Resenha - A Estrela que nunca vai se apagar

A Estrela que nunca vai se apagar Esther Grace Earl John Green IntrínsecaEsther era uma menina levada, feliz, cheia de vida. Dotada de uma uma criatividade ímpar, sempre conseguiu olhar a vida com otimismo e esperança, mesmo nos piores momentos. Seu sonho era ser escritora e, desde cedo, embarcou no universo literário criando seus textos e mantendo um registro em seu diário.

Infelizmente, aos doze anos, enquanto morava na França com a sua família, foi diagnosticada com câncer da tireoide papilar metastático. Passou por cirurgia, tratamentos de radioterapia, iodo radioativo e foi cuidada por uma equipe composta por multiprofissionais dedicados. Apesar de este ser um câncer com bons prognósticos de cura na maioria dos pacientes, em Esther se apresentou de maneira mais avançada e agressiva comprometendo rapidamente o funcionamento dos seus pulmões e rins.

Esther acabou tendo que se mudar para os EUA e precisou largar o colégio em razão das inúmeras idas ao hospital e da ingestão de medicamentos que a deixaram fraca. Apesar de ter emagrecido muito, perdido os cabelos e tido diversos problemas de pele, Esther sempre fez questão de acompanhar seu tratamento de perto, discutindo com os médicos as melhores intervenções e fazendo objeções quando não concordava com algo.

A menina encontrou refúgio nas palavras, que lhe ofereceram um porto seguro, um local de desabafo e de comunhão com amigos e família. Apesar de Esther não ter podido escolher o final do seu livro, marcou a vida de todos que a conheceram e será para sempre uma estrela brilhando no céu que nunca vai se apagar.
"Parece quase irônico que ela não possa ser esquecida agora que sua história atingiu tantos e instigou tantas pessoas a se inspirarem nela. Desta forma, é como se ela pudesse continuar a viver o resto de sua vida, por meio de nós."
Querem saber um pouco mais sobre essa belíssima história? Então leiam.

***

ALERTA! Esta resenha será gigante. Há livros que leio que transformam a minha vida e, por causa disso, não podem ser resumidos a meia dúzia de palavras. Há livros que leio que me fazem pensar e me obrigam a escrever. Este blog, por mais que seja voltado a resenhas literárias e cinematográficas, não deixa de ser um cantinho meu. Um local que me sinto em casa e onde posso expressar tudo o que sinto. Então, muitas vezes, não consigo ser imparcial e não posso deixar de colocar em minhas resenhas as minhas experiências pessoais. Simplesmente não consigo. Portanto, de certa forma, a cada resenha, a cada comentário, a cada post, vocês conhecem um pouquinho mais de mim, porque em cada linha, em cada palavra, existe um pedacinho meu.

Este, provavelmente, será um dos posts mais pessoais que escrevi aqui no Blog. Eu poderia fazer como todos os outros que sempre faço. Começo a escrever as minhas resenhas a partir de uma "diarreia mental", com o perdão da palavra, para depois ir cortando tudo de "pessoal" que escrevi. Afinal, ninguém tem nada a ver com a minha vida, certo, e não preciso ficar expondo meus pensamentos e experiências íntimas. Mas dessa vez não consegui me calar. Um livro diferente exige uma resenha diferente. Esther fala conosco em seu livro, nos questiona, nos força a relembrar momentos das nossas vidas, e não pude simplesmente ignorar esse chamado e me calar neste texto, fazendo uma resenha fria e puramente técnica. Por respeito a mim e a Esther, esta resenha será praticamente uma anotação de diário.

Para quem não tiver paciência de ler posts grandes, sugiro pular para a parte final em que falo de forma mais técnica a respeito do livro em si. Ou então simplesmente não leiam, fiquem à vontade :)

***

Desde que ouvi falar sobre esse livro fiquei com vontade de lê-lo. Minha curiosidade foi aguçada por diversos motivos: Primeiro, tratava-se de um livro escrito por Esther Grace, a menina que inspirou John Green a escrever seu livro A Culpa é das Estrelas. Segundo, porque se tratava de uma história real, e eu adoro histórias reais, ainda mais quando não são melodramáticas e contém em seus textos lições de vida e situações para nos inspirar.

