Vamos debater - Classificação Indicativa

Classificação Indicativa para Livros
Oi gente, hoje trago um assunto meio polêmico para debatermos: A Classificação Indicativa para livros.

Mas afinal, o que é Classificação Indicativa e para o que serve?

"Em um contexto de forte presença da mídia no cotidiano de crianças e adolescentes, o estabelecimento de mecanismos de proteção e informação, como é o caso da classificação indicativa, oferece concretude ao paradigma da promoção do desenvolvimento integral desses segmentos etários, preconizado pelas convenções internacionais e pela legislação brasileira. Trata-se de um importante elemento de garantia dos direitos humanos de meninos, meninas e adolescentes no âmbito de sua relação com os meios de comunicação, já que permite a identificação do conteúdo da programação audiovisual de modo que pais ou responsáveis – por vezes ausentes do cotidiano dos filhos em virtude do trabalho e outros afazeres – possam decidir sobre aquilo que eles e elas devem, ou não, ver." Fonte.

E como funciona?

Importante ressaltar que no Brasil apenas passam pelo crivo da Classificação Indicativa a programação da TV aberta e fechada, DVD, filmes no cinema, jogos eletrônicos e de RPG. Os livros não são checados ou classificados. Neste processo, diversas pessoas formadas nas áreas de comunicação, cinema, pedagogia, antropologia e Direito analisam as obras e as classificam de acordo com os seguintes níveis quanto à idade:

Classificação Indicativa para Livros
São utilizados como critérios para a classificação a presença dos seguintes temas: sexo, violência e uso de drogas. Quanto mais esses temas estiverem presentes, mais alta a idade mínima para ter acesso as obras será exigida.

Todos sabemos que a Classificação Indicativa é muito utilizada na televisão, no cinema e no teatro, mas até hoje os livros ficaram de fora. Particularmente, acho que seria um artifício interessante a ser utilizado no mundo literário, não para censurar ou proibir certo público de ler determinada história, não! Mas ajudaria a direcionar determinados livros para seu público-alvo.

Até hoje, quando leio um livro, fico me perguntando para que faixa etária recomendaria, que tipo de pessoa seria mais indicada para lê-lo, e fico confusa. Por exemplo, li recentemente Vovó Vigarista, de David Walliams, em que o protagonista é um menino de 11 anos, e pensei que crianças de 11 anos gostariam de ler esse livro. Mas ao conversar com a Julia, uma amiguinha minha de 11 anos, percebi que ela já gosta de livros de aventura como Percy Jackson e Harry Potter, livros que teoricamente não seriam indicados para a idade dela. Então, como saber o que indicar?

Além disso, recentemente estamos nos deparando com problemas mais sérios, advindo dos livros de romance erótico, que se super popularizaram: livros que contém cenas de sexo explícito, linguajar vulgar, violência e assuntos pesados como prostituição, estupro, BDSM, etc, e que estão continuamente caindo nas mãos de crianças e adolescentes. Como evitar que isso aconteça? Crianças e adolescentes podem ler Cinquenta Tons de Cinza e Toda Sua, por exemplo? O que vocês acham? A partir de qual idade eles poderiam começar a ler esse tipo de história? Uma pergunta delicada, certo?

Primeiro, com o erotismo cada vez mais banalizado na internet, novelas e filmes, é impossível manter as crianças e adolescentes afastados desse estímulo. Segundo, com os livros ao alcance fácil deles em livrarias e na web, igualmente difícil de proibir que eles leiam. Mas será que eles estão emocionalmente preparados para esse tipo de exposição? São maduros o suficiente para ler e refletir sobre tais assuntos? Até que ponto isso poderia influenciar suas opiniões, gostos, estilo de vida e até atitudes?

Foi pensando nisso que um Juiz carioca proibiu no início do ano a comercialização desse tipo de leitura sem o devido lacre de fábrica e a classificação indicativa na capa. Tal medida deu o que falar, o Juiz, ao mesmo tempo em que foi elogiado por alguns, foi extremamente criticado por outros, sendo acusado de censura. E desde então, algumas Editoras tentaram se adequar para evitar problemas, assim como algumas livrarias, que criaram setores específicos para romances adultos, da mesma forma que as locadoras já possuem.

