Curiosidade - Novo Gênero Literário: Sick-lit

Olá pessoal, vocês já ouviram falar sobre o novo gênero literário chamado Sick-lit? A primeira vez que ouvi algo sobre ele foi no início de 2013 e ele já deu muito o que falar na blogosfera.

O termo Sick-lit significa, traduzindo de forma literal, "literatura doentia ou enferma", sendo derivado do famosíssimo gênero literário Chick-lit, popularmente conhecido como "literatura de mulherzinha", um rótulo bem depreciativo a meu ver com o qual não concordo.

Pois bem, o Sick-lit se tornou polêmico em razão dos diversos livros que foram lançados para adolescentes e que ficaram no topo de vendas esse ano e que abordam temas muito pesados como anorexia, depressão, suicídio, câncer, automutilação, etc.

Os especialistas começaram a ficar preocupados considerando a possibilidade dos jovens serem influenciados por essas leituras e adotarem os comportamentos doentios dos personagens. Será que isso seria realmente possível de acontecer? Até que ponto os livros podem influenciar nossas vidas e nossas atitudes?

Ok, está certo, os jovens são mais suscetíveis a serem influenciados já que muitas vezes ainda não possuem uma opinião formada sobre determinado assunto ou então por estarem vulneráveis em razão da delicada fase pela qual passam. Todos sabem, não é fácil ser adolescente. Não é fácil enfrentar problemas como o bullying, o primeiro amor, a primeira decepção, a incompreensão e a falta de diálogo com os pais, etc. Mas até que ponto estaríamos criando uma sociedade de adolescentes doentes por estarmos expondo-os a leituras densas, complexas e tristes?

O que vocês acham sobre isso?

Acho que esses mesmos questionamentos também são sempre levantados em relação aos jogos violentos. Eu sempre fui uma defensora deles dizendo que não acreditava que um estímulo violento vindo de um jogo/filme/livro fosse capaz de influenciar o comportamento humano. Confesso que depois que li A Síndrome E fiquei em dúvida e repensei minhas teorias.

Eu não sou mais jovem, já tenho quase 30 anos e não tenho como ter certeza de que os dilemas e os dramas vividos pelos adolescentes de hoje são iguais aos que eu vivi há anos. Mas li muitos dos livros citados nas reportagens como Sick-lits e posso dizer que os amei. Chorei muito? Sim. Fiquei um pouco depressiva depois que os li? Sim. Afetou completamente a minha vida a ponto de mudar minha maneira de ver o mundo? Sim, mas de uma forma positiva e não negativa. Mas essa sou eu, não posso responder pelos outros e, portanto, o dilema acerca dos Sick-lit permanece.

Deixo aqui algumas das reportagens que li sobre o assunto caso vocês queiram saber mais: O Globo, LiteraTortura, Veja, Info Escola.

Abaixo seguem alguns dos livros citados nas reportagens rotulados como Sick-lits:

"Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela. As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário. Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo."

"A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar."
  

"Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança."

"August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros. Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor."

"Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro. Como eu era antes de você é uma história de amor e uma história de família, mas acima de tudo é uma história sobre a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado."

"O ensino médio está prestes a acabar, mas ela tem medo de perder tudo o que faz dela quem ela é. Até que seu grande segredo é descoberto… Este romance conta a história de Hanna Best, uma líder popular idolatrada e a estrela do ensino médio de sua escola. A turma existe por causa de Hanna, e tudo gira em torno dela, mesmo com o apoio incondicional das amigas Gilda, Olivia, Sheila e Patrícia, além de Alex, seu namorado fofo, gentil e amoroso. Todos estão sempre lá para ajudar. As amizades, o colégio e a rotina são sua referência e segurança no mundo, mas essa vida está prestes a acabar com o fim do ensino médio, e isso é apavorante para a jovem. Porém as coisas começam a ruir bem antes, quando uma reviravolta revela o profundo e chocante segredo de Hanna, que só Alex conhecia. E é somente vencendo dores antigas e questões profundas que uma nova fase poderá começar na vida de todos. Com uma história surpreendente, A turma fará você se apaixonar por Hanna, e sentir na pele os dramas, sentimentos e conflitos adolescentes da protagonista, em uma profunda e comovente narrativa."

