Resenha - Roleta Russa

Resenha Roleta Russa Jason Matthews Editora Arqueiro
Nathaniel Nash é o caçula de uma abastada família americana e nunca se viu seguindo os passos de seus antepassados e cursando Direito para trabalhar no escritório de advocacia que pertence à família a quatro gerações. Com um mero diploma de Letras em mãos, ele quer construir uma vida por si só, e não desfilar pela cidade ostentando dinheiro e uma loira peituda e cheia de bótox ao seu lado. É por estes motivos que, quando surge a oportunidade, Nate decide concorrer a uma vaga na CIA. 

Após seu bem sucedido período de treinamento e contando com a vantagem de saber falar russo fluente, ele é convidado para fazer parte do contingente da CIA em Moscou. Seu impecável método de trabalho e a habilidade natural que possui para operar sob vigilância no campo inimigo e despistar possíveis contra-espiões lhe rendem a gerência de um dos mais importantes informantes russos que a CIA possui: Um major-general da SVR (antiga KGB).  O trabalho é arriscado e a vida do informante de suma importância, mas não há dúvidas, Nate é o melhor para este trabalho. Após 12 horas de patrulha para detecção de vigilância pelas ruas de Moscou, Nate chega na hora marcada para o encontro com seu informante, mas algo dá errado. Segundos, esse é o tempo que Nate possui para salvar a identidade e a vida de Mable.

O fato de haver retornado à embaixada dos Estados Unidos com sua missão cumprida e com as informações requeridas em mãos não são o suficiente para poupar o pescoço do jovem agente. De acordo com seu chefe, ele havia sido descuidado, comprometendo seu disfarce de Assistente na Embaixada além de ter exposto o informante ao risco de ser identificado.  Após um ano de serviços na Rússia, Nate é dispensado e transferido para a Finlândia, o que não lhe agrada nenhum pouco.

Enquanto isso, no quartel general da SVR, Vanya Ergorova, major-general mais antigo da SVR recebe o relatório referente à patrulha de rotina da noite anterior. Seus patrulheiros haviam se deparado com um agente da CIA e seu informante. Eles conseguiram escapar, porém, isso deixava claro que alguém de dentro da SVR estava vazando informações confidenciais e isso era importante demais para que o sujeito permanecesse vivo, entretanto, este não havia sido identificado. Tomando conhecimento da transferência de Nate, Vanya precisa pensar rápido para descobrir como Nate trabalhará com seu informante a partir de então.

Paralelamente, conhecemos Dominika Ergorova, que sempre sonhou em ser bailarina, mas um acidente infeliz ocorre e a tira dos palcos em definitivo. No mesmo dia, uma ligação de sua mãe trouxe uma notícia ainda pior: seu pai havia falecido. Durante o velório, Dominika não sabe o que pensar. Procura se manter calma, uma vez que o arco-íris sensorial da sala a perturba. Ela possui esse dom desde criança e enxerga cores nos sons, podendo identificar as verdadeiras emoções e intenções das pessoas apenas pelo som de suas vozes.

O tio Vanya se aproxima da bela sobrinha para dar os pêsames, mas o amarelo em torno de suas palavras logo revelam a Dominika que as intenções do mesmo eram menos gentis. Manipulando a sobrinha sobre a situação da família e a possível perda do apartamento onde viviam, Vanya recruta Dominika para uma missão secreta, na qual ela deve seduzir um bilionário local que possui uma rixa com o governo de Putin e descobrir informações privilegiadas sobre ele.

Ela jamais imaginaria que o verdadeiro plano era servir de isca para um assassinato político frio e calculista, mas o choque não foi tão grande quanto esperava. Dominika também sabia ser fria, sabia reconhecer as verdadeiras intenções por trás das palavras das pessoas e sabia usar sua sensualidade em favor próprio. Somando estes componentes à necessidade de proteger a si e a mãe, e a um amor inflamado por sua pátria, Dominika se vê como a primeira mulher em muito tempo a ser recrutada para o treinamento de agentes da SVR.

