Novidades - Galera Record #4

E aí pessoal, hoje trago para vocês mais algumas novidades da Editora Galera. Fiquem de olho porque tem muita coisa boa por aqui :)

DO PAPEL PARA A TELA:

"Volta e meia livros são adaptados, e, volta e meia também, fãs ensandecidos reclamam do que fizeram aos seus personagens ou cenas favoritas." O que acham de adaptações audiovisual de seus livros favoritos? Sonho ou pesadelo? Ana Resende, em sua coluna dessa semana no blog da Galera, fala um pouco sobre adaptação e diferença entre as linguagens, além de mencionar uns casos interessantes. Confiram!" Fonte

Este é um tema tão polêmico e recorrente entre os amantes literários que somos capazes de ficar horas a fio discutindo sem nos cansarmos. E o mais incrível disso tudo, é que as pessoas "fora do meio" não nos entendem, ou então simplesmente não dão a mínima quando o filme assassina o livro ou modifica cenas e características essenciais dos personagens. Sei que é difícil resumir uma obra em poucas horas, sei que é complicado transportar uma trama escrita para uma mídia audiovisual, mas ainda assim não entendo quando os produtores decidem trocar a cor de olhos ou de cabelos de um personagem. Por quê?? Por quê?? Até hoje, a maioria das minhas experiências com adaptações foi catastrófica, a ponto de começar a xingar no meio do filme e querer me levantar para ir embora do cinema. Em compensação, tive excelentes experiências neste ano com três filmes: A Menina que roubava livros, A culpa é das estrelas e Se eu ficar. Estes longas foram certamente as melhores e mais fieis adaptações que já assisti. Viram? Não é tão difícil assim manter os fãs felizes pessoal! Bora se ligar nisso e parar de querer mudar as coisas a torto e a direito. Sinceramente, se é para ficar muito diferente, prefiro que nunca façam o filme de um livro que gosto tanto.. kkk e vocês, o que acham sobre esse assunto? Qual é a adaptação que mais estão esperando para este ano?


O QUE YA TE DÁ?

"Mais uma polêmica no mundo dos livros. O site da revista Slate recentemente publicou um controverso artigo de opinião: "Contra o YA" discute a popularidade da ficção jovem adulta entre os leitores mais velhos, abordando a suposta vergonha que devem sentir quando leem livros "para crianças". Uma notícia dessas, atacando sem consideração ao gênero, teve diversas peças e textos de resposta postados em toda parte dos sites literários nos Estados Unidos.  Consideramos uma das melhores respostas a do Bookish: O que YA me dá que outros gêneros não (Dica: não é vergonha). Discorrendo sobre questões como crescimento, vida adulta e adolescência, o artigo - bem longuinho - tornou-se um belo retrato dos motivos pelos quais o YA é sim uma válida experiência literária.  "Existe muita alegria para ser encontrada no mundo adulto; conforme os adolescentes crescem, eles descobrem novos jeitos da vida ser excitante. Mas adultos frequentemente se esquecem de olhar para trás e negam a seus ‘eus passados’ uma chance de influenciar quem eles são agora. O seu eu dos tempos do segundo grau te reconheceria?"  Vocês podem conferir o artigo na íntegra, em inglês, no site do Bookish. E, ao final, a autora do texto, Kelly Gallucci, ainda dá algumas recomendações de seus YAs favoritos para a iniciação de um leitor. Entre eles, temos Feios, do Scott Westerfeld! Já leu? Confira no link abaixo. Veja o livro." Fonte.

