Semana Cinquenta Tons de Cinza - Resenha - Filme Cinquenta Tons de Cinza - Dia 6

Sinopse: "Dirigido por Sam Taylor-Johnson, Cinquenta Tons de Cinza é baseado na trilogia de livros de mesmo nome que hoje é um dos maiores fenômenos de venda com mais de 90 milhões de cópias em todo o mundo. A produção retrata o relacionamento entre o bilionário de 27 anos Christian Grey, interpretando por Jamie Dornan, e a estudante Anastasia Steele, papel de Dakota Johnson."

ATENÇÃO!! Este filme possui conteúdo adulto e contém cenas de sexo, nudez e não é recomendado para menores de 16 anos.

Chegou o tão esperado dia para mim, o dia em que eu finalmente fui ver Cinquenta Tons de Cinza no cinema, numa sessão exclusiva para a imprensa.

Não preciso nem dizer o quão temerária eu estava, certo? Afinal, não é fácil produzir uma adaptação cinematográfica de um livro que se tornou uma febre mundial entre as mulheres. Mas fui de mente aberta e me surpreendi positivamente com o resultado.

A maioria de vocês já deve saber sobre o que se trata a história. Inclusive, recentemente, fiz uma resenha escrita sobre o livro AQUI resumindo o contexto da obra. Mas, para quem não sabe, cabe dizer que o longa conta a história de Anastasia Steele, uma jovem estudante de Literatura Inglesa, e Christian Grey, um bilionário, dono de uma empresa de telecomunicações.

Ana e Christian se conhecem numa entrevista na qual ela se voluntaria para fazer para o jornal da faculdade. A partir de então, Ana se vê completamente atraída por aquele homem enigmático e frio que desperta nela sentimentos antes nunca vivenciados. Para a sua surpresa, Christian mostra-se interessado e arma toda uma situação para que pudesse voltar a vê-la. Entretanto, Grey percebe que não deve ficar perto de Ana já que não se considera um bom homem para ela e tenta afastá-la.

Mas esse comportamento contraditório por parte do magnata apenas deixa Ana ainda mais intrigada e envolvida. Ciente de que pode se meter numa fria e ter o coração partido ao se deixar seduzir por Grey, Ana decide conhecer mais de perto Christian e é apresentada a um mundo inimaginável de prazer e de dor.

Querem saber o que vai acontecer? Então assistam ao filme!

***

Acho que uma das coisas que os fãs mais querem saber é se o filme foi fiel ao livro. Sei que rolou muita revolta por parte de alguns por causa da escolha do elenco, e eu me incluo nessa. Muitas amigas minhas me disseram que se recusavam a ver o longa por que tinham certeza de que iam se decepcionar, outros falaram ao contrário, que queriam justamente ver para depois sair detonando.

Então, o que posso dizer para acalmar seus corações enlouquecidos é que o filme Cinquenta Tons de Cinza é sim muito fiel ao livro de E. L. James!

Porém, não se esqueçam de que existem limitações técnicas, de orçamento, de produção e principalmente de tempo que não permitem que todos os elementos e passagens do texto sejam inseridos nas telonas. Ainda assim, a adaptação não deixou nada a desejar, na minha opinião. Algumas cenas foram cortadas ou brevemente desenvolvidas, e tivemos apenas alguns detalhes acrescentados que não constam na obra, mas que fizeram sentido para o andamento do roteiro e que, portanto, não me incomodaram.

Agora, preciso dizer, palmas para Dakota e Jamie! Eu simplesmente não dava nada por esses atores e mordi a minha língua feio! Dakota está simplesmente uma graça como Anastasia, incorporando perfeitamente a ingenuidade da moça e sua inexperiência. Entretanto, senti que algumas características da personagem não foram aprofundadas. Por exemplo, aqui, Ana não é tão pateta, desastrada ou muito emotiva. A película acabou por abordar muito mais outros aspectos de Ana, como sua determinação e ousadia, do que o seu lado mais frágil, o que sinceramente achei muito bom. Já gostava de Ana antes, mas devo dizer que preferi muito mais a Anastasia do filme do que a do livro.

Quem diria que um dia eu falaria que Jamie Dornan é o Christian Grey?! Depois de hoje, não consigo imaginar mais ninguém interpretando esse papel. Gente, o que foram aquelas expressões faciais de Grey, características do seu jeito sisudo e maníaco por controle? Ou então de quando ele estava se deleitando de prazer ao levar Ana à loucura no quarto vermelho da dor? Porém, achei o Christian também um pouco diferente. Sim, ele continua mandão, mas não tão explosivo quanto costuma ser na obra de James. Sem contar que achei ele muito mais romântico, algo que me deixou espantada.. hehe.