Só uma coisa me fez ter receio de ler. Tinha medo de me emocionar demais e de ficar muito triste, porque quando ele foi lançado, eu estava num período muito delicado da minha vida, passando por problemas de saúde e, para agravar a situação, uma pessoa que amo muito tinha acabado de ser diagnosticada com câncer de tireoide. Vou chamá-la de Pícoli, porque ela não quer ser identificada.

Imaginem então a minha situação: Escuto a médica dizer para Pícoli: "Calma, vai dar tudo certo, o câncer de tireoide é muito tranquilo de tratar e tem mais de 96% de chance de cura", para chegar em casa e descobrir que Esther tinha morrido desse mesmo câncer. Só consegui sentar para ler o livro, ainda assim, nervosa e suando, depois que Pícoli passou por uma cirurgia para a retirada dos tumores e sobreviveu. Atualmente, Pícoli está recuperando-se bem a cada dia que passa e agora estamos aguardando o início do tratamento com iodo radioativo e esperando pela remissão.

Talvez A Estrela que nunca vai se apagar tenha mexido comigo mais do que possa vir a mexer com outras pessoas. Isso vai da experiência particular de vida de cada um. Eu já enfrentei a morte do amor da minha vida: meu avô, que me criou como uma filha; passei por um aborto espontâneo que, por mais que as pessoas tentem minimizar a minha dor, equivaleu-se a morte do meu filho; dois cânceres na minha família, de pessoas próximas, inclusive um deles também de tireoide; uma obesidade mórbida que quase me matou, dentre outras coisas que durante a vida a gente julga como perdas, desafios e se sente injustiçado, mas que no fim, elas refletem quem somo hoje e nos fortaleceram. Por isso, não trocaria a minha história de vida por nada no mundo. E fico feliz de ver que Esther, apesar de toda a dor e sofrimento pela qual passou, pensava exatamente da mesma forma que eu.
"Mãe, sei que sou só uma criança, mas posso dizer que passar pelo câncer me ajudou a crescer. (...) E, se eu tivesse a escolha de voltar no tempo de alguma forma e impedir o câncer, eu não faria isso, porque mudaria muitas coisas. Só queria que você soubesse que talvez eu não me importe muito de ter câncer. É parte de mim no momento, e acho que sou uma pessoa de bastante sorte. (...) se eu não tivesse ficado doente, não ficaria pensando nas pessoas com a doença... Eu sentiria pena do tipo "ah... coitado" em vez de solidariedade sincera."
Ler A Estrela que nunca vai se apagar foi quase como ler O Diário de Anne Frank. Tive a sensação de espiar a vida de outra pessoa pela fechadura e, aos poucos, me tornar íntima dela, dividindo suas dores e compartilhando das suas alegrias. No final, acabei ganhando outra amiga que, assim como Anne, já está no céu.

