Top 12 - Os melhores autores que conheci em 2014

Oi gente, quem aqui se lembra desse Top 12 que fiz em 2012? Pois é, aproveitando o clima de virada de ano e das retrospectivas, resolvi repetir a dose, já que em 2014 conheci muito autor novo, mas tanto, que dá até dó de citar somente 12.

Entretanto, tentei fazer uma lista pontuando quem foram, para mim, os melhores autores que conheci em 2014, em ordem de preferência:
1. Hugh Howey - Silo

Silo, juntamente com Morte Súbita, de J.K. Rowling, foi um dos livros mais inteligentes que já li na vida. Hugh consegue, magistralmente, tecer uma história de ficção científica que é completamente plausível, e joga com os personagens como ninguém, sem medo de contar as suas histórias ou então de matá-los. Além disso, as críticas político-sociais e éticas ali contidas são de nos fazer ficar pensando por horas a fio. Se não bastasse tudo isso, Hugh possui uma técnica de escrita fantástica, assemelhando-se aos roteiros de seriados, dando fluidez ao texto e nos prendendo na leitura. Outrossim, Hugh é um cara fantástico. Ele não é só uma pessoa carismática e atenciosa para com seus fãs, é também um profundo estudioso do mercado editorial que soube sozinho se tornar um bestseller mundial. Bom, vocês viram, né?! Sou inegavelmente fã desse cara!


Chris me arrebatou com uma história inusitada: uma sociedade governada por adolescentes em um mundo pós-apocalíptico. Tinha de tudo para ser clichê, mas não é. Talvez pela forma como o autor escreve, utilizando uma linguagem coloquial, cheia de gírias e duplo sentido, com uma pegada mega sarcástica, exatamente como os jovens falam, deixando o texto super próximo da gente. Ou, de repente, seja pelas cenas de ação e violência mega elaboradas, sem esquecer das críticas mordazes contidas no texto a respeito do nosso sistema econônomico-social falho e arcaico. Não importa a razão, Mundo Novo é demais!


Ah Jodi, Jodi. Ela foi a grande responsável por quase destronar meu marido literário, Lucius, quando me apresentou Sam. Só por isso, Jodi já é merecedora de estar aqui nesta lista. Mas deixando as brincadeiras de lado, Almanova me surpreendeu pela originalidade da trama, ao abordar um mundo habitado por almas imortais que preservam suas memórias de outras vidas. Foi impossível não ficar matutando sobre como seria se isso realmente existisse. Jodi me fez mergulhar num mundo de fantasia, adocicado por um romance delicado e sólido, e me fez ansiar por mais, muito mais.
4. Jason Rohan - A Espada de Kuromori

Jason me conquistou logo nas primeiras páginas, quando me tirou o fôlego com cenas de ação e de perseguição muito bem descritas e desenvolvidas. Ademais, fiquei apaixonada pela mitologia japonesa que foi inserida na história, da qual não tinha a mínima ciência. O autor soube, perfeitamente, aliar dois mundos distintos, o oriente e o ocidente, introduzindo um grande dilema para os personagens e nos convidando a nos posicionar e a embarcar nessa jornada de aventura infantojuvenil.


Os Três foi de longe uma das gratas surpresas que tive nesse ano. Fiquei chocada com a escrita da Sarah, que conseguiu contar uma história sombria e cheia de mistério somente por meio de entrevistas, posts de blog, e matérias de jornal, construindo um livro dentro de outro livro. A autora me mostrou que não existem "regras" no mundo da literatura, e que por mais que existam técnicas consagradas a serem estudadas sobre como escrever um romance, temos a total liberdade de extrapolá-las.


Tive o prazer de iniciar as minhas leituras em 2014 com Quem é você, Bernadette? Impossível explicar o quanto este livro mexeu comigo, a começar pelo fato dele possuir uma narrativa igualmente diferente, na medida em que a história é contada por meio de fragmentos de bilhetes e emails trocados entre os personagens. Ao contrário do que muitos imaginam, esta obra não é um chick-lit, é uma história complexa, profunda e melancólica a respeito de uma mulher doente que, por causa de suas neuroses, destruiu a sua família e se perdeu na vida. Ainda assim, mesmo sabendo de suas sérias limitações, tentou transpô-las para fazer a filha feliz.