Eu fico simplesmente alucinada com esse tipo de matéria! Desde quando só podemos ler livros de acordo com a nossa faixa etária? Onde diz que eu, com quase 30 anos, não posso ler livros jovem adulto? De onde isso tornou-se sinônimo de vergonha? Eu leio sim, e com muito orgulho. Assim como leio inclusive livros infantis, para crianças de 7 anos, 11 anos, e por aí vai. E não é só porque - como diz na matéria que rebateu o absurdo post "Contra YA" - eu gosto de relembrar o passado. Não.. é porque eu gosto mesmo. Acho que meu lado infantil/adolescente nunca morreu, ainda bem. Além disso, adoro conhecer as histórias que as crianças e os jovens têm acesso hoje em dia, ficar por dentro dos assuntos, das tendências, tentar me aproximar do universo deles. Acho muito importante não haver barreiras, principalmente dentro do mundo literário. E vocês, o que pensam sobre isso?

CASSANDRA CLARE E REPRESENTATIVIDADE LGBT:

"Cassandra Clare, autora de Os instrumentos mortais e As peças infernais, pediu por uma maior representatividade de relacionamentos homossexuais na ficção YA. Ela comentou aos visitantes no Hay Festival nesse final de semana que teve problemas para publicar seus livros, no começo de sua carreira, devido ao fato de um de seus protagonistas ser gay e assumir um relacionamento com outro homem (no caso, Alec Lightwood com Magnus Bane). Ela diz: "Se editores tentam bloquear uma representação mais ampla de setores diferentes da sociedade, isso significa que precisamos tentar mais escrever livros sobre eles". Cassandra já falou antes um pouco sobre esse assunto da receptividade aos setores LGBT representados em sua obra, como quando comentou a respeito da maior abertura do Reino Unido ao tema. E, para quem concorda com ela, postamos recentemente um artigo que lista os melhores YAs nesta temática. Confiram a notícia completa (em inglês) aqui!" Fonte.

Acho muito triste quando, em pleno século XXI, vemos livros barrados por conterem personagens homossexuais. Gente, o preconceito a essa altura já devia ter caído por terra.

Seguindo nesta mesma vertente, me deparei com outra matéria sobre o assunto. Confiram abaixo:

DAVID LEVITHAN SOBRE LIVROS LGBT:

"O livro Garoto encontra garoto está fazendo 11 anos de publicação nos Estados Unidos. Desde seu lançamento, o mercado americano passou a receber uma série de livros para adolescentes com temática LGBT. Em entrevista pela Associated Press, David Levithan opina sobre a presença das obras com esta temática para os jovens. Dentre suas afirmações, está a que uma das maiores dores que um adolescente LGBT sofre ao buscar um livro para ler é encontrar narrativas distantes da sua realidade. Estas histórias contam uma forma de crescer que acaba não condizente com a dele. O autor de Todo Dia reforça que há uma necessidade constante em diversificar as representações, que ter apenas um tipo de história gay é tão limitante quanto ter uma única maneira de contar uma história de um casal hétero. O que realmente importa é criar personagens que sejam humanos. Desta maneira, é possível fugir dos estereótipos e ter uma narrativa mais próxima do real. Bacana, não é? Por aqui, Garoto encontra garoto tem lançamento previsto para agosto. E para ler a entrevista completa do autor, em inglês, basta clicar aqui." Fonte.

Vocês se recordam que na minha última coluna do Vamos Debater eu discuti justamente acerca da inserção dos livros do gênero LGBT no mercado brasileiro? Acho curioso que uma boa parcela dos leitores não entendeu meu ponto de vista.

Não estou querendo enfiar livros do gênero goela abaixo de ninguém, até porque sei que ainda rola muito preconceito, e não cabe a mim julgar. Cada um tem suas convicções, crenças, valores, orientação, etc. A grande questão é que existe uma parcela da população que é homossexual e se sente muitas vezes excluído por não encontrar nos livros personagens que lhe são familiares e que vivem o mesmo drama ou cotidiano que eles.