Esther não quis ser lembrada pela sua doença, nem por suas limitações devido ao seu corpo que já apresentava sinais de cansaço. Ela não queria ser definida como a menina que tinha câncer. Esther queria ser uma pessoa normal, e é isso que o livro nos mostra. Não um moribundo que está prestes a morrer, de quem devemos ter pena ou então considerar um herói pelas suas bravas conquistas e batalhas travadas.
"Então é... ultimamente venho pensando que, se e quando eu morrer, gostaria de passar por mais uma coisa normal de adolescente, que é beijar um garoto. =) (...) Você pode não acreditar, mas quero uma porcaria de beijo. É uma coisa normal que eu talvez nunca tenha, mais uma coisa que vou perder."
Justamente por causa disso, não diria que o livro é depressivo. Ele é melancólico e triste, mas de uma maneira boa (se é que isso é possível.. hehe). Foi impossível não correlacionar à vida de Esther com a de Hazel, por mais que John insista em dizer que ambas não são a mesma pessoa. Esther, assim como Hazel, era uma menina cheia de vida, com um humor irônico e muito perspicaz. Enquanto Gus, de A Culpa é das Estrelas, tinha medo de ser esquecido, Esther tinha medo de não fazer a diferença nesse mundo.
"Quando o dia chegar, seja em um, dez ou cem anos, eu não quero que vocês pensem em mim e fiquem tristes. Mesmo agora que estou viva, não pensem em mim e digam "Pobrezinha. É uma pena que ela esteja doente". Não que vocês façam isso. Pensem em mim e pensem na luz do sol e no quanto aaamo animais e desenhar coisas bonitas."
Estee, ou Estrela, apelidos carinhosos dados pelo seu pai, tinha um desejo imenso de ajudar a todos. Ela queria trabalhar em um abrigo de animais carentes, ela adorava dar uma de conselheira para todos aqueles que a procuravam com problemas ou pedindo ajuda, e ela queria ajudar os necessitados. Mas lhe faltava tempo, e energia, e ela se consumia por causa disso, por ter tanto amor para dar e tão pouco tempo para realizar os seus sonhos.
Esther veio para Terra com certeza com uma missão, porque o livro deixou claro o quanto ela mudou a vida de todos que a conheceram, pessoalmente ou virtualmente, e seu maior legado, foi depois de sua morte. Por causa de Esther, a Harry Potter Alliance ganhou um prêmio de $250.000 para ajudar a diminuir as coisas ruins que acontecem no mundo. Por causa de Esther, foi criada a fundação chamada This Star Won't Go Out, que ajuda milhares de pacientes com câncer e suas famílias. Por causa de Esther, uma menina que morreu de câncer a milhares de quilômetros de distância da gente, uma adolescente que muitos nunca ouviram falar, muitas coisas boas aconteceram, transformando o mundo num lugar melhor de se viver. Tenho certeza de que, de onde Esther estiver ela está feliz, sabendo que sua luz iluminou a vida de tanta gente.

* Gente, quem quiser fazer uma doação para a fundação This Star Won't Go Out clique AQUI. É possível doar qualquer valor por meio do paypal. Eu fiz a minha parte e fiz a minha doação!

Foi lindo descobrir de onde surgiu o nome do livro, e de como Estee conheceu seu maior ídolo, John Green, ou então de como Esther deixou esse mundo rumo a uma nova aventura. Muitas passagens do livro são extremamente emocionantes, e outras tantas são inspiradoras.
"Hmm. Falando em querer, a LeakyCon 2009 vai acontecer entre os dias 21 e 24 de maio. EM BOSTON. (...) e HANK E JOHN GREEN VÃO ESTAR LÁ. EM BOSTON. EM BOSTON. NA LEAKYCON!!! Quero tanto ir. TANTO. (...) Eu poderia pedir isso para a Make-A-Wish..."
Quanto ao livro, devo dizer que, primeiramente, fiquei chocada com a diagramação e o design feito pela Intrínseca. Nunca vi um livro tão lindo na minha vida. Todas as páginas internas são decoradas, coloridas e ilustradas. A Estrela nunca vai se apagar contém um material riquíssimo sobre a vida dessa adorável menina. Foram compilados relatórios médicos, depoimentos de seus pais e amigos e trechos do próprio diário escrito por Esther, compartilhado conosco assim como seus pais imaginaram que ela gostaria. Além disso, o texto trás inúmeras fotos de Esther e da família em diversas fases de sua vida.

Analisando o livro, basicamente cheguei à seguinte conclusão: as páginas verdes-floresta serviram para apresentar um pouco sobre quem é Esther Grace, desde seu nascimento até a sua morte. As páginas verde-claras foram dedicadas aos escritos de seus amigos ou pessoas próximas que a conheceram. Nas páginas laranjas, encontramos o diário escrito por Esther e seus pais no site CaringBridge, criado para atualizar a família e os amigos da doença e do bem-estar de Estee. E nas páginas brancas, encontramos os relatos da própria Estrela, seja por meio de cartas, desenhos ou dos escritos em seu próprio diário. Ao final, temos a compilação de diversos textos de ficção não acabados escritos por Esther, que já buscava a sua "voz" como jovem escritora.

