Semana Silo - Os desafios da autopublicação - Dia 3

Oi gente, estão gostando da Semana Especial Silo? Vocês viram que tem muita informação nova para assimilar né?

Hoje iremos falar sobre os desafios acerca da autopublicação de um livro. Um post importantíssimo para aqueles que almejam um dia publicarem as suas obras e, quem sabe, se tornarem escritores profissionais.

Quem disse que para ser famoso e se tornar um best-seller é preciso publicar um livro comercialmente? Está certo que a maioria dos escritores sonham em assinar contratos com grandes editoras. Fala sério, quem nunca sonhou em ser representado pela Intrínseca? Mas nem sempre este sonho se torna realidade, seja por falta de interesse das Editoras, seja pela grande competitividade do mercado. Cada vez mais tem sido difícil para autores iniciantes saírem do anonimato. Então, o que fazer?

Muitos deles têm investido na publicação independente, lançando livros sob demanda ou então ebooks em plataformas como a Amazon, por exemplo. Apesar dos livros físicos ainda serem os mais procurados pelos leitores, os ebooks têm ganhado um espaço cada vez maior no mercado editorial.

Hugh Howey, autor da trilogia Silo, soube aproveitar muito bem as facilidades do universo online. Quando ele começou a escrever as histórias de Silo, optou por disponibilizar pequenos fascículos do livro na Amazon, por 99 centavos de dólar cada e em 3 meses já havia vendido 1000 cópias.

Em pouco tempo, se tornou um fenômeno da autopublicação atraindo olhares de diversas grandes editoras que tentaram persuadi-lo a assinar contratos. Mas Hugh recusou veementemente. Por que ele optaria abrir mão dos seus direitos autorais, da autonomia de administrar o seu trabalho e dos ganhos de mais de 70% sobre as vendas dos livros em troca de uma publicação que lhe renderia apenas 10% do valor de capa?

Hugh comentou que a editora que o contratasse teria que praticamente vender seis vezes mais do que ele já vendia para voltar a lucrar o que ele já estava lucrando. Muitos agentes literários também passaram a cortejá-lo. A BBC propôs transformar seus livros em um seriado televisivo. Muitos agentes propuseram vender seus direitos para livros físicos e digitais para quem desse um maior lance num leilão. Mas Hugh continuava desinteressado. Uma agente chamada Kristin Nelson disse que ele não deveria vender os direitos autorais dos seus livros digitais e que poderia ajudá-lo na venda dos direitos para o cinema e para outros países. Ele finalmente a contratou em 2012 e, posteriormente, acabou vendendo seus livros para 24 países e fechou um contrato com a Century que comprou seus direitos por uma alta quantia de seis dígitos.

Kristen continuou tentando negociar seus direitos com as editoras que ofereceram um contrato igualmente de seis dígitos que Hugh recusou, já que naquela época ele já estava lucrando em torno de $40 mil por mês. Logo depois de saberem das negociações com a Century Fox e com Ridley Scott, as editoras voltaram a cair em cima de Hugh e o mesmo partiu para Nova York para participar de reuniões com cinco grandes empresas. O autor não estava satisfeito. Muitas disseram querer trocar o título de Silo, manter os direitos digitais e disseram querer deletar o livro atual da Amazon, o que faria Hugh perder a autonomia e todos os feedbacks, resenhas e classificações dos leitores acerca de suas obras tendo que praticamente começar do zero.

Não, isso não era uma opção viável para ele. Em um papo com um dos cabeças da Simon and Schuster, Hugh deixou claro que só assinaria um contrato de co-edição, em que manteria os seus direitos digitais e venderia os direitos apenas dos livros impressos. O Sr. Karp ficou de pensar na proposta e ficaram de manter contato.

Passado certo tempo, os fascículos de Silo entraram em promoção na Amazon, sendo os cinco vendidos por apenas $1,99. Em apenas um dia, Hugh vendeu 20 mil cópias. Esta foi a gota d'água para as editoras. Finalmente Simon and Schuster se rendeu as exigências do autor e topou fechar o contrato de publicação apenas dos livros físicos, comprometendo-se a agregar na divulgação as resenhas dos ebooks e as novidades acerca do filme. Ainda assim, naquela época, mesmo com a publicação de livros físicos, Hugh continuou vendendo em torno de 50 mil cópias dos seus livros por mês na plataforma digital.

As atitudes de Howey revolucionaram o mercado editorial internacional e alertaram as editoras para o poder da autopublicação quando bem-feita. Se antes muitos editores não davam a mínima para autores independentes, começaram a vigiá-los mais de perto e assediá-los com maior frequência. O contrato assinado por Hugh com a Simon and Schuster é totalmente raro. As editoras não costumam abrir mão da totalidade dos direitos do autor sobre a obra, mas eles perceberam que ou era isso ou nada.