O treinamento aguçou ainda mais o nacionalismo de Dominika, mas a convivência com a SVR e as cores de seus agentes também despertaram a sua desconfiança. Para sua primeira missão (que ela considera um insulto) após uma precoce formatura, ela é designada a um treinamento especial na escola de pardais, que ela define melhor como escola de cortesãs ou prostitutas onde é treinada na arte da sedução. Apesar de seus esforços e dos alertas frequentes ao comando sobre recrutar seu informante com êxito, a missão fracassa depois de uma decisão precipitada de seu chefe. Mas como é comum no mundo dos agentes, é claro que não é o chefe que carrega o fracasso no currículo, mas o agente encarregado do caso. 

Dominika começou com o pé esquerdo, mas seu tio tem mais planos para a linda e talentosa sobrinha. Os esforços em identificar um novo encontro entre a CIA e o informante da SVR em Moscou não têm sido bem sucedidos, e Vanya está certo de que Nate é o agente que seguirá tomando conta do caso, mesmo que distante. Ele decide enviar Dominika a Finlândia, onde ela recebe a missão de se aproximar de Nate e coletar informações.

Na Finlândia, Dominika passa a planejar encontros acidentais e cerca Nate por vários lados. Sua tática é refinada. Um passo para frente, dois para trás, e ele logo se vê intrigado pela bela jovem russa que conheceu em meio ao pesadelo de tentar reaver sua reputação dentro da CIA. Apesar da atração que sente pela jovem, o fato de ela trabalhar na embaixada russa faz com que Nate envie uma solicitação de informações sobre ela a Washington. O relatório retorna com a bomba: Dominika é agente recém-formada da SVR e sobrinha do major da organização.

O jogo começa. Dominika precisa fazer avanços, conquistar Nate e colher informações sobre seu informante. Nate recebe a missão de recrutar Dominika como informante de dentro da SRV. Cada um desconhece a missão do outro e em meio a tudo isso, a atração de ambos passa a se tornar perceptível. Quem irá ganhar neste cabo de guerra? E quais serão as consequências desse jogo? Leia e confira!

***

Não galera, desculpem, mas eu não consegui fazer uma resenha curtinha. O livro é bastante grande, mas acreditem se quiserem, devorei suas 426 páginas ininterruptas (é, não tem nem uma folguinha entre capítulos) em dois dias. Apesar de não ser meu estilo de livro, não consegui ficar entediada nem por um segundo sequer. A trama se desenvolve muito bem, sempre deixando o leitor com aquela sensação de “Ah Meu Deus, o que vai acontecer agora?”, então você não cansa de ler “só mais um capítulo”. No meu caso o “só mais um capítulo” durou até acabar o livro.

A narração é feita em terceira pessoa, o que funcionou muito bem para a história, pois sabemos o que se passa em várias partes do mundo e pela cabeça de diferentes personagens. Pessoalmente gosto de editorações com espaçamento grande e letras maiores, e achei que isso pudesse ser um problema para mim tornando a leitura cansativa, já que ele é grande e a história bem distribuída nas folhas, sem desperdício de muito espaço, mas estava enganada. Na verdade, eu sequer lembrei de editoração, tamanho ou qualquer detalhe físico da obra.

Apesar de existir um envolvimento entre os personagens, a história não leva muito as coisas para o lado romântico. Adorei o profissionalismo e jeito prático dos protagonistas, mesmo em meio aos seus sentimentos. Em algumas poucas partes fiquei me perguntando como agentes tão espertos e inteligentes não haviam percebido um determinado furo, mas ele era necessário para o restante da história. Acho justo, mas pouco verossímil. A parte boa é que isso não é algo frequente e pode ser desculpado pelo alto estresse envolvido.