É óbvio de que nada adianta ter uma Classificação Indicativa se em casa não há uma boa base familiar, porque, no final das contas, são os pais que devem orientar seus filhos indicando quais livros eles podem ler, ou quais filmes/seriados eles podem assistir. Na minha opinião, devemos preservar as crianças e os pré-adolescentes da super exposição de assuntos contraindicados para as suas idades. Têm coisas que eles ainda não estão preparados para ler e ver.

Um exemplo que costumo citar e, até posso ser execrada por causa disso, é a respeito do livro Belo Desastre. Sei que tem muitossss leitores que são totalmente fãs dessa obra, mas se analisarmos a história de maneira mais profunda, veremos um casal de personagens totalmente desequilibrados. Abby é uma menina com um passado problemático, envolvida em jogos e apostas e num mundo de crime. Travis, por sua vez, faz parte de um universo totalmente violento e preserva uma rotina de indisciplina, vadiagem e vícios. Ao conhecer Abby, deixa aflorar ao máximo seu comportamento obsessivo-compulsivo e doentio. Ambos desenvolvem um relacionamento de altos e baixos, regado a muito ciúme e confusão e, infelizmente, muitos jovens ao lerem a história e caírem de amor por Travis, podem vir a achar que este é um relacionamento sadio, e podem vir a querer um namorado como o personagem. Isso é absolutamente assustador. Que exemplo estamos dando para milhares de jovens por aí que estão recentemente começando a sua vida amorosa?

Outro benefício interessante, caso houvesse uma Classificação Indicativa nos livros, seria alertar os leitores a respeito dos temas contidos na obra, assim como, por exemplo, os jogos de videogame possuem. Dessa forma, se você é um leitor que não gosta de romance erótico, por exemplo, não seria pego totalmente de surpresa ao comprar e ler um livro que contivesse o tema, mas que não deixasse explícito em sua sinopse, pois veria na capa a classificação indicativa e o teor da obra e poderia, portanto, escolher não comprá-lo. A mesma coisa vale para livros violentos.

Sei que esse assunto dá pano para manga, sei que muitos não vão concordar comigo, mas o objetivo dessa coluna é justamente debater, pois quando conversamos, somos capazes de pensar melhor a respeito do tema que nos é apresentado, muitas vezes nos dando conta de coisas que até então não haviam passado pela nossa cabeça.

Portanto, sintam-se à vontade em deixar suas opiniões!

Beijos e até o próximo debate.

34 comentários

  1. Mi adorei o debate de hoje! Concordo com o que disseste, sou totalmente à favor de indicações nos livros para indicar o que as pessoas que irão ler irão encontrar no livro e também à qual faixa etária é indicado. Acho que o pior problema são mesmo os livros eróticos, acho que devem ser mantidos longe de gente com menos de 15 anos. Eu já li muita coisa desse tipo, não me importo, já aprendi a separar ficção de realidade mas tenho certeza de que uma criança jamais deve pegar um livro desses para ler, tem que ser mantido longe. Não estão prontos para conhecer esse mundo do erotismo. Eu comecei a ler cedo esse tipo de coisa mas foi justamente por que não tinha uma classificação dizendo que era para maiores e tal, me assustei um monte, li muitas fanfics eróticas porque eram essas as que eu considerava as mais legais e com mais conteúdo, não só erótico claro, porque o que eu gostava mesmo era da história e não dessas cenas, eu me espantava com muitas delas. Por isso acho que deve sim ter uma indicação mas não sei se deveria ser proibido pessoas de tal idade lerem livros eróticos, cada um tem um pensamento diferente, só que é aí que mora o perigo né?! As pessoas serem influenciadas por esse tipo de literatura, como citasse o caso da Abby e do Travis, eu sou apaixonada pela história mas no primeiro livro eu já percebi que aquela não era uma relação saudável, e apesar de o segundo livro mostrar um olhar diferente da história ainda assim não é bom ninguém querer uma relação igual àquela. E acho que o mesmo serve para as cenas de violência, porque a gente aprende muitos golpes lendo hehe mas falando sério, crianças desmioladas são capazes de imitar qualquer coisa que veem ou leem, na verdade as crianças imitam o que os adultos fazem então esse tipo de literatura também deve esperar um pouquinho pra ser posta na cabeça de crianças.
    Adorei a temática de hoje, e você arrasou nos seus argumentos :D
    Beijos, Greice.