Hugh e outros autores que se tornaram primeiramente best-sellers na venda de ebooks para, somente depois, publicarem comercialmente, vieram para mostrar que é possível sim administrar de maneira independente as suas carreiras. É difícil? Claro, mas não mais impossível. Esta prática pouco a pouco tem se tornado tendência no mercado editorial mundial e muitos autores têm aderido como: Barbara Freethy, Colleen Hoover, Bella Andre e CJ Lyons.

Muitos têm se perguntando: qual é o segredo de Hugh Howeys? Qual é a sua fórmula secreta para se tornar um sucesso em vendas de maneira independente? Depois de ler Silo muito me perguntei sobre isso. É inegável a qualidade de sua escrita e da construção de sua história e dos personagens, mas sabemos que qualidade por si só não é sinônimo de sucesso. Pensei, será que foi um golpe de sorte seus livros terem se tornado virais? Ou foi o fato dele ser um autor extremamente acessível, em constante contato com os fãs e bem palhaço a ponto de fazer vídeos cômicos no youtube se colocando em situações meio constrangedoras? Ou foi por que ele divulgou massivamente seus ebooks, enviando cópias para blogueiros e usuários do Goodreads resenharem, recrutando fãs ardorosos para se tornarem beta readers? Quem sabe o fato dele ter incentivado a produção de fanfics e fan arts também ajudaram? Ou será que foi a junção de todos esses fatores e mais um pouco?
De acordo com Hugh, é difícil apontar apenas um ingrediente de sucesso. Ele acha que o mais importante de tudo é escrever uma história brilhante, que caia no boca a boca das pessoas e que as façam recomendar para os amigos. Sim, leva tempo para chegar a esse nível. Algo que somente a prática nos dá. Hugh também comenta que as coisas se tornaram mais "fáceis" no momento em que ele já tinha muitos títulos à venda no mercado digital. "Vendas geram mais vendas". Não se esqueçam de escutar os seus leitores. Eles são capazes de fornecer importantes feedbacks que irão auxiliar no desenvolvimento da história. Além disso tudo, Hugh aborda um tema interessante: o método de publicação escolhido pelo autor.

O estilo de publicação em série que ele sonhou para Silo acabou dando um grande impulso nas vendas. Ao lançar títulos mais curtos com preços bem mais acessíveis, as histórias de Hugh se tornaram virais. "Um livro único é invisível; é uma árvore no meio de uma floresta. Mesmo alguns livros do mesmo autor continuam sendo invisíveis, mas uma variedade de títulos misturados já fazem um barulho. Quando há cinco livros com o mesmo título estranho inseridos no carrinho de compras juntos, eles meio que chegam ao topo ajudando uns aos outros como ondinhas individuais crescendo até se tornarem uma grande onda."

De repente, quando se deu conta, Hugh já tinha sete ebooks figurando entre os 20 mais vendidos no gênero ficção científica na Amazon, chamando a atenção de muitos autores que postaram a respeito do seu método de publicação e de leitores que passaram a se interessar pelas suas obras. Hoje, muitos autores estão adotando a mesma sistemática de publicação de Hugh. Será que isto se tornará uma tendência ou foi apenas uma mera casualidade?

Mas todos sabemos que publicar de maneira independente não é assim tão fácil. Autores independentes precisam cuidar de tudo o que envolve a criação, revisão, publicação e divulgação do livro, além de conciliar seu tempo livre com idas a eventos literários, contato com os fãs, sorteios na internet, promoções e contato com os blogueiros literários.

A grande questão é: a autopublicação literária, principalmente no que diz respeito aos ebooks, é uma alternativa viável no Brasil? Infelizmente no Brasil não temos incentivo a cultura e baixo hábito de leitura. Se tornar um autor de sucesso é uma tarefa heroica e as editoras costumam sempre priorizar os livros internacionais aos nossos próprios autores.

Maribell Azevedo, autora dos livros Amor no Ninho, Amor Inteiro e Desejos: Cuidado com o que pede, já experimentou os dois tipos de publicação: comercial e independente. De acordo com a autora, a publicação de ebooks na Amazon poderia sim ser uma boa alternativa para autores iniciantes que não têm condições financeiras para arcar com uma publicação por demanda. Nesse caso, os gastos se resumiriam a contratação de profissionais para revisar o texto e confeccionar a capa. E, apesar do valor do ebook ser bem inferior ao valor de venda de um livro físico, o percentual auferido pelo autor acaba sendo superior ao que se recebe pelos livros vendidos em livraria, compensando o investimento. Ademais, tem-se a vantagem de receber um pagamento bimestral, enquanto que em publicações comerciais o autor costuma receber seus royalties de seis em seis meses e, às vezes, de ano em ano, dependendo do caso. 