Um ponto negativo (na verdade acredito que seja o único que eu tenha encontrado) é a forma como americanos e russos são apresentados. Conforme coloquei no resumo, Dominika pode ver cores nas pessoas, seja pelo conteúdo do que dizem ou por como se sentem, descobrindo o tipo de pessoa que são. Bom, a maioria dos russos é visto como tons de amarelo, laranja e vermelho (cores de traição, deslealdade e luxúria) e os americanos em tons de azul, verde e roxo (cores associadas a coisas boas, pessoas sensíveis, apaixonadas, calmas e sentimentais).  Não que eu queira defender um ou outro, até porque não possuo tanto conhecimento de causa, mas achei isso tendencioso demais: todos os americanos são bonzinhos, os russos são malvados. Com poucas exceções.

Uma coisa muito criativa e que no fim me deixou desejosa de ser mais calma na leitura e devorar apenas um capítulo por dia foram as receitas inclusas no texto. Isso mesmo, receitas! Cada capítulo é encerrado com uma receita de alguma delícia da culinária internacional mencionada naquelas páginas. Num dado ponto, eu já lia os capítulos tentando adivinhar qual das maravilhas da cozinha mundial despretensiosamente citadas ia ser a escolhida para a receita ao final do capítulo. Minha vontade era parar a leitura e correr para a cozinha. Achei divertidíssimo.

De forma geral, a capa e a contracapa são belíssimas e intrigantes assim como a história, e eu gostei muito do livro. Cada personagem é bem contextualizado e você acaba adotando alguns, e o leitor consegue realmente entrar naquele mundo de segredos, espiões, traições e armadilhas. Tirando o tempinho que levei para me achar nas siglas (Dany desatenta em ação!) o restante da história fluiu muito bem, e com muito frio na barriga. Encontros, desencontros, perigos iminentes, vingança, desaparecimentos... um livro para nos tirar do tédio e nos deixar com água na boca e adrenalina a mil.  Super recomendo. 

Roleta Russa - Jason Matthews
Editora Arqueiro
432 páginas
Comprar: Saraiva
***
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69 comentários

  1. Oi Dany..
    Não sabia que tinha receitas no livro, isso é uma grande novidade para mim.
    Ah com certeza essa comparação com americanos e russos é um ponto negativo. Rivalidade explicita aí ein.
    Fiquei mais curiosa com esses livros, não sabia desses detalhes.
    Ótima resenha Dany..

    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

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    1. Pois é Leti, isso também me chamou atenção.. resta saber se isso foi uma comparação infeliz feita pelo autor ou se foi puramente irônica, justamente alertando para essa visão que muitos têm. Beijos

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    2. Pois é, gatinha, isso me incomodou um pouco, não posso negar. Não gostei dessa coisa de que só americanos (e os Russos que eram informantes deles) eram de cores boas. Achei super tendencioso e realmente espero que tenha sido uma crítica à nossa visão de mundo como a Mi falou. E sim, Leti, as receitas foram inesperadas para mim também, mas me deixaram com água na boca! rssss. beijão!

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  2. Dany parabéns pela Resenha , está ótima e nos passa muito sua satisfação, emoção durante sua leitura do livro. Confesso que tenho um certo receio com este estilo , mas vi que também era pra você o que me deu uma certa coragem pra tentar (rsrsrs), sem falar no estilo, livros em terceira pessoa tendem a nos deixar cansada só de pensar, mas sei que depende muito do livro.

    Parabéns ... Bjs Ana Livia
    http://cafecomana.blogspot.com.br/

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    1. Pois é Ana, confesso que eu era uma que não curtia de maneira nenhuma livros em terceira pessoa. Hoje já estou repensando melhor a respeito. Fiquei super curiosa para ler Roleta Russa depois da resenha da Dany. Beijocas e boa leitura.

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    2. Oi Ana! Que bom que você gostou! :)
      Realmente, eu não sou muito familiarizada com esse estilo de livro e tive um pouco de medo, mas ele me ganhou. A história foi muito bem escrita e ela foi muito bem ambientada nos dias atuais. Cheguei a me perguntar como o autor sabia tantos detalhes técnicos de tanta coisa diferente. Muito bem construido.
      Beijão!