Talvez alguns se perguntem por que alguns textos estão alinhados à esquerda e outros estão justificados. Acredito que, novamente, a Intrínseca tenha feito uso desse artifício, como fez em Sal, para destacar os textos escritos por Esther e os trechos dos diários elaborados por seus pais. Pelo que entendi, os textos justificados são mais recentes, elaborados para o livro e escritos depois da morte de Estrela. Mas isso tudo são apenas especulações minhas.

Achei que eu ia demorar mil anos para ler o livro, porque ele é enorme, mas acabei o devorando em questão de poucos dias de tão fácil e fluida a sua leitura. Gente, preciso dizer, Esther me fez pensar tanto! Depois de anos sem torturar um livro, dessa vez não me contive, peguei uma caneta marca-texto na mão e desandei a rabiscar em A estrela nunca vai se apagar com direito a inclusive dobrar orelhas nas páginas. Ok, me trucidem! Eu leio muito, vocês sabem. E leio de tudo. Mas foram as palavras de Esther, na sua simplicidade, na sua repetição, na sua confusão, que me tocaram, porque me relembraram exatamente como eu me sentia aos 12, 13, 14 anos, e como me sinto hoje a cada vez que enfrento uma dificuldade ou sinto que me tiraram o tapete.
"Não é triste que tantas vezes seja preciso encarar a morte para se apreciar a vida e uns aos outros por inteiro? Espero que você esteja fazendo diferença para alguém hoje..."
Lembrem-se que A Estrela nunca vai se apagar não é um livro de ficção. Então se forem lê-lo, leiam de coração aberto e conheçam Esther Grace, sem julgá-la, sem tentar entendê-la, sem questionar o porquê disso ou daquilo. Lembrem-se que vocês estarão lendo um relato de uma adolescente, cheia de sonhos, cheia de mágoas, meio perdida, mas com muita esperança na vida, em Deus e num futuro glorioso sem dor. Lembrem-se que vocês estarão lendo as memórias de uma família afetada pelo câncer e consequentemente pela perda de uma filha tão querida e amada. Apenas lembrem-se e aceitem.
"Após alguns minutos de espera, chorando em silêncio e tocando nossa amada Estrela, ela deu seu último e estranhamente longo suspiro (...)". 
Família Earl
Estes são relatos de pessoas reais, de gente como a gente, de vida e de morte. E no fim, eu me sinto abençoada de poder ter conhecido melhor uma pessoa que até então nunca tinha ouvido falar e que foi tão importante, simplesmente por existir, e por ser uma pessoa única e diferente das demais, mas ao mesmo tempo tão parecida com a gente. Ler livros que falam sobre pessoas comuns e suas vitórias e dificuldades me faz sentir-me mais humana e me faz ter mais empatia pelo outro.

Obrigada Esther.
"A morte não é a palavra final, mas a "grande aventura seguinte", como Dumbledore disse tão bem."
A Estrela que nunca vai se apagar - Esther Grace Earl e Lori e Wayne Earl
Editora Intrínseca
448 páginas
Comprar:
Saraiva

Acessem o site oficial do livro AQUI.

Canal do Youtube da Esther AQUI.

Canal do Youtube dos pais de Esther AQUI.

Blog do Wayne AQUI.

Fundação The Star Won't Go Out AQUI.