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    1. Oi amiga, fico feliz que tenha gostado do debate e tenha participado. Este é um assunto sério e delicado. Acho que cada caso é um caso, não podemos generalizar, mas devemos nos preocupar sim quando um livro cai nas mãos erradas.. Para que um leitor tenha condições de ler a obra certa não só para a sua idade, como para seu desenvolvimento emocional e mental, deveríamos contar com a participação em peso dos pais, que deveriam conhecer seus filhos e participar das suas vidas, expondo-os e preservando-os dos assuntos que achassem pertinentes nas horas que considerassem apropriadas. Pena que isso não aconteça sempre. Beijos

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  2. Olá Mi!
    Eu concordo completamente com você sobre a Classificação Indicativa nos livros, que nos informasse sobre o que se trata, e para que publico é recomendada.
    Assim como, já comprei vários livros achando serem uma coisa, e no final eram completamente outra! Isso não deveria acontecer.
    Mas, infelizmente, é só uma classificação INDICATIVA, ou seja, uma indicação. O que não impede de muitas crianças lerem e assistirem coisas inapropriadas, o que influencia muito em seu crescimento.
    Ótimo assunto para debater! Adorei o post!
    Beijos,
    Ana M.
    http://addictiononbooks.blogspot.com.br/

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    1. Oi Ana, sim, concordo, deveríamos no mínimo ter a certeza a respeito da obra que estamos comprando para evitar possíveis frustrações.. Beijos e obrigada por participar do debate.

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  3. Ótimo debate, Mi! E eu realmente nunca tinha pensado sobre indicação em livros. Lembro que em algum momento recente eu esbarrei em um site que era justamente sobre isso: um site para pais, com reviews de livros infanto-juvenis dizendo que tipo de "material impróprio" eles poderiam conter. "Tem alguns palavrões, leves insinuações de sexo" etc. etc. Eram análises por tópicos e bem detalhadas, achei muito interessante.

    MAS eu PESSOALMENTE acho que nossas crianças são mais fortes do que pensamos. Às vezes acho que superprotegemos elas demais. Vejo nos livros uma ótima forma de educá-las sobre temas mais pesados, feito de forma consciente.

    Quando minha prima tinha 11 anos, peguei-a lendo os livros da Paula Pimenta (com consentimento da mãe, claro). Abri o livro justamente nas páginas em que as meninas discutiam suas primeiras experiências sexuais. Tomei um sustinho básico, mas depois pensei melhor e achei que não tinha problema. Uma menina de 11 anos hoje em dia já gosta de meninos, e não vejo problema que saiba desde cedo "o que vai vir" com isso.

    Mas é delicado. Quem sou eu pra julgar, hahahaha?

    Enfim, de novo, adorei o post. Beijos!

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    1. Oi Nia, imagina, você tem total direito de expor a sua opinião, afinal, este espaço é para isso mesmo. Olha, eu não concordo nem discordo inteiramente de você. Também acho que nossas crianças são muito precoces hoje em dia e aguentam a bronca muito mais do que na nossa época. Não tenho nada contra um adolescente ou pré-adolescente ler livros com cena de sexo, ou sexo explícito. Não acho que é isso exatamente que vá prejudicar seu desenvolvimento. Pelo contrário, se for bem narrado, dentro de um bom contexto, só vai ajudar a instruí-lo. O problema, a meu ver, se refere aos livros com teor adulto e psicológico, envolvendo agressões, violência, abuso, relações doentias, etc. Acho que se essas temáticas chocam e mexem conosco, adultos, imagina com crianças e adolescentes que ainda não têm base ou experiência e que acabam por vezes tomando o que leem como verdade absoluta ou como um modelo a seguir. Claro que isso não aconteceria ou não teríamos maiores problemas se os pais auxiliassem, ensinando e aconselhando, só que isso não acontece.. então nós, como sociedade, acabamos tendo que ficar de olho tentando suprir um papel que me princípio não é nosso, para auxiliar no desenvolvimento de tantos jovens que, muitas vezes, por pequenos estímulos, são desvirtuados. Por isso acho que pelos menos a classificação indicativa auxiliaria a guiá-los para leituras mais apropriadas, ou então ajudaria a chamar a atenção dos pais para o que de fato seus filhos estão lendo e aprendendo. Beijos

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  4. Oi Mi, tudo bem?