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  3. Adorei o contexto do livro. É bem chato mesmo ser de uma família de determinada profissão e "ter" que segui-lá, se bem que no livro ele conseguiu burlar e ser agente da CIA. Adoro histórias policiais, e mais ainda paralelas, pois você fica com aquela ansiedade das histórias se juntarem em uma só. Como você Dany, eu já devorei uma história policial bastante, 'Esconda-se' da Lisa Gardner! Enfim, adorei a história do livro e espero lê-lo logo!

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    1. Oi Rodrigo, nem fala, meio que já passei por isso, de termos um sonho e sermos obrigados a viver outro, em termos profissionais, é duro, e Nate foi bravo em seguir com a vida dele. Também amo histórias de espionagem e fiquei louca para ler o livro. Beijos

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    2. Que bom que você gostou, Rodrigo! Que eu me lembre esse foi meu primeiro livro do gênero (Código DaVinci conta? hahaha) e me surpreendi por ter gostado tanto. Espero que ele agrade a você também. Beijão!

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  4. O livro me pareceu aquele estilo romance policial, ou estou enganada?
    Não gosto tanto de livros com ação, a menos que sejam sobrenaturais, com serem místicos e tudo o que se tem direito!
    Para quem gosta de livros policiais, do estilo Harlan, acho que esse seria uma boa escolha!
    Otima resenha, e realmente tem livros que não dão pra fazer resenha pequena, hahaha.

    Um beijo.
    tc

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    1. Oi Pri, quanto a ser um romance policial só a Dany pode dizer, mas não tive essa impressão pela resenha.. sei lá.. pois é, tem vezes que nos empolgamos e que é impossível falar sucintamente sobre uma história.. hehe Beijos

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    2. Oi Pri!
      Na verdade não, o romance fica bastante em segundo plano na história, pois o livro possui muitas conspirações, situações de risco e digamos que não seja fácil dois agentes de lados opostos admitirem seus sentimentos até para si próprios. Claro que eu fiquei torcendo para algo acontecer e eles ficarem juntos, mas era tanta trama que eu acabava dizendo "Ok, agora não vai dar, resolve isso primeiro" uhauhauhahu Beijão!

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  5. Oi Danny
    Que livro interessante. Primeiro a personagem consegue ver cores para cada som, achei muito diferente. Também gostei das receitas em cada capítulo, bem original. Vou incluir esse livro na minha listinha.

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    1. Oi Monica, sabe que isso existe de verdade? Já vi uma reportagem a respeito há anos. Muito interessante. Beijos

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    2. Verdade Monica. Como a Mi, também já li sobre isso e achei muito interessante. Na verdade deve ser uma coisa muito boa poder analisar as pessoas assim, acho que seria mais fácil saber em quem confiar. :) Como não costumo ler livros do gênero, não tenho muito com o que comparar, mas me surpreendi com a riqueza de detalhes dos esquemas e planejamentos e operações em si. Fiquei super empolgada o livro todo. Espero que goste também. Beijão!

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  6. "Com um mero diploma de Letras em mãos, ele quer construir uma vida por si só, e não desfilar pela cidade ostentando dinheiro e uma loira peituda e cheia de bótox ao seu lado." Haha, não sei porque me identifiquei.
    Realmente a resenha ficou enorme, quase desisti. Quase, haha. Vou confessar que não faz muito meu estilo, e que se a estória fosse menos baseada na Dominika, seria uma estória entediante (porque realmente parece uma estória entediante). Mas achei que a Dominika foi de grande influência pro livro.

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    1. kkkk Eu também adorei esse trecho. Achei a Dominika bem interessante também. Fiquei curiosa para descobrir a transformação dessa personagem. Beijos

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    2. Oi Alberto! Bom, obrigada por não ter desistido hehehe. Na verdade a história não se baseia muito na Dominika, na verdade ele é bastante equilibrado uma vez que a narração é em terceira pessoa, e ele foca muito em outros personagens de dentro dos quartéis generais de ambos os lados também, mas se for optar por um dos dois, acredito que é o lado do Nate que prevalece na narrativa. Talvez eu tenha focado mais nela na resenha para explicar o contexto que motiva a história, mas no decorrer do livro a narrativa é bastante variada. Beijão!