Ahhh, como é bom ler um livro infantil de qualidade, cheio de aventuras, mistérios, com uma pitada de terror, mas sem esquecer das lições de moral, tão importantes para a formação do caráter e dos valores numa criança.


Austenlândia foi o primeiro contato que tive com um "romance de época". Sempre fui muito preconceituosa em relação a esse gênero, até me render de vez. O destaque dessa história vai para a mistura entre os dilemas contemporâneos de uma mulher adulta com os delírios românticos de uma entusiasta por Jane Austen. Ficou simplesmente fantástico!


Até agora não consegui entender como After me pegou de jeito. Gente, eu não sou tão fã assim de New Adults assim, e a trama, se eu for analisar friamente, é meio boba e trivial, mas a escrita da Anna, ai minha nossa. Eu não costumo ler livros grandes, e devorei as mais de 600 páginas de After em apenas 2 dias. A autora conseguiu criar uma história tão viciante e plausível, que poderia acontecer com qualquer um de nós. Além disso, achei os personagens apaixonantes, por mais odiosos que eles pudessem ser, às vezes. Mal posso esperar pela continuação.
10. Drica Pinotti - A Pílula do Amor e Antídoto

Estes foram os primeiros chick-lits nacionais que li. Até então, nem sabia que existiam (perdoem-me a minha ignorância). Fazia tempo que eu não ria tanto, mais tanto. Eu me APAIXONEI pela escrita da Drica e pela doida da Amanda. A autora soube trabalhar um tema tão delicado como a hipocondria de maneira muito divertida.


Reconstruindo Amelia é um livro fantástico. Kimberly elaborou uma história em que vamos desvendando os mistérios juntamente com os personagens. Além disso, abordou temas que acho de extrema importância para os dias de hoje, como a negligência dos pais para com os filhos e a dificuldade de interação entre eles, os desafios de uma mãe solteira e o bullying enfrentado no colégio que, por vezes, pode ser mortal.


Já disse e vou repetir 1 milhão de vezes: este livro chegou para mim na hora certa e foi capaz de me arrancar sorrisos, risadas e suspiros quando eu mais precisava e, por isso, Vanessa sempre estará no meu coraçãozinho. Além disso, criei uma identificação imediata com Mel e com os dramas vividos por ela e fiquei me imaginando passando pelas mesmas situações. Vanessa ainda soube inserir no texto dilemas morais muito interessantes para serem pensados, ou seja, O Homem Perfeito é um livro completo!

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E aí, gostaram da minha lista? Já leram alguns desses livros? E quais são os seus Top 12 autores de 2014? Digam aí nos comentários ;)

Beijos e bom início de ano!

4 comentários

  1. Dessa lista eu só li o Silo, mas quero ler quase todos daí. Mundo Novo vai ser esse ano. E 2015 promete, porque se tu analisar, tu leu o primeiro volume de trilogias / séries / enfim da maioria dos livros desses autores. Imagina agora, esse ano, que tu irá ler a continuação e que as tramas - teoricamente - serão mais bem elaboradas e a escrita mais refinada.

    Autor de A Página Certa
    www.laplacecavalcanti.com

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  2. desses livros eu li austenlandia e boneca de ossos.
    gostei muito das autoras, mas curti mais a holly black pq ela escreve tudo que é coisa sabe! fica tão diferente e de um jeito sombrio sei lá. gostei muito mesmo.

    Seguindo o Coelho Branco

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  3. Desses autores eu só posso falar de Hugh Howey, pois li Silo e adorei.
    E para este ano já estão na minha lista Os Três e Reconstruindo Amelia.

    Beijos!

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  4. Da sua lista não li nenhum (ainda). Comecei a ler A Espada de Kuromori hoje e em breve vou ler Mundo Novo. Tô doida pra ler After, Cade você Bernadette?, e Homem Perfeito!

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