Jamie e Dakota realmente têm química e intimidade, caso contrário, as cenas de sexo não teriam ficado tão verdadeiras. Falando em sexo, muita gente ficou curiosa para saber como seriam retratados os momentos íntimos do casal. Adianto para vocês que, apesar de aparecer muita nudez por parte de ambos, nenhum ato é explícito, afinal gente, como quis deixar claro a diretora, Cinquenta Tons de Cinza não é um filme pornô, é uma história de amor.

Sam Taylor-Johnson fez a escolha certa em se preocupar em trabalhar muito mais os momentos de tensão sexual existentes entre Grey e Ana, que antecedem a transa, do que mostrar o ato em si. Isso transformou o sexo em um momento bonito de se ver, e não algo  vulgar ou nojento como alguns pensavam que fosse.

Quero deixar claro que o BDSM está presente na história, é óbvio. Não podia deixar de ser diferente, porém, foi muito mais suavizado e romantizado para não chocar os telespectadores. Ainda assim, causou um efeito visual interessante e forte. Falando nisso, não posso deixar de mencionar duas das minhas cenas favoritas do longa: a primeira é quando Ana confronta Grey, pedindo então para que ele mostre o seu pior lado para ela poder entender com o que está lidando e pede para ser punida. A segunda é a surra que Christian dá nela e que faz Ana entender de uma vez por todas que não possui condições de lidar com tudo aquilo. É demais para ela.

Fico arrepiada só de me lembrar. Para mim, o filme, apesar de ter sido ótimo, valeu só por aquelas duas cenas que resumidamente representam não só todo o contexto da obra e os desafios que são impostos aos personagens, como as complexidades emocionais e incertezas de Ana e Grey

Teve muita gente que me perguntou sobre como se saíram os personagens secundários. Bem, eles são secundários, então não prestei muita atenção a eles.. kkk. Brincadeira. Bom, gostei demais da atuação de Eloise Mumford, que interpreta Kate, só achei que faltou mostrarem mais a animosidade que ela e Grey têm um para com o outro. Detestei Luke Grimes, que fez o papel de Elliot. O que é aquele cabelo ridículo e aquela atuação de filme de comédia barata americana? Victor Rasuk também está péssimo como José. Lembrem-se, José foi criado a partir de Jacob, o que podíamos esperar disso? Um ator bonitão, grande, musculoso, que consegue ser delicado e ao mesmo tempo intenso. Mas Victor mais me pareceu como uma libélula ambulante. Vejam e me digam depois se concordam comigo.

Já em relação à Mia, sei que muitos odiarammm a escolha da atriz, eu também, mas o curioso é que por ela aparecer por no máximo 15 segundos, não fez diferença alguma para a história, sabem? O mesmo digo de Carrick, que até que conseguiu cumprir seu papel, mas Grace, ah não, ela não era nada do que tinha imaginado e peguei implicância com a atriz/personagem. Agora, o pior de todos foi Paul Clayton, que mais pareceu um Ken plastificado! Que horror.

Algumas coisas que senti falta, mas que entendo que talvez nas telonas não ficassem bem, foram as inúmeras vezes em que Ana mordeu os lábios ou revirou os olhos provocando deliberadamente Christian. Imagino que ficaria cansativo demais se focassem muito nisso. Também fiquei triste por não ter aparecido muito a Ana e o Grey se tratando como Sr. Grey e Srta. Steele como eles fazem em boa parte do livro. Ficaram igualmente faltando às cenas em que Christian diz que Ana o choca, e isso ao mesmo tempo em que o perturba o atrai, e as situações em que Ana e Christian chegam ao auge no sexo, chamando o nome um do outro.

Em contrapartida, fiquei feliz da vida pela produção do filme ter se empenhado em inserir na trama as trocas de torpedos e e-mails entre Christian e Ana, sendo elas as minhas passagens favoritas do livro. No cinema, os efeitos visuais dessa comunicação virtual se deram de maneira parecida com o que vimos no filme A Culpa é das Estrelas. Algumas mensagens pipocam na tela enquanto outras são digitadas em tempo real. Ficou muito bem feito e divertido de acompanhar.