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  7. Adoro livros desse gênero, e na minha opinião gosto quando os autores não se aprofundam em algum lado romântico, porque acaba estragando um pouco a emoção da história. Mas achei bem interessante a premissa de Roleta Russa, essa habilidade de Dominika de ver as cores, todo esse mundo de segredos e informações, espiões e informantes... gosto muito de livros que prendem a atenção do começo ao fim, bem como você disse que aconteceu com esse!

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    1. Pois é Thais, apesar de eu amar romances, gosto também de livros que não focam muito nesse detalhe e que dão destaque a trama e aos dramas em si. Beijos

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    2. Oi Thaís! Pois é, sou como a Mi, gosto mais de fantasia e romance, e não achei que o livro fosse me ganhar tanto, mas o achei muito bom. Espero que você goste. Beijão!

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  8. Oi Dany :)

    Esse livro não me chamava muito a atenção, mas confesso que a sua resenha me despertou algo diferente em relação a ele. Receitas? UAU! Diferente, não? Beijos.

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/

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    1. Que legal Gabriel. Boa leitura então. Beijos

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    2. Oi Gabriel! =)
      É, nem todos curtem policial, eu sou desse grupo também. Acabei escolhendo Roleta Russa por indicação de uma amiga, que disse que eu iria gostar. Confiei na indicação e não me arrependi. Sim, a parte das receitas é BEM diferente heheh . Estou pensando em testar algumas. Cobaias voluntárias? hahahh Beijão!

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  9. Desde que a Arqueiro lançou esse livro eu estava afim de ler. Mas confesso que recebi um banho de água fria ao ler a resenha. Na verdade, eu não sabia do que se tratava e só fui influenciada pela capa, e eu percebi que a premissa do livro não me agrada.

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    1. kkk isso acontece.. às vezes olhamos a capa e achamos que o livro é uma coisa, quando ele é completamente diferente.. ah, que pena Lais.. mas faz parte.. hehe Ainda bem que você soube de antemão para evitar decepções, né?! hehe Beijos

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    2. Que pena, Lais. Mas como a Mi disse, que bom que você descobriu mais sobre o que se trata o livro antes de comprá-lo. Beijão!

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  10. Que resenha eim :) Confesso que o livro não me chamou atenção quando vi nos lançamentos da Arqueiro, não tinha visto nenhuma outra resenha, essa foi a primeira e gostei bastante, não é o tipo de leitura que estou acostumada por isso me surpreendi por ter gostado da resenha, mas sempre gostei de filmes e séries com espiões e tal, deve ser por isso que gostei. Quem sabe não leio algum dia!

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    1. Isso aí Sabrina, dê uma chance a novos gêneros. Quem sabe você não se surpreende? Beijos

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    2. Oi Sabrina! Bom, se você gosta dessa coisa de espiões e conspirações, esse deve agradar a você. Acho que estou com frio na barriga até agora pelos informantes e agentes hahaha. Beijão!

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  11. Eu amei sua resenha! Adoro livros que não deixam nem espaço para você respirar, vou adicionar nas minhas metas imediatamente!
    beijos

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    1. Eu também Isa. Esses são os melhores.. hehe Beijos

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    2. ahuahuahu Que bom, isabela. Boa leitura então! =) Beijão!

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  12. Oi! Esta mania que certos autores têm de criar estereótipos para os personagens sempre me deixa incomodada, como foi o caso que você citou sobre russos malvados e americanos a sétima maravilha do mundo, acredito que deveriam ser mais imparciais, afinal seus livros serão lidos em todo o mundo. Foi a primeira resenha que li, gostei de saber como foi a leitura para você, pela sinopse parecia ser uma trama cansativa, mas agora estou vendo de outra maneira.

