Resenha - O Melhor de mim

Resenha - O Melhor de mim
Sinopse: "Na primavera de 1984, os estudantes Amanda Collier e Dawson Cole se apaixonaram perdidamente. Embora vivessem em mundos muito diferentes, o amor que sentiam um pelo outro parecia forte o bastante para desafiar todas as convenções de Oriental, a pequena cidade em que moravam. Nascido em uma família de criminosos, o solitário Dawson acreditava que seu sentimento por Amanda lhe daria a força necessária para fugir do destino sombrio que parecia traçado para ele. Ela, uma garota bonita e de família tradicional, que sonhava entrar para uma universidade de renome, via no namorado um porto seguro para toda a sua paixão e seu espírito livre. Infelizmente, quando o verão do último ano de escola chegou ao fim, a realidade os separou de maneira cruel e implacável. Vinte e cinco anos depois, eles estão de volta a Oriental para o velório de Tuck Hostetler, o homem que um dia abrigou Dawson, acobertou o namoro do casal e acabou se tornando o melhor amigo dos dois. Seguindo as instruções de cartas deixadas por Tuck, o casal redescobrirá sentimentos sufocados há décadas. Após tanto tempo afastados, Amanda e Dawson irão perceber que não tiveram a vida que esperavam e que nunca conseguiram esquecer o primeiro amor. Um único fim de semana juntos e talvez seus destinos mudem para sempre. Num romance envolvente, Nicholas Sparks mostra toda a sua habilidade de contador de histórias e reafirma que o amor é a força mais poderosa do Universo - e que, quando duas pessoas se amam, nem a distância nem o tempo podem separá-las."

Dawson nasceu com o estigma de ser um Cole e nada de bom podia ser esperado de um Cole. A família era amplamente conhecida na cidade pelo seu histórico de venda e consumo de drogas e pela longa lista de crimes cometidos por cada um de seus integrantes. Todos os Cole passavam sua temporada na cadeia, não eram boa gente, e para a população da cidade, o jovem Dawson não devia escapar à regra, já que fora criado para o crime como todos os seus primos. Mas ele era diferente.

Dawson havia ultrapassado a marca dos quarenta anos de idade sem namorada ou qualquer contato familiar desde a adolescência e vivia em uma pequena casa sem luxos no interior de Nova Orleans. Ele acabou se tornando um tipo solitário e isolado, e quando não estava trabalhando na plataforma de petróleo que, recentemente, quase havia tirado sua vida, passava seus dias lidando com a mecânica de seu carro ou com os afazeres domésticos comuns. Mas sua rotina tranquila foi alterada no momento em que o homem que mudou sua vida faleceu e, após mais de vinte anos, Dawson se viu obrigado a voltar para Oriental.

Dawson não conhecia Tuck quando buscou refúgio em sua oficina naquela noite, tantos anos atrás. O homem vivia sozinho desde que ficara viúvo e acabou acolhendo Dawson sem fazer perguntas. Dawson ajudava no trabalho da oficina e Tuck permitia que ele dormisse por lá quando a noite chegasse. Com o tempo, uma bela amizade nasceu, até o dia em que Dawson decidiu que era o momento de partir e deixar Oriental e a perseguição de sua família de criminosos para trás. Ele e Tuck não se viram desde então, mas mantiveram contato através de cartas esporádicas ao longo dos anos. Era seu dever moral atender à solicitação do advogado do amigo, que dizia que a pedido de Tuck, Dawson precisava estar presente para a leitura do testamento e dos últimos desejos do falecido.

Oriental trazia muitas lembranças, e em sua maioria, elas eram dolorosas para Dawson. Foi lá que ele foi abandonado pela mãe aos 3 anos de idade. Onde o pai e os primos o perseguiram e o ameaçaram atrás de dinheiro, até o então jovem decidir abandonar a cidade. Foi lá também que Dawson conheceu seu primeiro e único amor, Amanda Collier, sua colega de aula, parceira de laboratório e única namorada. Amanda vinha de uma família rica e influente na região, e sendo Dawson um Cole, não era necessário ser muito esperto para saber que nunca permitiriam que os dois ficassem juntos e que fariam de tudo para separá-los. Mesmo depois de Amanda ir para a faculdade, de Dawson passar quatro anos na cadeia, e de muitos anos transcorrerem, as lembranças daquela paixão inocente que ele jamais superou nunca foram apagadas de sua memória.

Amanda se casou e teve quatro filhos, porém, foi assolada por uma tragédia ao perder a sua caçula para uma dura batalha contra o câncer. A rotina de Amanda girava em torno de cuidar dos filhos, realizar trabalho voluntário no hospital infantil e lidar com as bebedeiras diárias do marido que jamais superou a perda da filha. Sua vida não era o que ela sonhou, e fazia alguns anos que ela visitava Oriental e buscava em Tuck o ombro amigo em quem podia confiar e dividir os seus problemas. A morte repentina do amigo acabou afetando-a, mas a ligação do advogado informando o desejo de Tuck de que ela retornasse a Oriental para o funeral e para a leitura do testamento a fizeram voltar, pela última vez, a casa na cidade que acabou representando um porto seguro para ela tanto na juventude quanto na vida adulta.