BOOKTRAILER


CRIAÇÃO DO ESTHER DAY (DIA DE ESTHER):


REST IN AWESOME, ESTHER:


ÚLTIMO VÍDEO GRAVADO POR ESTHER, DIAS DIAS ANTES DELA FALECER:


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54 comentários

  1. Oi Mi,
    Eu preciso desse livro, é uma história real que mesmo triste parece ter vários encantos.
    Confesso que a emoção contida na sua resenha foi algo inspirador e quero sentir algo assim.
    Beijocas ^^

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    1. Obrigada Lari, realmente este livro mexeu comigo. Beijos

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  2. Estou louca para ler este livro... vc sabe o motivo... Ah, e tb fiquei feliz por saber que Picoli já esta se recuperando. Por aqui ainda estamos esperando o plano de saude autorizar o procedimento. ♥

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    1. Sim, sei bem. Espero que ele te ajude a enfrentar tudo o que está acontecendo na sua família. Estou rezando por vocês. Obrigada pelo carinho amiga. Beijos

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  3. Oi Mi!
    Nossa que resenha mais linda, acho que foi a mais perfeita e emocionante que você já escreveu! Me emocionei lendo, parabéns!
    E nem preciso dizer que estou louca para ler este livro, com essa resenha linda fiquei mais motivada ainda!
    Ah fico feliz por Pícoli estar se recuperando bem!
    Beijo...

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  4. Adorei ACEDE e saber que o John se inspirou nela para escrever a estória me deixou comovida.
    O livro é divertido e leve apesar da doença...
    Vendo os vídeos e lendo a resenha entendo... a Esther é uma estrela mesmo que nunca vai apagar.
    Fiquei emocionada e sem palavras mais.
    Amei ♥

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    1. Oi Edna, eu também adorei ACEDE e, assim como você, me "diverti" lendo, porque por mais triste que a história seja, John a escreveu de maneira leve e com um humor irônico maravilhoso. A Estrela que nunca vai se apagar, apesar de não ter me feito chorar, já tem uma carga emocional maior por se tratar de uma história verídica, mas vale super a pena ler. Beijos

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  5. Mesmo lendo a sua resenha enorme e saber o tanto que o livro te impressionou, não vou ler esse livro. Primeiro porque prefiro ficção, e segundo que sei que se ler vou chorar e no momento não estou querendo ler livros assim.

    Blog Prefácio

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  6. Acho que essa é a primeira vez que uma resenha me fez chorar. Uma resenha tão grande e rica e eu estou sem palavras para criar um comentário de conteúdo. O que eu posso dizer é que fiquei emocionada demais com tudo que escrevesse e com a trajetória de vida dessa Estrela. Espero poder conhecer toda a história de Esther logo, contada por ela e por quem conviveu com essa menina que não vai parar de brilhar.
    Fiquei muito feliz de ver a resenha hoje já. Ontem vim aqui e vi a foto do livro na lateral, ia te perguntar o que tava achando da leitura mas percebi que já estavas escrevendo a resenha então resolvi esperar.
    Amiga essa resenha ficou sensacional, principalmente por mostrar muito a forma como o livro te tocou, o que foi incrível.
    E fico muito feliz em saber que a Pícole passou bem pela cirurgia e que está correndo tudo bem :) Boa sorte com a continuação do tratamento!

    Grande beijo amiga!
    Greice.

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    1. Oinn, sua linda! Você sempre me emocionando com as suas palavras. Obrigada pelo carinho de sempre e espero que você goste do livro tanto quanto eu. Beijos

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  7. Mi, eu não pensava em ler esse livro, mas depois dessa resenha, ufa, só penso em uma coisa: Preciso muito conhecer essa história. Já fiquei emocionada com a resenha, imagina com o livro.

    Beijos, Glaucia.

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  8. Nossa Mi, essa resenha realmente me emocionou. Não pretendia ler esse livro, ainda mais porque um tio meu esta com câncer e nossa família esta muito triste. Mas depois dessa resenha vi que TENHO que lê-lo, para encontrar forças..
    Beijos..

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    1. Oi Ana, realmente a doença e o câncer em si não são fáceis de enfrentar em nenhuma família. Mas quem sabe o livro inspire vocês a encarar a situação com outros olhos. Espero que tudo se resolva para teu tio. Beijos e força.