    Bjos!!
    Cida
    Moonlight Books

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    1. Oi Cida, concordo, acho essa rotulação muito limitada e preconceituosa. Queria saber o que os russos acharam.. kkk Beijos

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    2. Oi Cida! Pois é, esse foi o único ponto no livro que me incomodou. Não gosto de estereótipos e acho que poderia haver uma neutralidade maior nessa questão. O que torna ainda mais estranho é o fato de a menina viver reclamando desses estereótipos e no fim subliminarmente o autor fazer isso. Proposital? Talvez, mas não me agradou muito. Realmente queria saber o que os leitores Russos pensam disso. Beijão!

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  13. Oie, muito boa sua resenha. Só ela já me deixou "nervosa" pra saber o que vai acontecer, imagina o livro haha
    Gostei muito dessa ideia das receitas no fim do livro, apesar da minha mãe nao deixar eu mexer com fogão e outras coisas de cozinha sozinha, eu acabo me virando.... enfim, deve ter dado um toque especial...
    Ahhh, essa história de levar as coisas boas pro lado americano e as ruins p qqr um q nao seja americano é antiga né, haha, já vi tanto, nem me incomodo mais, sinceramente...
    A única coisa que me deixou meio desanimada foi o tamanho do livro, normalmente eu gosto de ler livros enormes, mas agora, ensino médio, enem, vestibular, ocupam tanto meu tempo, que quando leio quero algo rápido, gasto quase 2 semanas pra ler um livrinho de mais ou menos 180 pags kkkk imagina 400...
    Enfim, vamos ver, talvez nas férias eu leia :)

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    1. Oi Vanessa!! Fico feliz que tenhas gostado :)
      Ai Vanessa, nem me fala, tanta receita deliciosa que fiquei morrendo de vontade de fazer todas, mas também existem muitos dos ingredientes que eu não tenho nem idéia de o que são! hauhauuah Por se tratar de pratos variados da cozinha mundial, acredito que alguns ingredientes sejam bem típicos de cada país, mas fiquei super curiosa pra fazer todos!
      Quanto ao tamanho, ele também me assustou, mas no fim ele nem pareceu tão grande pois a leitura realmente frui. Quem sabe depois desse ano puxado ele não ganha um lugarzinho na sua lista, não é mesmo? E boa sorte com os estudos! =)
      Beijão!

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  14. Ooi Dany tudo bom???
    Eu queria ler esse livro :P
    Nossa achei bem legal ele querer não ser dependente de uma "loira peituda" e vai correr atrás do que quer. Que confusão uma tem que conquistar e colher informações enquanto o outro precisa recrutar ela como informante. o.O Conheço bem esse só mais um capitulo.
    Rsrsrsrs receitas nesse livro???? não imaginava isso!!!

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    1. Oi Mi! tudo lindo, e aí? :)
      Nada mais surpreendente do que receitas culinárias em um livro policial, mas ficou muito legal. As personagens são realmente todas muito interessantes, Mi, e esse cabo de guerra de os dois querendo informações mas sem querer fornecer nenhuma consegue nos deixar nervosos pra saber de que lado a corda irá arrebentar primeiro.
      Beijão!!

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  15. No primeiro parágrafo leio "diploma de Letras", no segundo "contra-espião" e no terceiro chego a "Finlândia, tão frenético quanto o livro parece ser,
    É muito bom quando uma obra te engole e só te cospe quando acaba a refeição.
    Mais uma vez ótima resenha.
    Abraço.
    chacomresenha.blogspot.com

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    1. Oi Léo! haha adorei essa, mas é bem o que acontece. Obrigada, fico feliz que tenha gostado. Beijão!