    Ótimo debate, gostei muito da forma como você expôs os fatos. Eu acho importante a classificação dos livros, mas também acho que elas não devem ser usadas como "verdade absoluta", primeiro pq. a classificação nacional deixa a desejar (você já assistiu o filme Amizade Colorida? Em DVD a indicação dele é 16 anos, mas no cinema minha irmã de 14 conseguiu ver sem companhia de um adulto, ela tem cabeça para vê-lo, mas mesmo assim me assustei, o filme tem muito sexo, além de mostrar um tipo de relacionamento "amigos com benefícios" que não condiz com a idade dela, nem com 16 anos eu acho...). Outro ponto é o que você disse, a educação conta MUITO. Depende da criação um jovem de 16 tem sim maturidade para ler um livro adulto. Então para mim, o mais importante no momento de indicar é levar em conta a situação atual do leitor (brinca de boneca, estuda, faz faculdade, trabalha...) porque querendo ou não, o livro reflete as nossas experiências diárias. Uso muito a minha irmã como base, ela é LOUCA para ler Belo desastre (culpa minha pq. eu adoro o livro mesmo sabendo dos "problemas" da trama, como você mesma comentou) mas eu falo que ela ainda não está pronta para entendê-lo. A vida dela atual remete a escola, pressão do vestibular, início dos problemas com meninos hahah, então indiquei Química Perfeita e Métrica, que são new adults mais leves, mais próximos da realidade dela :)

    Mas sei lá, essas coisas são complicadas. Conheço várias leitoras do blog de 14 e 15 anos que já leram 50 Tons e dizem que sabem diferenciar o livro da vida real...

    Beijokas

    Pah, Livros & Fuxicos

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    1. Oi Pah, obrigada pela participação. Concordo com você, a classificação indicativa não deveria ser tomada como verdade absoluta não.. eu acho que o papel dela seria na verdade guiar os pais para saberem o que indicarem aos filhos, porque, teoricamente, somente eles sabem em que nível de desenvolvimento mental e emocional seus filhos se encontram para ler esta ou aquela obra. Havendo o alerta, fica mais fácil determinar se o livro pode ou não ser lido por aquele jovem. Quanto ao exemplo da sua irmã no cinema, infelizmente não há o menor cuidado nesse sentido. Esses dias fui ver um filme super violento, cheio de mortes, em que uma criança de 8 anos estava presente e o tempo todo só perguntava super alto "ele morreu?", dando a entender que ela não estava compreendendo nada.. cada vez que perguntava, a plateia caía na risada, desvirtuando o propósito da história, que era deixar o telespectador super tenso. Quanto ao Belo Desastre, como você comentou, nós, adultas, teoricamente conseguimos discernir a ficção da realidade. Conseguimos gostar da história, nos apaixonar pelo Travis, mas também ver o quanto ele e a relação dele com a Abby é cheia de problemas.. mas será que uma guria de 14 anos conseguiria ler nas entrelinhas? Assim como você, acho que não, pelo menos não todas. Bom, como disse no texto, este é um debate sem fim. Acho que o mais importante é pensarmos sobre o assunto, falarmos sobre ele e analisarmos caso a caso. Beijocas

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  5. Oi Mi,
    tudo bem?
    Eu também sempre fico com essa dúvida quando acabo de ler um livro. Até porque, quando faço uma resenha, gostaria de contribuir com essa informação. mas como não tenho dados em que me basear, acabo não fazendo essa tal de indicação.
    Concordo com você, é um assunto delicado.
    Excelente postagem.
    beijinhos.
    Cila- leitora Voraz
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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    1. Oi Cila, que bom que gostou.. pois é, sempre me perco na hora de resenhar, sem saber ao certo para qual público alvo indicar. Adoraria que as Editoras nos dessem um norte. Beijos

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  6. Um assunto complicado
    Acho que tem que ser uma coisa trabalhada com os pais, desde pequenos devem regular o que os filhos podem ou não assisti, pois eles que devem decidir qual a melhor criação para seus filhos
    Ainda acho bem melhor as crianças só assistirem a programas da televisão fechada, que tem um conteúdo muito melhor