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  9. Oi Mi,
    A resenha foi bem emocionante, você ficou bem apegada ao livro, heim!
    Tenho muita vontade de ler esse livro, mas muito medo de me render as lágrimas.
    Com certeza a Esther foi uma estrelinha que não vai se apagar.
    A luta dela foi muito grande, mas o modo que ela resistiu a doença foi muito lindo.
    Tenho certeza de que o livro é uma verdadeira lição de vida para qualquer um.
    Bjokas
    nerdworldofgirl.blogspot.com

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    1. Oi Karol, realmente ele mexeu demais comigo. A forma como Esther tocou a vida das pessoas foi emocionante. Espero que ela continue transformando todos ao seu redor. Beijos

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  10. Confesso que tenho um pouco de medo e receio para ler livros como esse. Tenho medo de me envolver demais. Mas com certeza este é um livro que é praticamente impossível não se envolver e se emocionar com a história da Esther. Ainda não li o livro, como também ainda não li A Culpa é das Estrelas, embora este último esteja aguardando apenas eu acabar o livro que estou lendo no momento. Acredito que lerei a história da Esther quando me preparar um pouco, pelo menos, emocionalmente. Como também acredito que este seja um livro que gostaria de ler em dias que eu esteja sozinha, para me dedicar totalmente a leitura.

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    1. Oi Jardani, realmente, leia num momento propício e entregue-se de coração a essa história maravilhosa. Beijos

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  11. Muito emocionante e profundo! Parabéns pela resenha!

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  12. Desde a primeira vez que vi essa capa e a sinopse e o título desse livro desejei-o loucamente,
    sim, eu quis apesar de saber que ele mexeria muito comigo, não me importava com isso e depois da sua resenha me importo menos ainda, tudo que sei é que preciso lê-lo, amei os quotes e suas considerações Esther parece ter sido uma grande garota, imensamente madura... Quero conhecê-la um pouco mais.

    http://soubibliofila.blogspot.com.br/

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    1. Oi Del, então leia assim que puder e entregue-se a essa história maravilhosa! Beijos

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  13. LINDO, LINDO, LINDO. Chorei só de ler a resenha. Como você disse, tem livros que tranformam nossas vidas e já deu pra perceber que esse é um deles. Quero muito ler!!

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  14. Que resenha linda, que história linda, muito inspiradora! :´) Esse livro é meu próximo da fila.. já sei que vou amar! Disso não tenho dúvidas.. mexe com o emocional de qualquer um. Beijos, Mi!

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    1. Mexe mesmo Nati e nos faz encarar a vida com outros olhos. Beijos e boa leitura.

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  15. Caraca Mi!! Que resenha de tirar o fôlego e desidratar!!
    E esse vídeo... esse último, quando ela volta pra dizer Eu Te Amo e se despedir foi de matar!!
    Tudo perfeito, cada palavra, cada vídeo, cada recomendação!
    Tudo feito com amor e emoção!!!!

    Amei!

    Lelê Tapias
    http://topensandoemler.blogspot.com.br/

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    1. Ai, nem fala Lê, foi tão difícil de escrevê-la! Obrigada pelo carinho. Beijos

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  16. a pouco tempo foi que fiquei sabendo que a Esther inspirou o John a escrever seu livro então procurei saber mais sobre ela e é muito linda a história de vida dela, linda demais e tmb sobre este livro, com certeza quero lê-lo.

    Beijos

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    1. Sim Jana, também soube faz pouco tempo e isso me deu ainda mais vontade de ler esse livro. Espero que você goste. Beijos

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  17. Que postagem ótima, cheia de fotos, informações que me deixaram muito interessada no livro. Ainda não li A Culpa é das Estrelas, mas penso que A Estrela que nunca vai se apagar deve ser mais emocionante ainda, por se tratar de uma história real. Fiquei com muita vontade de conhecer a obra também e me emocionar, deve ser um ótimo livro!
    beijos ♥

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    1. Oi Dani, se você quiser ler este, vá em frente, porque no fim, ACEDE e AEQNVSA (nossa, que nomes enormes! kkk) não tem nada a ver um com o outro. E sim, não dá para compará-los. Histórias reais são muito mais emocionantes. Beijos