E é na casa de Tuck que Amanda e Dawson inesperadamente se reencontram. Eles estão mais velhos, mais maduros e com toda uma vida separando-os, mas talvez o velho mecânico soubesse de algo que eles não sabiam, e quem sabe o primeiro amor pode acabar se mostrando uma presença mais forte nos corações, do que na verdade se acredita?

Com a família Cole tomando conhecimento da presença de Dawson no local, o antigo casal precisa lidar com a ameaça dos primos vingativos, preparar um funeral e se virar com as lembranças que retornam com força total de um tempo tão perfeito, mas que também deixou muitas cicatrizes. O final de semana em Oriental pode acabar tomando rumos inesperados e mudar muitas vidas para sempre.

***

Nicholas Sparks, o que dizer do autor que amamos odiar? Admito que este foi o primeiro livro dele que li, o restante de suas histórias acompanhei apenas através das adaptações cinematográficas. Eu sei, não me atirem pedras, leitores não devem fazer isso, mas sempre acho as histórias dele muito tristes. Decidi ler O melhor de mim porque, por meio da sinopse, imaginei que essa seria uma linda história e que não teria uma tragédia tão grande no seu ínterim. É, eu fui a rainha da ingenuidade, mas não adianta, apesar de ter me banhado em lágrimas, fui profundamente cativada pela história de Dawson e Amanda.

Quero dizer, quem aí nunca teve um primeiro amor arrebatador? E o quanto realmente esquecemos dele e conseguimos seguir em frente? Eu li a história inteirinha me colocando no lugar dos personagens, especialmente no de Dawson, já que estou mais para o perfil de “solitário e recluso”, como ele, e acabei suspirando e tendo meu coração partido, sequencialmente e repetidamente, o livro inteiro.  Sparks sabe construir um romance delicado e tocante, assim como sabe arrancar o coração do nosso peito sem remorso depois que estamos cativados. Nicholas Sparks, você é uma pessoa muito má!

Pensei que o fato de os protagonistas serem mais velhos, em boa parte do livro, me faria não gostar tanto da história, já que prefiro as narrativas mais jovens e com seu tanto a mais de hormônios (ops). Mas Dawson é encantador, daqueles caras que você quer pegar no colo e dizer que tudo vai ficar bem, e ter a imagem do ator da adaptação na cabeça ajudou bastante a compô-lo na minha mente. Vamos ser honestos, foi-se o tempo em que os quarentões não eram lá muito atraentes. Depois da popularização da academia, dos suplementos vitamínicos e da vaidade masculina, os quarentões estão arrasando! No fim, o romance todo me pegou pelo pé e me deixou agarrada ao lençol chorando baixinho, segurando os soluços para não acordar minha mãe.

Achei a narrativa muito interessante, seguindo diferentes personagens, muitos deles sem grandes links com a história principal, mas que vão ao longo dela se emaranhando e encontrando o grande propósito na trama. O livro é escrito em terceira pessoa e, apesar de ser um romance, tem uma boa dose de mistério e suspense. Achei a história toda maravilhosa e muito bonita, mas, é claro, fiquei revoltada em dado momento sobre o qual não posso dar maiores detalhes, mas que me fez quase ter um surto a la Annie Wilkes. A edição que eu recebi é a recém-lançada, com a capa do filme, e ficou muito linda, e foi editada em folhas amarelas, com a diagramação feita com espaçamento simples.

Eu me derreti pela história quando assisti ao trailer que foi divulgado pela Editora Arqueiro durante a Bienal de São Paulo, em agosto deste ano.  Apesar de não ter assistido ao longa ainda, já pude perceber algumas alterações no enredo, ou extensões, por assim dizer, com cenas que não constam no livro. Também não gostei muito da escolha do ator que interpreta o Dawson jovem, já que ele parece muito velho para o papel e bastante sem graça. Se vocês já assistiram ao filme, deixem sua opinião nos comentários, e se já leram o livro e assistiram a adaptação, vamos adorar saber o que acharam.

E vocês, como se sentiriam se reencontrassem seu primeiro amor após tanto tempo?

Beijos e até a próxima!

O Melhor de mim - Nicholas Sparks
Editora Arqueiro
272 páginas 
Comprar: Submarino

3 comentários

  1. Faz um tempinho que não leio nada do Sparks, as histórias dele são muito parecidas umas com as outras e sempre tem um acontecimento que te faz chorar até a última lágrima hehehe. Mas ultimamente ele tem escrito histórias com protagonistas mais adultos como em O Porto Seguro... alguns pontos de O Melhor de Mim chamaram minha atenção, mas eu vou assistir ao filme primeiro e se eu gostar vou ler o livro rsrs.

    E eu não sei o que faria se reencontrasse meu primeiro, acho que seria no mínimo estranho e um pouco embaraçoso.

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  2. Eu nunca li nada do Nicholas Sparks, e acabei de ver o trailer do filme Dany, e concordo contigo, o ator que interpreta o Dawson na primeira fase aparenta ser bem mais velho mesmo. Eu tenho vontade de ler um livro do Sparks só para ver isso que ele faz de arrasar com o coração de seus leitores, sempre matando alguém. kkkkk

    Autor de A Página Certa
    www.laplacecavalcanti.com

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  3. Li esse livro há alguns dias e odiei com força! kkkk
    Sinto que não sou muito fã de N Sparks, acho-o muito melodramático
    bjsss
    Leila

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