    Beijos
    @pocketlibro
    http://pocketlibro.blogspot.com

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    1. Oi Angela, também acho que essa função de regular e indicar é primordialmente dos pais. Porém, nos dias de hoje, em que raramente os pais sabem da vida dos filhos, delegamos a eles decidirem o que é melhor para eles e assim as coisas geralmente acabam fugindo ao controle de qualquer um, pois são poucos os que tem consciência acerca de seus deveres, responsabilidades e maturidade para fazer ou deixar de fazer alguma coisa.. que dirá escolher um livro/filme ou jogo. Beijos

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  7. A classificação ajuda muito na hora de escolhermos um jogo, filme ou livro, se fomos conscientes, é claro. O pior é que tem gente que não respeita esse limite e acaba vendo ou lendo coisas impróprias :/

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    1. Oi Michelle, realmente ajuda muito, porque assim temos pelo menos certeza do que estamos adquirindo. Fazemos uma escolha com consciência.. mas é claro que este permissionismo acaba sendo mal utilizado justamente por àqueles que não tem condições de decidir por si próprios. Beijos

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  8. Oi Mi,

    Concordo que além da Classificação na TV deveríamos tê-las nas obras literárias. Acredito que é bem interessante por sabermos o limite das coisas. Realmente existem cenas que impressionam uma criança e todo cuidado é pouco nesse quesito.
    Adoro suas ideias geniais de postagens :)

    Beijos,
    http://www.segredosentreamigas.com.br/

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    1. Obrigada pelo carinho Bah, fico feliz que goste das postagens. Obrigada por dar a sua opinião no debate. Beijos

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  9. Tema interessante. E melhor ainda ver todo mundo dando a sua opinião. Eu sou a favor... Como você disse no post, filmes e jogos têm classificação, então acho que o mesmo é válido para livros. No fim das contas cada um (ou os pais) vai decidir o que quer ler, mas a classificação já vai dar uma ideia do tipo de conteúdo encontrado no livro.

    Beijos, Entre Aspas

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    1. Exatamente Carla.. você resumiu perfeitamente a minha opinião :) Também adoro quando pessoal participa. Beijos

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  10. Eu sou muito à favor de uma classificação na contracapa dos livros explicitando o conteúdo que você vai encontrar ali dentro. Eu não achoque é censura, pois no final é o leitor (ou seus pais/ responsáveis, caso seja uma criança) é que vão dar a palavra final de vão ler o livro ou não.

    Eu fiquei muito incomodada, para não dizer chateada, com o livro "O Inverno das Fadas". As cenas sensuais entre a fada e o humano foram para lá de picantes. Eu não esperava por isso, e não gostei! Desde esse livro que não leio mais nada da autora com receio que o fato se repita, pois, aparentemente, ninguém que tenha resenhado o livro "O Inverno das Fadas" se lembrou de ressaltar esse detalhe.

    Isso é uma opinião pessoal, um gosto. Acho que nesse caso a classificação indicativa com a descrição do conteúdo ajudaria bastante!

    Beijusss;
    http://hipercriativa.blogspot.com.br/

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    1. Nossa Helaina, realmente nunca ouvi falar sobre esse detalhe. Achei que fosse um livro bem teen.. também não esperaria por isso caso o lesse. E acho que é exatamente para evitar problemas assim que deveria haver a classificação indicativa. Ótimo exemplo. Beijos

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  11. Classificação em livros é uma boa pedida. Se na tv e filmes as tem porque nos livros não. Assim como você leio livros, um tanto pesado, com uma linguagem não apreciativa aos olhos de uma criança.
    Mas como disse o que ler, qual idade apropriada, sendo que hoje o mundo esta um tanto liberal. Digo isso desta forma: Muitos jovens hoje em dia com uma faixa etária de 12 anos, sabem exatamente o que é sexo, não só sabem como mutos a praticam, e ai, como dizer para 'uma criança' dessa que livros eróticos não é para seu bico.
    Ou então uma criança com 11 anos joga aqueles RPG de guerra, que cá entre nos, parece tão real, e hoje temos muitos jovens cruéis por causa disso.
    Como você disse, vai dos pais a escolher o que é bom para seus filhos, eu sou uma que idade certa tem sim para certas coisas, principalmente porque tenho crianças dentro de casa. Então nada justo como uma classificação e dizer o que esperar para assim podermos nos decidir o que é ou não bom para eles.
    Mas com isso vem a proibição de venda, sendo que a maioria são adolescentes que os compram, então não sei como as editoras levaram isso.
    Ótimo debate Mi.
    Agora é esperar para ver como sera resolvido isso.