Depois de tudo que pesquisei e li a respeito do mercado editorial estrangeiro e nacional cheguei à conclusão de que existem prós e contras em ambos os tipos de publicação e, no fim, vai depender do perfil do autor e dos seus objetivos optar pela que mais se adequa aos seus sonhos.

Ferramentas existem. Impossível não é. Agora basta seguir o exemplo de Hugh Howey ou dos seus autores favoritos e meter a mão na massa, porque sem livro não há publicação. Então, vamos escrever pessoal e quem sabe um dia algum de vocês não estará publicando um livro pela Editora Intrínseca, esta editora tão fantástica?

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32 comentários

  1. Vejo a internet como uma ferramente maravilhosa que da chances as pessoas em muitas areas, não apenas na literatura. Apesar de não gostar muito de ler e-books, esse é um mercado que está crescendo muito e que tem sim que ser explorado pelos autores como uma forma de divulgar suas obras. Tá ai o Hugh Howey para provar isso.

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    1. Sim Re, a internet está aí para ser explorada, basta saber usá-la e depois desfrutar dos seus benefícios. Beijos

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  2. Muito interessante sua matéria, Mi! Adorei. É exatamente o que eu penso também, e o que tenho visto em umas pesquisas que tive a oportunidade de fazer sobre o mercado editorial nos últimos meses. Realmente a publicação pela Amazon me parece atraente para autores iniciantes. O principal problema que vejo é o fato de ser só digital. Se eles fizessem um esquema de imprimir os livros sob demanda também, mesmo que por um preço mais caro do que em grande escala, seria um avanço tremendo!

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    1. Oi Nia, existem outros sites que suprem essa necessidade. Um deles é o Perse. Bem interessante. Tenho vontade de publicar algo por lá também. A vantagem é que é gratuito que nem na Amazon e só se paga o preço de custo da publicação. Dá também para deixar o livro à venda no site. Daí o cliente compra, eles imprimem 1 exemplar, enviam, e a gente recebe o valor de venda daquele livro. É bem legal. Dá uma pesquisada por aí. Beijos

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  3. Oi, Mi
    Gostei muito da sua matéria. Achei Hugh Howey muito batalhador e esperto, soube explorar bem seu potencial. E ainda comprovou que a propaganda é a alma do negócio fazendo vídeos engraçados e distribuindo seus livros para blogueiros. Ele merece o sucesso.

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    1. Oi Monica, realmente Hugh é um empreendedor, e sendo da área da TI, ele soube usar muito bem os metadados e algorítmicos da Amazon para veicular com maior sucesso as suas obras. Beijos

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  4. Esse sim é um autor difícil e espeto. Lutou, lutou e hoje ta aí fazendo sucesso! Ainda não li nada dele, mas estou interessado. Achei bem legal a estratégia de liberar trechos de livros na Amazon, é tipo fanfic, todo mundo fica ansioso pela outra parte.

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    1. Eu também adorei a estratégia Rodrigo. Fiquei com vontade de botar em prática.. kkk Beijos

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  5. Oi Mi :)
    Admiro muito a determinação do autor, ele é um grande exemplo!
    Realmente o caminho da autopublicação é difícil, mas também concordo que Amazon seja uma boa ferramente para os autores que estão começando. Só acho que precisa ser mais valorizado, apesar de que já houve um grande aumento no mercado digital.
    Adorei o post!
    Beijos.

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    1. Oi Bruna, o mercado de ebooks tem só crescido, principalmente lá fora. Precisamos aprender a explorá-lo melhor. Beijos

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  6. Ótima matéria, Mirelle. Estou amando a Semana Silo. Eu acredito na possibilidade dos escritores conseguirem pagar suas contas com seus trabalhos em publicações digitais. É algo que leva tempo, claro, mas conheço vários autores nacionais independentes que estão publicando pela Amazon e estão adorando a experiência.