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  16. Jura Dany que o livro é tão bom assim??
    Não havia me chamado a atenção, eu nem sequer cogitei ele na hora de solicitar,
    Mas agora confesso que fiquei com vontade de ler.

    http://soubibliofila.blogspot.com.br/

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    1. É beeem legal Delmara. Pelo menos eu, que nunca fui fã do gênero, adorei. O mais legal é o autor ser ex agente da CIA, ou seja, fica aquele quê de "Será que existe uma história verídica por trás disso tudo?" Muito bem escrito. Beijão!

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  17. Parece ser um livro muito bom, confesso que prefiro livros em primeira pessoa, mas nesse caso o livro ser escrito em terceira pessoa é essencial para o entendimento do livro pois não te deixa perder nenhum detalhe importante. Fiquei surpresa ao saber que tem uma receita ao final de cada capítulo nunca imaginei algo parecido em um livro desse gênero, curti. Acho legal esse dom da Dominika, o livro mistura uma coisa mística com algo real sem parecer forçado demais, ponto positivo.
    Bela resenha!

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    1. Oi Taís! Fico feliz que tenha gostado, Na verdade essa coisa das cores é real, sabia? Realmente existem pessoas que enxergam cores nos sons, e algumas até sentem gostos! Parece surreal, eu sei, mas é verídico. hahahaha O livro é realmente muito bom. Espero que você goste também. Beijão!

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  18. OMG!!!! Quero muito esse livro.
    Adorei a resenha e ela só reforçou muito meu desejo em lê-lo. Está na lista eu vou ler com certeza
    Bjs.

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    1. Que bom, Gislaine. Espero que goste. Boa leitura!

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  19. Quando esse livro foi lançado ,olhei pra capa e não me chamou muito atenção
    Mais olhado a reenha dele , quis muito ler
    Quero sair um poco dos meus romances água com açucar rsrsrs

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    1. Pelo visto esse é uma boa pedida para você experimentar novas leituras. Beijos

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  20. Ana, vai sair em grande estilo, garanto!
    Beijão!

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  21. Nossa, nem de longe imaginei que roleta russa envolvia tudo isso... rsrs
    Realmente é um pouco tendenciosa essa forma de apresentação de russos e americanos. Mas isso também parece ser um dos únicos pontos negativos, senão o único. Adorei a ideia de uma receita a cada fim de capítulo, porque adoro cozinhar...rsrs
    Enfim,depois dessa resenha, fiquei morrendo de vontade de ler o livro.

    Bjok

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    1. Pelo que estive conversando com a Dany depois, não é à toa que o autor apresentou essa versão, porque parece que ele trabalhou na CIA do mesmo modo que o personagem dele.. daí a gente se pergunta, o que será ficção e realidade na história? Beijos

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  22. Oi Dany.
    Esse livro não me interessou, não gosto muito de tramas de espionagem, com envolvimento da CIA e afins.
    Achei interessei no final de cada capítulo ter uma receita de algo citado anteriormente. Nham fiquei curiosa para saber quais comidas são descritas rs

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    1. Que pena, mas vai do gosto de cada um né?! As receitas são realmente um elemento interessante.. hehe Beijos

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  23. Não gosto do gênero policial, mas acho que esse leve toque de romance,a inda que seja bem leve mesmo, poderia me fazer ler o livro até o fim, por curiosidade! Hehehe...Não adiante, sou uma eterna fã de romance e nada muda isso! kkkkkk...
    Fiquei curiosa sobre as receitinhas... amo testar coisas novas e amo ainda mais comê-las!

    Essa questão do autor passar a imagem dos EUA como bonzinhos é típico dos americanos mesmo! Quantos filmes já vimos, onde o exército americano e seu querido presidente salvam o mundo?! Acho que faz parte de como eles são criados e ensinados a amarem a sua nação e a acreditar que ela é superior e tal.