    Beijokas Ana Zuky

    Blog Sangue com Amor

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    1. Oi Ana, acho que proibição e censura não pode rolar.. mas uma indicação seria muito bem-vinda para pais poderem orientar seus filhos e saberem o que eles estão lendo e para nós também não sermos pego de surpresa. A moda podia pegar né?! Sei que hoje em dia, em relação ao livros eróticos, pelo menos, apenas algumas Editoras alertam a respeito do conteúdo adulto. Mas o alerta deveria servir para livros violentos também. Beijos e obrigada pela participação.

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  12. Sou contra taxar livros com classificação indicativa.
    Quando o jovem vê que algo é proibido para a sua idade, é aí que ele fica mais curioso e interessado, simples!
    Educação familiar sempre será o melhor a ser feito para cada jovem, os pais são os responsáveis pelo que considera próprio ou impróprio para seus filhos, e não o governo com uma censura que não leva a absolutamente nada - cigarro e bebida são proibidos para menores e do que adianta???

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    1. Oi Shadai, obrigada pela participação e opinião. Na verdade estamos discutindo acerta da classificação indicativa e não da censura, ambos são conceitos diferentes. Concordo que censura não deve haver, mas uma classificação seria algo interessante até para gente poder escolher melhor as nossas leituras. Beijos

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  13. Oi Mi,

    Concordo plenamente com você,acredito que a classificação deve existir, apesar de saber que muitos não levarão em conta e que há facilidade enorme para as crianças e adolescentes adquirirem material inapropriado para sua faixa etária.

    Concordo também que os adolescentes de hoje, não querem mais ler coisinhas que eles consideram para criancinha (outro dia a filha da minha professora de 8 anos estava lendo cidade dos ossos). Quanto ao casal Madox concordo com toda a sua descrição, principalmente com relação ao fato de que apesar de serem totalmente desestruturados, - ele possessivo ao extremo (uma coisa que odeio) e ela com todo seu passado de envolvimento com crimes -, ainda conseguem encantar algumas pessoas (agora estou falando de mim heheh), de alguma forma eu não consigo odiá-los, mesmo odiando seus atos,eu meio que justifico o erro deles facilmente. Isso me preocupa, será que estamos tendendo a banalizar o erro???

    Adorei o post, já lhe falei antes e repito.. Você escreve muito bem, sou sua fã hehehe

    http://soubibliofila.blogspot.com.br/

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    1. Oi Del, situação delicada né.. principalmente em relação aos Maddox. Também não entendo por que eles mexem tanto conosco.. nós sabemos que eles não são santos, sabemos que a relação deles é problemática e doentia e, ao mesmo tempo, nos identificamos e gostamos deles. Será que nossa sociedade já está tão deturpada a esse ponto? Bizarro né? Obrigada pela participação querida. Fico feliz de tê-la sempre por aqui. E obrigada pelo carinho. Beijos

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    2. Eu que agradeço flor,
      por levantar esses pontos importantes que nos fazem questionar.
      Amo seu cantinho e é um prazer poder aparecer por aqui.

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  14. Laís Souza15/11/2013 01:01