Não acho que os livros devam ser rotulados ou segmentados, apenas que histórias que contenham personagens LGBT sejam tratados com naturalidade, da mesma forma que no mundo real. Justamente por isso, gostei muito do que o autor falou em seu testemunho. Ainda não li nada do David por falta de tempo, mas tenho muita vontade. A questão é, fica a dica de um assunto a se refletir ;)

DICAS LITERÁRIAS PRECIOSAS:

Para quem é autor iniciante, Ana Resende preparou três posts maravilhosos no Blog da Editora Galera em que fala um pouco sobre a via crucis de se escrever e publicar um livro. 

Em Todo mundo tem uma história para contar, a colunista dá boas dicas para se escrever um livro, tendo o cuidado de se escolher bons plots e subplots para a história.

Em Quem é quem?, Ana explica um pouco sobre os profissionais ligados ao mercado literário, essenciais para tornar o manuscrito mais maduro e pronto para ser enviado para as Editoras.

Já em Das rotativas às prateleiras, Ana nos conta um pouco sobre o processo de criação do livro depois que ele já foi adquirido pela Editora. Muitos pensam que o trabalho acaba, mas ele está só começando. 

Vale a pena conferir os posts e entender um pouco sobre como funciona os bastidores do processo de escrita de um livro e da produção editorial do mesmo.

DESIGN ET CETERA: BOLSAS DE LIVRO:

Quem aqui não é doido por um livro? Já vi este objeto de desejo ser transformado em mil e um objetos diferentes.

E agora que tal incorporá-lo ao vestuário como uma bolsa? Gente, amei a ideia! Na verdade já conhecia essa proposta faz tempo, mas antigamente não tinham "livros" assim tão bonitos e estilosos como hoje.

A Rafaella Machado, colunista da Galera Record, preparou um post divertidíssimo sobre essa nova tendência com direito a vários modelos para vocês conferirem.

Fiquem de olho AQUI.

E com isso encerramos o post de hoje, cheio de conteúdo, informação e polêmica, para dar e vender.. kkk

Espero que tenham gostado.

Um grande beijo e até mais, Mi.
***
Essa postagem está concorrendo ao TOP COMENTARISTA DE SETEMBRO.

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15 comentários

  1. Esse post está cheio de coisas interessantes pra se debater hein!
    Me identifiquei mto com vc quando vc descreveu seu sentimento de ver um filme de uma adaptação literária,eu sempre sou aquela que fica reclamando que isso não tem nada a ver com que acontece no livro kkkk
    Estou querendo mto assistir se Se eu ficar,mas preciso ler o livro primeiro.
    Sobre a questão de livros LGBT,tbm achei super bacana a opinião do David Levithan,de que tem de ser uma coisa natural,afinal não há só uma maneira de contar uma história!
    Adorei esse post!
    Bjus

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  2. Como assim esse artigo "contra o YA"? Acho um absurdo querer taxar uma coisa de boa ou ruim, vergonha ou não por seu gênero. Cada um tem seus gostos e isso que faz a diversidade literária. Há quem goste dos clássicos, dos romances melosos, dos romances de banca e por aí vai, mas ficar com vergonha por ler uma coisa que pode até ter gostado mas que a sociedade não acha legal? Ridículo. Eu leio de tudo, se não gostar é uma coisa agora falar mal e até denegrir o gênero ou o livro baseado só pelo meu gosto é intolerável.

    Sem falar do assunto LGBT, o mercado literário precisa abrir suas mentes assim como os leitores que deveriam diversificar suas leituras, conhecer aquilo que desconhece - pois grande parte dos preconceitos são vindos exatamente por falta de conhecimento, adquirido por terceiros e sustentados sucessivamente. Também acho que não é legal rotular os livros por serem ou não LGBT, creio nos dias atuais, é tão retrógrado ter que fazer esse tipo de ajustes. Deveria ser uma coisa natural, infelizmente esse preconceito ainda persiste. Triste!