"Chega ao Brasil Branca como o leite, vermelha como o sangue, de Alessandro D’Avenia, o romance sobre o ano mais intenso na vida de um jovem, em que ele aprende a lidar com os próprios sentimentos e, consequentemente, com seu amadurecimento. Leo é um garoto de dezesseis anos como tantos: adora o papo com os amigos, o futebol, as corridas de motoneta, e vive em perfeita simbiose com seu iPod. As horas passadas na escola são uma tortura, e os professores, “uma espécie protegida que você espera ver definitivamente extinta”. Apesar de toda a rebeldia, ele tem um sonho que se chama Beatriz. E, quando descobre que ela está terrivelmente doente, Leo deverá escavar profundamente dentro de si, sangrar e renascer para a vida adulta que o espera. Um traço interessante na narrativa de D’Avenia é a técnica de utilizar cores para descrever os sentimentos e as sensações do menino Leo; por exemplo, o branco, sinônimo de solidão e silêncio: “O silêncio é branco. Na verdade, o branco é uma cor que não suporto: não tem limites. (...) Ou melhor, o branco não é sequer uma cor. Não é nada, é como o silêncio.” (p. 10) O leitor perceberá a transformação de um garoto com todas as características da juventude – rebelde, egoísta, egocêntrico – numa pessoa madura e responsável. Essa mudança começa a ser percebida quando Leo deixa de jogar o jogo decisivo do campeonato de futebol para cuidar de sua amiga doente. A convivência despertará nele o sentimento de cumplicidade e do verdadeiro amor, promoverá o debate do que é realmente o sonho e mostrará que, no crescimento emocional, é importante a presença de um orientador, um mentor.Branca como o leite, vermelha como o sangue não é apenas um romance de formação ou uma narrativa de um ano de escola: é um texto corajoso que, por meio do monólogo de Leo – ora descontraído e divertido, ora mais íntimo e atormentado –, conta o que acontece no momento em que, na vida de um adolescente, irrompem o sofrimento e o pesar, e o mundo dos adultos parece não ter nada a dizer."

"Gemma é uma adolescente normal esperando para pegar um voo no aeroporto de Bangkok com seus pais. Ao se afastar, conhece o charmoso e envolvente Ty, e nem imagina quais são suas reais intenções... Ele lhe oferece um café em que coloca algum tipo de droga. Confusa, ela é sequestrada e arrastada para o meio do deserto australiano. Ele a rouba para si, depois de anos a observando, e ainda espera que ela o ame. Os dias se passam e eles têm apenas um ao outro na imensidão vazia e escaldante do deserto, e Gemma começa a entender e conhecer Ty. É aí que os limites entre inimizade e compaixão vão ficando cada vez mais tênues..."




 
"Concebida por meio de uma fertilização in vitro, Anna foi trazida ao mundo para ser uma combinação genética para a sua irmã mais velha, Kate, que sofre de leucemia promielocítica aguda. Aos 15 anos, Kate passa a sofrer de insuficiência renal. Anna sabe que se doar seu rim, ela terá uma vida limitada. Ciente de que terá de doar um de seus rins para sua irmã, Anna processa os pais para obter emancipação médica e direito sobre seu próprio corpo."








"Lia está doente e sua obsessão pela magreza a deixa cada vez mais confusa entre a realidade e a mentira. Mas ela perde totalmente o controle quando recebe a notícia de que sua melhor amiga, Cassie, morreu sozinha em um quarto de motel. E o pior: Cassie ligou para Lia 33 vezes antes de morrer. O que começou como uma aposta entre duas amigas para ver quem ficaria mais magra tornou-se o maior pesadelo de duas adolescentes reféns de seus próprios corpos. Ao negar seu problema, Lia impõe a si mesma um regime cruel em que contar calorias não é o bastante. Ao omitir seu desespero, apela ao autoflagelo numa tentativa premeditada de aliviar seus tormentos. Seus pais e sua madrasta tentam ajudá-la a qualquer custo, mas nem mesmo sua doce irmã, Emma, consegue fazer com que Lia pare de se destruir. Agora, Lia precisa encontrar um modo de lidar com todos os seus fantasmas, e a morte de Cassie é um deles. Garotas de Vidro é uma história intoxicante sobre a autorrepugnância e a busca pela identidade. Neste livro, Laure Halse anderson aborda de modo realista a dolorosa condição de jovens que sofrem de transtornos alimentares e sua complicada relação com o espelho e consigo mesmos." 

"Tessa é uma menina de 16 anos que tem uma doença incurável. Diante de seu imutável destino, ela organiza uma lista com o que gostaria de fazer antes de sua morte e parte em busca de realizá-la: se apaixonar, ter a primeira relação sexual, dirigir escondida, roubar coisas numa loja... viver o tempo que resta. Um tema doloroso, passado com leveza e doçura, em um texto verdadeiro e tocante, sem ser piegas."