    Mi, do Céu...Volto ao seu blog e percebo que pulei esse post interessantíssimo que você publicou. Acredita que eu nunca tinha parado realmente para pensar em classificação indicativa para livros? Mas sou absolutamente a favor. Na verdade, a maior classificação etária que existe é feita dentro de casa pelos pais que procuram agir com responsabilidade na criação dos filhos. Percebo muitas programações exibidas durante o dia repletas de duplos sentidos e comportamentos que podem não ser tão adequados para o público mirim. Cabe aos pais trocar o canal ou pelo menos procurar abordar os assuntos que são veiculados de uma maneira que caiba na cabeça da criança. Agora, muitas vezes, ao se deparar com um filme, livro ou qualquer produto desconhecido na prateleira de uma loja, como o pai vai ter noção do tipo de conteúdo que existe ali? É nessa hora que uma classificação pode ser bastante útil, no sentido de orientar sobre o que cada pessoa estará levando para casa ou selecionando como programa do domingo. Deveria valer para livros também, lógico. Como você bem colocou, a literatura está inundada pelo sexualidade, drogas e práticas capazes de deixar o cabelo de qualquer leitor de pé. Ás vezes a gente pega o lançamento da editora, vê a capa colorida, os elogios na blogosfera e nem percebe que ele é tão forte. Vou começar a ler Paula Pimenta na próxima semana (a minha coleção vai chegar) e não me preocupo com o fato de falar de sexo em algum momento. Não é o tema em si, mas a abordagem que ás vezes cai numa vulgaridade desnecessária para o público mais jovem. Ou personagens que apresentam um nível de complexidade que não conseguem ser tão bem entendidos por uma faixa etária em formação. Só acho que deveria haver mais conscientização sobre a importância da classificação porque, na prática, muitos nem ligam. Aqui em casa mesmo juntamos primos novinhos para assistir Ted (Com Mel Gibson) e tomamos um susto ao ver o urso usando drogas e falando palavrão. Só depois vimos que a classificação é 16 anos. Outra coisa é pensar se esses critérios de classificação levam em conta todos os quesitos necessários...Jamais concordei com tantos episódios de Os Simpsons serem livres. Pode não ter sexo ou violência, mas tem, muitas vezes, um roteiro que não é realmente absorvido por todas as faixas etárias. Esse seriado nem foi feito para ser exibido na programação infantil da manhã...E muitos livros também não podem ser plenamente compreendidos por todo o público mirim. Essas coisas deveriam ser pensadas.

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    1. Oi querida, bem que estranhei não te ver por aqui antes.. hehe Então, assim como você, não me importo quando cenas de sexo são apresentadas em livros que são lidos por jovens ou crianças, desde que possuam um bom contexto. Minha preocupação é referente aos textos com conteúdo violento, abusivo, deturpado e psicologicamente difícil de ser assimilado por pessoas mais jovens. Acho que seria muito interessante termos pelo menos um alerta de que tipo de conteúdo viríamos a encontrar nos livros, para não só sabermos orientar melhor nossos filhos como também evitarmos ler coisas das quais não gostamos. Pena que esse assunto é pouco debatido.. pelo visto os livros realmente não têm importância no nosso país.. Uma pena. Beijos e obrigada por participar do debate.

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  15. Mi, particularmente acredito que a classificação tem que ser algo de consciência, de quem usa e de quem deixa usar.
    Isso pra livros, filmes e etc.
    Beijos e até mais,
    Ana.
    http://umlivroenadamais.blogspot.com.br/

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    1. Oi Ana, também concordo, mas a classificação seria ótima para nos alertar do que estamos prestes a ler.. como disse, se alguém não gosta de um determinado gênero ou tipo de história, não se decepcionaria a comprar e ler algo para descobrir que não tem nada a ver com os tipos de leitura que faz.. isso serve principalmente para livros com cenas de sexo, palavrões, violência, etc. Nem sempre isso fica claro na sinopse, se o livro vai ou não conter esse tipo de cena, e nem todos curtem. Então a classificação também serviria para isso. A ideia não é censurar, é apenas auxiliar o leitor a fazer uma boa escolha com base nos seus gostos. Mas valeu a opinião e a participação no debate. Beijos

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  16. Olá Mi, caí por aqui justamente porque acabei de ler um livro e nele continham cenas de sexo... fiquei pensando, caramba, e se uma criança ler meu blog com essa resenha???? Qual é a classificação disso?
    Foi quando descobri que de fato não existe classificação. Achei o máximo seu debate e acredito que é uma atitude que nós blogueiras podemos ter, colocar a indicação que acreditamos que se adeque, de acordo com a tabela oficial para outras atividades... Enfim, assim podemos dar o "pontapé" inicial para essa mudança, que acredito eu, seja MUITO necessária.

    Bjinhos e obrigada pelas informações ;)
    http://umcantinhoparaexpressar.blogspot.com.br/

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    1. Oi Ana, fico feliz que tenha gostado e participado do debate. Concordo com você. Não acho que tudo deve cair nas mãos das crianças e adolescentes e cabem aos pais e a sociedade a incentivar a leitura de livros apropriados para a idade deles, bem como desenvolvimento psicológico e emocional. Beijos

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