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  18. Tinha certeza que esse livro ia ser bem mais interessante, bonito, forte do que ACEDE. Vai ser minha proxima compra com certeza. Amo historias reais. Achei as fotos maravilhosas, apesar de algumas serem bem tristes. É uma pena a perda de pessoas tão jovens assim...tanta coisa p viver...mas enfim... :(

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    1. Oi Mey, acho que não dá nem para comparar né?! São estilos diferentes, histórias de vida diferentes e ambos têm o seu valor. Mas este.. nossa.. foi demais mesmo. Espero que você goste tanto quanto eu. Beijos

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  19. Oi Mi,
    Estou louca para comprar esse livro, mas o frete pra cá ta tão caro :/
    Eu curti muito A Culpa é das estrelas e tenho certeza que vou me apaixonar por esse livro. Curto quando as pessoas encaram o câncer de frente, não se deixam abater. Sei lá, se as chances de morte são maiores pra quê morrer sofrendo? São os últimos momentos da vida da pessoa, acho que, apesar das circunstâncias e de toda a negação que deve existir, a pessoa tem que entender e superar. Claro, é complicado falar quem está fora, mas eu sou daquelas que não se deixa abater, sabe?

    Ótima resenha, como sempre.

    Beijos,
    www.segredosentreamigas.com.br

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    1. Verdade Bah. Sei que é difícil de opinarmos, já que graças a Deus não tivemos que passar por isso. Mas se fosse o caso, lamentar-se não ia adiantar de muito né?! Pelo menos Esther tentou fazer a diferença. Beijos

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  20. Nunca na minha vida isso tinha acontecido, mais meus olhos se encheram de lágrimas ao ler sua resenha. Eu só me impedi de derramar essas lágrimas porque estou no trabalho, então preciso me conter, rsrsrs. Eu não sou fã de livros com histórias reais. Elas são tão tristes! A vida já é tão triste, tão cheia de rasteiras e frustrações.. Por isso quando pego um livro quero me desligar totalmente deste mundo e entrar na vida daqueles personagens. Por isso o gênero de fantasia é o meu favorito!
    Mas acredito que irei começar a mudar isso.. Sua resenha veio em um momento muito oportuno! Ontem finalizei a leitura de Sonhe Mais (leia também, você irá gostar!), que são os relatos da esposa de um portador de câncer no pâncreas. O livro também não é triste, mas é carregado de emoção.
    Você sabe que eu não curti muito ACEDE, mas Esther com certeza merece minha atenção!

    Eu dei uma folheada neste livro a algumas semanas atrás na livraria.. Ele com certeza é lindo demais!
    O trabalho da Intrínseca ficou uma perfeição.

    Parabéns pela resenha Mi. Ficou linda =)

    Beeijos, Dreeh.
    Blog Mais que Livros

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    1. Oinn Dreeh, desculpe, a minha intenção não era te entristecer não.. mas sei que essa foi uma resenha realmente diferente, principalmente para escrevê-la.. Sim, te entendo, querendo ou não os livros são meios de fugirmos um pouco da realidade e de aproveitarmos coisas que talvez nunca pudéssemos viver.. mas no meio disso tudo, também gosto de pequenas doses de realidade. Ah sim, eu tenho o livro, mas sempre adiei a leitura com medo de me emocionar demais.. mas depois de ler este, acho que vou encarar. Beijocas

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  21. Nossa Mi realmente essa resenha ficou enorme, mas você tem toda razão esse blog é seu cantinho, onde se pode colocar o que você pensa, o que você quiser e sei muito bem, como ficamos quando um livro realmente mexe com agente de verdade, isso me aconteceu quando li As vantagens de ser invisevel sei que tem gente que não gostou do livro, mas eu amei e aprendi muito com ele, quero muito ler A estrela que nunca vai se apagar, vi o livro na livraria, e o dei uma olhada em suas paginas, nossa só de dar uma olhada por cima já percebi a intensidade que o livro deve ter, as fotos, as folhas que ela escreveu tudo aquilo mexeu comigo antes mesmo de ter a oportunidade de ler, espero ler o livro em breve, fico muito feliz que você tenha gostado, que o livro tenha mexido com você.
    Beijos!!!

