015/02/cinquentas-tons-de-cinzas-entenda-o.html

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  13. Grande expectativa de que cerca de Cinquenta Tons de Cinza foi criado tanto para criar linhas de underwear e estratégias de marketing, sem dúvida, muitos conduta a oportunidade de fazer negócios.

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