    Bacana a sua resenha, Dany!
    citacaonumclick.blogspot.com.br

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    1. Pelo que li da resenha não tenho tanta certeza se trata-se de um livro policial propriamente dito.. masss.. E no fim acho que entendemos porque o autor mostrou essa visão de americanos melhores que russos.. ele vivenciou isso na carreira dele.. acho que foi difícil ser imparcial. Beijos

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  24. Não tem nenhum intervalinho entre os capítulos?? E como é que fica aquela famosa frase: "Só vou terminar esse capítulo...."? SUAHUSHAUSHUAHSUAHSUHAS
    Gosto dessas tramas que fazem o leitor pensar, acho interessante, e por fazer relações com dois países fica mais interessante ainda...
    Como nem tudo na vida é perfeito, sempre tem um ponto negativo né... Mas a gente releva e lê o livro mesmo assim!!!!
    Amei a resenha, já entrará na lista de VOU LER do skoob!

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    1. Viu só.. deve ser um daqueles terríveis livros que não podemos parar de ler.. e justamente quando temos que dormir para trabalhar no dia seguinte.. kkk Beijos

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  25. Adorei conhecer mais sobre o livro. Já tinha ficado interessada pela capa e pela sinopse e a resenha só aumentou ainda mais meu interesse. Adoro histórias com agentes secretos e espionagem e essa parece ser das boas, cheia de surpresas e reviravoltas. Achei muito legal ter receitas entre os capítulos, realmente muito criativo!! Já entrou pra minha lista de desejados!!

    Beijos!!

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    1. Eu também adoro histórias de espionagem e agentes secretos e essa aparenta ser uma boa pedida, né?! Beijos

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  26. Pra falar a verdade eu não gostei muito do começo da resenha do livro , ele não me chamou tanta atenção , mais saber oque eles vão passar um com o outro me traz curiosidade e como AMO a Rússia , por ser onde fui criada , vou dar uma chance ao livro e ver se gosto.

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    1. Pois é Tati, deve ser uma relação bem tensa né?! Querer fazer algo e não poder. Espero que goste. Beijos

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  27. Nossa desde que li a sinopse do livro me interessei por ele! É o tipo de livro perfeito pra mim, com espionagem, política, Rússia envolvida e tudo o mais. Eu simplesmente amo essas coisas então logo de cara já queria o livro. Já tinha ouvido falar antes e concordo que é bastante tendencioso isso de mostrar os americanos como os bonzinhos e Rússia como os malvados.Até porque eu amo a Rússia - ou as coisas que eu já li sobre, afinal não conheço tudo de lá. Mas mesmo assim quero ler o livro, parece daquele tipo que não largamos e a adrenalina corre solta ao ler! Preciso mesmo desse livro, haha
    Beijos

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    1. Que legal Lari, fico feliz de saber. Eu tinha muita vontade de conhecer a Rússia. Beijos e boa leitura.

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  28. Como assim receitas? hahaha Ameeei essa ideia. Juntar livros e comida só pode ser uma combinação perfeita hahahah
    Em relação a isso das cores dos russos e americanos, também não possuo muito conhecimento de causa, mas de qlqr forma, americanos amam se sentir superiores né? Faz parte da cultura deles e por um lado é até legal ver o orgulho que eles tem de ser americanos.

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  29. Primeiramente devo dizer que eu estava viajando completamente nesta resenha. Eu estava imaginado tudo hahahahaha, mas tudo que é doce se acaba, eu adorei a resenha, eu possuo vontade de ler esse livro, mas confesso que eu não sabia praticamente nada sobre ele, pelo visto ele não nos deixa respirar direito, eu sou uma dessas que sempre fica "Ai o que vai acontecer agora, OMG" sou muito curiosa, e esse negocio de agentes secretos me atrai muito, mas infelizmente não tive a oportunidade de ler algo do tipo ainda, Roleta Russa será o primeiro.
    Beijos!!!!

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  30. Que coisa mais estranha essa parada de colocar receitas de comida em livros dese gênero. Fico imaginando como o autor fez essas ligações. Mas que achei criativo, eu achei. kkkkkkk
    Só digo que é essa sensação que espero quando estou lendo um um livro desse gênero: Ficar horas e horas sem nem me dar conta do tempo passar, e ficar ávido para ver o desfecho da obra.

    @_Dom_Dom

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