“Cada mês de abril, quando o vento sopra do mar e se mistura com o perfume de violetas, Landon Carter recorda seu último ano na High Beaufort. Isso era 1958, e Landon já tinha namorado uma ou duas meninas. Ele sempre jurou que já tinha se apaixonado antes. Certamente a última pessoa na cidade que pensava em se apaixonar era Jamie Sullivan, a filha do pastor da Igreja Batista da cidade. A menina quieta que carregava sempre uma Bíblia com seus materiais escolares. Jamie parecia contente em viver num mundo diferente dos outros adolescentes. Ela cuidava de seu pai viúvo, salvava os animais machucados, e auxiliava o orfanato local. Nenhum menino havia a convidado para sair. Nem Landon havia sonhado com isso. Em seguida, uma reviravolta do destino fez de Jamie sua parceira para o baile, e a vida de Landon Carter nunca mais foi a mesma.”

40 comentários

  1. Já tinha ouvido falar, mas não sabia bem o q era o gênero. Gostei dele, na adolescência vc tem tantas dúvidas(eu q o diga!!!) Q os livros sempre ajudam a se entender.
    Podia-se dizer q tive um começo de anorexia, mas acho q vi a verdade sobre isso.
    Gostei de praticamente todos os livros citados!!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que bom que gostou do post. Realmente não é fácil ser adolescente. Que bom que sua anorexia não seguiu adiante, isso é um problema seríssimo que muitas vezes não tem volta :o( Beijos

      Excluir
  2. Não sabia o que significava, conheci também no início do ano...
    São temas bem interessantes, faz você pensar, como a culpa é das estrelas, nossa como o livro é fantástico e faz você querer viver a vida de maneira intensa!

    Beijinhos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pois é, para mim também funciona dessa forma, acaba me afetando de forma positiva. Beijos

      Excluir
  3. Eu nunca tinha ouvido falar nessa categoria de livros - a cada dia agora surge um diferente também né -, mas conheço a maioria dos livros e inclusive ja vi alguns.
    Eu acho sim que esses livros podem influenciar os jovens, até porque eu nem sai dessa classificação ainda rsrs, mas de forma positiva como você disse!
    Em nenhum momento os livros falam que é bom ser assim, sempre tem algo para mostrar que aquelas atitudes são erradas!

    Mas é sempre bom os pais estarem de olho nos seus filhos ne.
    Procurar saber o que eles leem nunca é demais!

    Beeijinho. Dreeh
    Livros e tudo o que há de bom

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, virou moda rotular tudo hoje em dia. Sim, nunca é demais fiscalizar o que os adolescentes assistem/leem/jogam, etc. É uma fase tão delicada que até o mais cabeça pode se perder. Mas também acredito que esses livros venham para agregar e não para influenciar negativamente. Beijos

      Excluir
  4. eu li alguns desses livros mas não acho que eles mudaram de alguma maneira meu comportamento... não sei... como vc disse, os meus 15 anos são diferentes dos 15 anos de hj, não dá pra dizer se pra melhor ou pior, apenas épocas e conceitos diferentes.

    bjs
    http://www.compradoraweb.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, é difícil analisarmos algo do qual não pertencemos mais.. não tem como saber como esses livros podem de fato afetar o sentimento e comportamento dos jovens, só eles mesmo para nos dizerem. Beijos

      Excluir
  5. Realmente os adolescentes tem muitos dramas. Na verdade os adolescentes são dramáticos porque não enfrentam quase nada e estão sempre reclamando. Alguns ficam postando que já apanhou e sofreu muito na vida, sim porque a mãe não deu um ovo de páscoa para ele? Sinceramente os que realmente tem problemas são os que menos os expressam. Eu sei que eu também era manhosa mas caí na real e parei com a lengalenga. Eu particularmente adoro os livros sick-lit. Acho que trazem uma visão do mundo que muitas vezes não temos, como com o Auggie, você comentou que também olhava para as pessoas com problemas, e também com o Augustus e com a Hazel. Eu olhava com pena para pessoas doentes mas se elas realmente se sentem como a Hazel em relação a isso acho que devemos mudar nossa visão.
    Enfim, acho que esse tipo de literatura influencia sim as pessoas e acredito que mais pro bem que pro mau.
    Gente como eu falo, vou parar por aqui.
    Adorei esse post informativo e você dando sua opinião Mi.

    Beijos, Greice.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. kkkk adoro seus posts Greice, justamente por você expõe sua opinião e fala tudo o que pensa, independente do tamanho.. continue assim viu.. e concordo com tudo o que você disse. Hoje, olhando para trás, vejo como fui besta e mimada.. acho que todos passamos por essas fases, ainda bem que no fim a gente cresce. Quer dizer, alguns.. hehe Beijos

      Excluir
    2. As vezes eu falo ou escrevo demais e depois fico pensando se não escrevi asneira hehe.