O único motivo pelo qual não dou nota máxima ao filme é que achei que poderia ter uma maior instabilidade emocional por parte dos personagens. Vocês se lembram de que no livro a Ana e o Grey vivem num eterno embate, medindo forças, certo? E que muitas das vezes Ana se matou chorando pelo comportamento pouco usual de Grey. Sem contar os momentos de oscilação de humor dele ou do seu mau humor que deixava Anastasia louca. Pois bem, nada disso é mostrado no longa.

Dakota e Jamie, apesar de estarem ótimos, possuem uma constância e comedimento em suas interpretações, mostrando personagens muito mais educados do que são, até porque, pasmem, Ana não soltou nenhum palavrão no filme! 

Cinquenta Tons de Cinza tinha tudo para ser um clichê. Ele inicia de maneira até meio boba, como no livro, e vai crescendo nitidamente até chegar num ponto maduro, adulto e belo, para terminar numa cena de clímax perfeita que nos deixa com o coração na mão e afoitos para saber o que irá acontecer em seguida.

Certamente é uma história que irá agradar aos fãs. Ficou claro o carinho e o cuidado que Erika e Taylor tiveram ao elaborar essa adaptação nos mínimos detalhes, juntamente com uma equipe de peso que tornou Cinquenta Tons um projeto ousado e que vai dar o que falar. 

Posso dizer? Amei tanto que já quero ver de novo! Quem vai comigo? kkkkkk

Para irem entrando no clima e se prepararem para o lançamento do filme que será amanhã, dia 12/02/2015, nos cinemas do país, que tal escutarem as músicas que embalaram o romance entre Christian Grey e Anastasia Steele? A seleção de canções vai do clássico ao pop e é só dar play:


* Agradeço ao Espaço/Z por ter me proporcionado assistir ao filme em primeira mão, numa cabine de imprensa.

Título original:  Fifty Shades of Grey
Roteiro: E. L. James e Kelly Marcel
Direção: Sam Taylor-Johnson
125 minutos
TRAILER



16 comentários

  1. Nossa, Mi, já estava ansiosa para ver o filme, agora então estou morrendo de vontade!!!!
    beijos

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  2. Oi Mi,
    Nossa eu li os livros e gostei bastante, muito bom saber que mesmo não sendo tudo o que imaginamos ao ler o livro ele agradou. Vou ver hoje na pré estréia aqui na cidade e espero gostar.

    Muito bom poder ler essa sua resenha...beijos Elis!!!

    http://amagiareal.blogspot.com.br/

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  3. hahahaha legal ler as suas impressões
    mas ainda não me fizeram ter vontade de ir ver o filme!
    bjins amore
    Leila
    <3

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  4. Que bom que o filme te agradou. Depois de seus comentários vou tentar ver também. Mas ainda acho que os atores não são tão bons como os do livro. Mas vou dar uma chance a eles. Só espero não me arrepender. Fiquei curiosa, depois de ver a s cenas quentes que vazaram na internet. Rsrsrs
    Beijos.

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  5. Eu quero tantttooooo ver esse filme. Cá em Portugal ele será lançado amanhã, mas os ingressos já estão completamente esgotados pelo menos para a primeira semana.
    Beijo
    www.fofocas-literarias.blogspot.pt

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  6. Apesar da sua opinião, ainda continuo não gostando dos atores mas com certeza irei assistir... ;) Confesso que fiquei igual pipoca na cadeira enquanto lia seu post, estou realmente curiosa para saber como ficou a adaptação, achei maravilhoso eles mostrarem a parte dos torpedos tbem é uma das minhas partes favoritas do livro... Agora só nos resta esperar...

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  7. Oi Mi, tb achei o filme bem fiel ao livro e concordo que os personagens secundários não fizeram grande diferença na história mostrada nas telonas. Assim como você fiquei surpresa com a atuação da Dakota ao encorporar a ingenuidade de Ana. Mas sinceramente eu esperava mais do Grey, até achei que ele cumpriu o papel dele, mas ainda não me convenceu. Contudo o filme foi muito bem feito e as cenas finais da surra e da Ana indo embora merecem aplausos. Para quem não leu o livro e viu o filme, fico imaginando a curiosidade naquele adeus dos dois. Ah, outra coisa que eu estava preocupada era com o tombo da Ana na sala Do Grey. Achei que iria ficar tosco, mas ficou tão natural que eu gostei. Rs.