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    1. Oi Camila, me alegra saber que você entende a minha posição e me apoia. E fico feliz de poder dividir um pouco da minha vida com vocês. É curioso que, mesmo sem conhecê-los, me sinto conectada com meus leitores e me sinto energizada com tanto carinho. Assim como Esther encontrou um porto-seguro virtualmente, posso dizer que eu também encontrei por meio do blog. Beijão

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  22. Confesso que não sou muito fã de livros com histórias reais, mas quando conheci a Esther e toda sua vida e luta, acabei me encantando por sua história. Me parece ser um livro que exala emoção e reflexões interessantíssimas. Claro que já está na minha listinha de futuras aquisições.

    @_Dom_Dom

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    1. É isso mesmo Dom. Espero que goste. Beijos

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  23. Este tipo de livro deve mesmo ser lido por todos os tipos de leitores, fãs e não fãs, pois acima de tudo tem uma grande lição a ser passada.Sua resenha esta emocionante e super bem escrita!!
    Já esta na lista de desejados, Mi!!
    Beijos ♥

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    1. Sim Miche. A intenção da Esther era fazer a diferença e depois de sua morte ela realmente conseguiu alcançar seu objetivo, ainda mais depois do lançamento deste livro, atingindo tantas pessoas ao redor do mundo. Por isso acho importante todos lerem. Beijos

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  24. Esse livro está me fazendo entrar em conflito. Não sei se vou conseguir ler, se tenho carga emocional para tal. Sua resenha me deixou com muita vontade de ler, mas o fato de ser emocionante me deixa com um pé atrás... :/

    Beijos

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    1. Pois é Leo.. difícil decisão. Boa sorte. Beijos

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  25. Confesso que quase chorei lendo sua resenha. O que foi isso! Se a resenha já foi assim, imagina eu lendo o livro. Olha que eu não sou de chorar lendo livros. E em filme, só com Marley e Eu.
    Tem muita gente precisando ler esse livro. A Esther realmente se parece com Hazel Grace com uma pitada de Gus.
    Abraços Mi!

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    1. Obrigada Igor, fico feliz em saber que minhas palavras conseguiram te tocar. Leia este livro, é belíssimo. E ótima percepção, nunca tinha visto por esse ângulo, acho que realmente Esther pode ter servido um pouco de inspiração para ambos os personagens. Beijos

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  26. Oi Mirelle, é a primeira vez que leio seu blog, e amei, vc escreve com ternura e paixão, as letrinhas escritas mexem com a gente e nos convidam a ir além delas, haha, queria ler o livro, mas ainda não tinha sido suficientemente convencida... agora fui, rsrs, obg por nos inspirar, e vou ficar acompanhando seu blog, parabéns pelo trabalho, escrever é um arte, reconhecimento faz parte, bjs querida!!!!!!!! :)

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  27. Pesquisando sobre o livro e sobre Esther terminei caindo aqui no seu blog. Muito boa sua resenha, ainda não li o livro, nem vi o filme, mas farei os dois... Eu tenho 31 anos e aos 29 fui diagnosticada com CA colorretal. Terminei meu tratamento em 2013, 1 ano cancer free. Estou bem, e sei que vou chorar horrores com esse filme e também com o livro. Vi que o desejo de Esther aos 16 anos era ser beijada... O meu aos 29, ano do diagnóstico era ter um filho. Hoje aos 31 sei que é impossível, pois a radioterapia levou meus ovários embora, estou na menopausa. O Câncer quando não leva a gente embora no deixa uma vida frustrante... É preciso muita vontade de viver pra topar isso, e a gente só descobre essa vontade quando a iminência da morte se torna real de fato... Beijos pra você, ótimo texto.

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