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  3. Adorei essas bolsas de livros, AChei eles super estiloso e claro que eu usaria, hahahaha

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  4. Gostei bastante do post é um assunto para se debater entre as pessoas e gostei das dicas do final kk * ---- *

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  5. Adorei esse post!!
    Ameei essa bolsas!! hhaaa
    Concordo com vc Mi! Histórias e personagens LGBT devem sem inseridos nas histórias normalmente e não criar um "tema"!

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  6. Jura, que eu vou deixar de ler livros que eu quero e gosto por causa da minha faixa etária. kkkkk Só no sonho da Slate! Leio e vou continuar lendo o que eu quiser independentemente do que jornais, revistas ou televisão fale! Deveriam é ficarem felizes que jovens, adultos e idosos cada vez leem mais. Que absurdo!

    PS: Amei a bolsa! Queria ter uma de 'A Infiltrada'.

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  7. A Cassandra é muito fofa, amei o que ela disse e concordo com ela em tudo, os leitores tem que ter a mente mas aberta.

    Abçs :)

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  8. Ai ai, nada a ver esse discurso contra os livros YA. Eu tenho 22 anos e leio livros de todos os tipos e para todas as faixas etárias dependendo do momento e da minha vontade. Sou formada em Letras e preciso conhecer as histórias que as crianças e os jovens têm acesso hoje em dia, pra indicar uma leitura, preparar uma aula, fazer um clube do livro... ainda não atuo como professora, mas creio que ler e conhecer o que a molecada lê hoje é fundamental para o bom andamento do meu trabalho!

    Há um preconceito enraizado na cultura brasileira que impede a leitura de obras que tratem do tema LGBT. Lembra da polêmica com o filme "Azul é a cor mais quente"? Onde o conteúdo do filme dificultou o lançamento em blu-ray no Brasil. Eu ainda não li "Garoto encontra garoto" por falta de tempo. Mas em breve quero resolver isso rsrs. Gostei muito das dicas e da bolsa de livro.

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  9. Muito tema polêmico hein? Concordo que deve haver uma inserção de livros LGBT no mercado brasileiro... Não sou representante desse grupo, mas acredito que eles devem ter tanta liberdade quanto os heteros pra ler algo que se aproxima da realidade deles... Afinal, se nós podemos ler os nossos romances pq eles não podem ler o deles?
    E quanto a "separação por idade" dos livros eu não concordo também... Qual o problema de um adulto ler um infanto-juvenil? Inclusive em alguns momentos priorizo livros que "não são da minha idade" até por conter uma linguagem mais leve e um enredo mais tranquilo... Amo YA e NA... Vai do gosto de cada um o que vai ler ou deixar de ler... Não entendo esse preconceito todo...

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  10. Oi xD

    Quero uma bolça masculina dessa de livro. Gente que ideia fantástica, rsrs. Realmente ainda é muito polêmicos livros com temas LGBT. O mundo da leitura tem que ser um lugar amplo e diversificado, para tudo.

    Beijo, Lucas.

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  11. Sobre adaptações, é realmente muito difícil ser fiel ao livro, mas tem casos que o filme é melhor que o livro é o casa do livro Véu Pintado e o filme Despertar de uma Paixão, o filme é muito melhor. A adaptação de Orgulho e Preconceito pra mim é a melhor de todas.

    beijos

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  12. Oi Mi, como vai?
    Nunca me interessei muito por livros GLBT, não por preconceito, mas porque prefiro ler outras coisas.
    Não me importo que as editoras os vendam e acho que devem vender sim e quem quiser que compre.
    Beijos,

    www.enquantoestavalendo.com

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  13. Oi Mi, tudo interessantissimo, principalmente as books bag, espero que chegue ao Brasil com preços acessiveis!

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  14. tambem concordo com vs mi , em pleno seculo XXI o preconceito ja deveria ter caio por terra ! adoro a cassandra ! nossa que bolsa linda , amei !

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  15. Tb fico revoltada com gente que determina nossas leituras por faixa etaria.
    Gosto tanto de classicos quanto YA

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