    Bjs, Glaucia.
    www.maisquelivros.com

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  8. MI!
    Doidinha para ir assistir, ainda mais agora que sei o que irei encontrar e que a adaptação foi fiel, dentro do possível, ao livro. Só não sei ainda como farei, porque maridão ouviu uma crítica no rádio hoje pela manhã, feita pelo Boechat, dizendo que é filme era de mau gosto, cheia de cenas pesadas de sexo, etc... etc... e está relutante a ir assistir. Vou ter de convencê-lo...kkkk
    Até achei que a escolha da Dakota foi boa, porque ela tem cara de um tanto lerdinha mesmo, agora do Jamie, fiquei bem em dúvida, porém se a química entre os dois deu certo, fico feliz!
    Correndo para ir assistir...kkkkkkkkkk
    cheirinhos
    Rudy

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  9. Miii! Nossa sua resenha me deixou totalmente esclarecida, algumas partes que tu sentiu falta, como o excesso de mordidas de boca, para te ser sincera fico aliviada que tenha ficado de fora, chega uma hora que isso no livro me irritava, mas ao mesmo tempo achava fofo, da pra entender? Vou conseguir ver o filme apenas no domingo mas já me coçando para fazer a resenha no blog hahahah, sem dúvidas a trilha sonoro somou e muito no filme! Na minha opniao, acredito que a adaptação supere a obra, e assim espero!

    PS: a deusa interior fica de fora do filme? diga que sim!

    Beijos,
    Joi Cardoso
    Estante Diagonal

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    1. kkk a Deusa Interior não aparece, não. Beijos

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  10. Ainda vou ter que esperar sair alguma versão boa e legendada na internet pra poder ver, porque o cinema da minha cidade fechou. Eu não fui uma das que reclamou do cast hahaha Eu via alguns dos fãs pagando pau pro Ian Somerhalder ser o Grey, mas eu discordava porque não acho o Ian tãao bom ator assim. Quando vi que o escalado era o Jamie, achei ele com a cara muito de bonzinho, mas não quis julgar rçrç Já a Dakota eu não botei muita fé; vi ela pela primeira vez em Need For Speed e fiquei tipo "essa vai ser a Ana?". Mas tudo bem, dei uma chance pra ela... O jeito é esperar pelo filme e tirar conclusões depois.

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  11. Eu assisti o filme ontem e no geral gostei muito mas tenho que dizer que deixou o ar de que faltava mais algumas coisas em várias cenas, eu sei que devido a vários fatores não poderiam fazer de tudo para agradar.
    Eu amei eles terem focado mais no romance do que nas cenas sexuais, o filme ficou na medida certa entre romance e sensualidade. Eu amei!
    Beijos

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  12. esta história é bem complexo para mim, eu o li como uma história de amor e portanto curti bastante, li tudo bem rapidinho!
    O sexo para mim foi explorado como a libertação do prazer que rompe com preconceitos! espero encontrar isto no filme também
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  13. É tão bom quando vemos uma verdadeira adaptação cinematográfica, não é?!?! Muitas vezes alguns diretores mexem tanto na trama, que até parece que o filme e o livro são histórias completamente diferentes. Ainda bem que houve apenas pequenas mudanças (o que é normal e necessário). Mas, a impressão que você me passou é que as personagens secundárias não empolgaram tanto. Aliás, os atores é que não deram o "brilho" necessário para elas. Mas o que importa é que o casal principal mostrou uma ótima química e conseguiu segurar o filme. Como ainda não li, não vou assistir nos cinema. Mas lerei/assistirei muito em breve.

    @_Dom_Dom

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  14. Oi Mirelle, divido com você o gosto pelo filme. Achei fiel ao livro e envolvente. Só queria deixar duas observações: no livro Ana não se encontra com Grey por se voluntariar para escrever no Jornal da Faculdade como você coloca na resenha, e sim vai entrevistá-lo no lugar de Kate, sua amiga que está gripada, esta sim é que escreve para o jornal do campus; e a última você não concorda comigo que faltou beijo decente nesse filme. Na minha época de adolescente eu chamava esse tipo de beijo de "beijo oco", acho que o Christian Grey do livro sabia usar muito bem a língua que faltou a sua versão cinematográfica. Beijo! :)

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    1. Oi Helga, tudo bem? Então, na próxima vez que você assistir ao filme, se atente para as palavras exatas que a Ana usa no início, dizendo que se "voluntariou" para fazer a entrevista já que Kate estava doente. Foi a forma que ela encontrou para explicar seu envolvimento na matéria para Grey, por mais que nós saibamos a verdade. Só reproduzi na resenha o que ela disse. Quanto ao beijo, como disse, achei tudo na medida certa. Este não era um filme para ser necessariamente picante ou ousado. De maneira alguma seria possível reproduzir nas telonas as cenas escritas no livro. Melhor mesmo que fiquem no nosso imaginário. Beijos

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