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    1. Eu também acredito Laplace.. esse na verdade é um dos meus sonhos.. se pudesse pagar as minhas contas com a minha arte, ficaria feliz :) Beijos

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  7. Ameeeeeeeei essa matéria, Mirelle!
    De altíssima qualidade e, como sou fã de carteirinha do Hugh Howey ( ele é meu ídolo! rs) há tempos, vi que suas fonte foram honestas e comentários MEGA pertinentes!!! Seria maravilhoso se todos os blogueiros tivessem esse olhar crítico e futurista como o seu.Parabéns mesmoooo!
    Beijocas mil,
    Pepper

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    1. Obrigada Pepper, fico feliz em saber. Obrigada pelo carinho. Beijos

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  8. Acho muito legal a auto-publicação, pois só assim, acabamos conhecendo autores e obras interessantes. O que seria de "Silo" se não tivesse sido publicada em ebook?!?! Aguardar que uma editora confiasse na obra?!?! E se esse dia nunca chegasse?!?! Que bom que o Hugh Howey teve coragem e tornou-se esse sucesso todo.

    @_Dom_Dom

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    1. Verdade Dom, com certeza não teria virado esse fenômeno todo e talvez nem tivesse vindo para o Brasil. Beijos

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  9. Eu vou ver você publicada pela Intrínseca! Com certeza ;D haha

    Indo ao post, que post maravilhoso Mi, não é atoa que vários autores só tem elogiado ele.
    A autopublicação pode parecer fácil, mas com certeza não é. E eu preciso repetir uma coisa: o Hugh Howey é fo**! Mas o trabalho dele não deu frutos do nada. Ele se empenhou muito em divulgar seu trabalho.. Pra mim o maior diferencial foi a proximidade com os leitores. Isso instiga e incentiva qualquer leitor!
    Mas o conjunto da obra foi perfeito, sem dúvidas!

    Beeijinho. Dreeh
    Blog Mais que Livros

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    1. Será? kkk Que sonho.. Pois é Dreeh, Hugh é o resultado de uma combinação de sucesso.. difícil saber o que de fato deu certo, mas tem pessoas que nascem para serem empreendedoras, e Hugh inovou no mercado digital abrindo portas para muitos autores por aí. Beijos

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  10. Nossa! Que post hein! Muita informação que eu não fazia ideia que existisse, overdose de conhecimento agora =D
    Sabia que publicar um livro era complicado mas não tanto, e o que mais me espantou foi o fato de o autor receber os valores em semestres ou anos quando publicado por editora. Hugh com certeza é um exemplo de autor e eu desejo sinceramente que mais autores bons que ainda não saíram do anonimato consigam feitos como os de Hugh. E não vejo a hora de ver o seu livro publicado Mi <3 Espero que esse processo não seja tão ardiloso pra você, mas mesmo que seja, o que vale já é conseguir escrever algo que agrade o público mas que acima de tudo te agrade!
    Depois desse post deu uma vontade de passar pela Amazon e fazer umas comprinhas hehe

    Beijos, Greice.
    diariodaalvorada.blogspot.com.br

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    1. Ih amiga, pior que isso não é a missa à metade :P
      Quando descobri sobre o pagamento também morri.. pensei, como vivo até lá? Por isso que o autor tem que vender muitooo para semestralmente receber uma bolada que dure por meses. Complicado né?!
      Obrigada amiga, também não vejo a hora! Tomara que um dia dê tudo certo. Beijos

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  11. Nossa, não fazia ideia que é tão complicado publica um livro, excelente matéria!

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    1. Pois é Milena, autor sofre.. kkk mas depois é recompensado.. hehe Não há satisfação maior do que ver seu livro publicado e seus fãs amando a obra. Beijos

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  12. Hugh foi realmente um gênio em saber usar a ferramenta do livro digital e fazer tanto sucesso.
    Realmente, a propaganda do boca a boca é poderosa e surte efeitos grandiosos.
    Achei genial e, com certeza, ele ganhou meu respeito. A Intrínseca está de parabéns, novamente. Pois é uma vantagem e tanto ter um excelente autor em sua lista de publicações.
    M&N | Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso Top Comentarista

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    1. Exatamente. Concordo com você :D Beijos

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  13. Se lá fora já é difícil a autopublicação, fico imaginando o que os autores nacionais passam pra publicarem suas histórias. A Intrínseca é uma excelente editora nesse quesito, trazendo os melhores autores para o Brasil, mesmo não sendo tão conhecidos lá fora.

    Beijos

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    1. Nossa, para os autores nacionais é ainda pior, já que a nossa literatura não é valorizada e os ebooks estão ainda engatinhando por aqui.. por isso admiro muito o pessoal que prospera. Beijos

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  14. Gostei de conhecer esse lado do autor e como ele batalhou para publicar seu livro. Digno de admiração.

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    1. Verdade Gi, se tornou meu ídolo. Beijos

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  15. Esse lado batalhador é muito bom. É interessante conhecer a história que ele passou...

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