      Excluir
    3. Você nunca escreve asneira. És muito inteligente e sabe expor sua opinião divinamente :o) Beijos

      Excluir
  6. Nunca ouvi falar antes, mas achei interessante darem esse tipo de rótulo para esses livros, porque eu pessoalmente, chamo eles de "livros que mudaram a minha vida". Não acho que videogames, filmes ou livros que abordam assuntos pesados influenciam os adolescentes a se suicidarem, por exemplo! Acho até que eles nos fazem ver de uma outra forma o mundo em que vivemos. Já li As Vantagens de Ser Invisível e A Culpa é Das Estrelas e eles mais me tocaram do que me fizeram ficar depressiva (é claro que eu fiquei depressiva, mas a lição que eles me ensinaram foi bem maior que isso).

    Kisses,
    Hannah - meu-mundo-hm.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Hannah, sinceramente, acho que prefiro o seu rótulo!! kkkk Também gosto de chamá-los de "livros que mudaram a minha vida".. hehe Sim, concordo, leituras reflexivas e emotivas como essas nos tocam e mexem com nossos sentimentos. Impossível não ficarmos um pouco depressivas depois de lermos. Mas o normal é essa sensação passar depois. O problema é, e com pessoas que já estão depressivas ou passando por problemas e doenças, como será que elas reagem a ler esses livros? Beijos

      Excluir
  7. Conheço quase todos, mas só li 3. Já tinha lido num blog qualquer sobre o assunto mas achei que não fosse grande coisa porque nunca tinha ouvido falar antes. Discordo muito, gostei demais dos livros que li, para mim, eles querem passar uma mensagem de que esta não é a verdadeira solução, você não deve desistir assim, porque todo mundo sabe que a vida não é fácil... Se for mudar, é positivamente. Já negativamente, acredito que em parte sejam adolescentes/crianças que não tiveram uma base de verdade, seria apenas uma questão de tempo pra elas se mostrarem. Enfim, é muito difícil falar sobre isso, são opiniões muito diferentes de cada um.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo com tudo o que você falou Duda, também penso da mesma forma. Mas também entendo que especialistas vejam o sick-lit com certo cuidado, porque não temos como saber de fato a influência que essa literatura pode ter na vida dos jovens. O importante é ficar de olho. Além disso, acho bom termos contato com a dura realidade da vida desde cedo, porque nem tudo é só contos de fada, né?! Beijos

      Excluir
  8. Bem legal o post. Ainda não sabia o que significava sick-lit, apesar de ter ouvido falar.
    Dos que já conhecia, quero ler: A Culpa é das Estrelas, As Vantagens de Ser Invisível, O Lado Bom da Vida, Extraordinário, Como Eu Era Antes de Você, Stolen e Antes de Morrer. Agora fiquei curiosa também por A Guardiã da Minha irmã. Deve ser incrível ~.~

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E olha que acho que tem muitos outros livros nesse gênero, só procurar. Esses foram os que achei rapidamente na pesquisa básica que fiz, e quero ler todos os que ainda não li e ver afinal porque criticaram tanto. Beijos

      Excluir
  9. Sobre o chick-lit ser livro de mulherzinha, conheço vários meninos que adoram. Entendo mais como um comédia romântica. Agora quanto a esse novo gênero, concordo que influencie sim, mas positivamente. Quando li Garotas de Vidro que acho que foi o primeiro que li desse gênero, achei super bacana eles abordarem um assunto que acontece o tempo inteiro no nosso meio e as pessoas tem medo e vergonha de falar. E A culpa e das estrelas, que não colocaram aquele final felizinho igual aos outros livros? De vez em quando uma dose de realidade é bom.

    http://blogprefacio.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, também conheço vários meninos que curtem chick-lit, apesar de não ser algo comum. Ainda existe muito preconceito em relação a essa literatura. Não consideraria uma comédia romântica, porque assim como os livros policiais, os chick-lit possuem diversas ramificações e sub-gêneros e nem todos são assim tão light e divertidos. Concordo, acho que é super saudável o leitor enfrentar uma dose de realidade. Nem tudo é cor de rosa. Gosto de livros que nos fazem pensar. Beijos

      Excluir
  10. Não conhecia essa expressão.. Também não concordei com 'literatura de mulherzinha'...que doido..rs

    Mas os livros tem influenciado adolescentes em varios aspectos mesmo..

    Beijos
    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pois é, espero que continue sendo de uma forma positiva. Livros que nos fazem pensar são sempre válidos. Beijos

      Excluir
  11. Ja tinha visto muito desses livros por ai, mas nao sabia dessa expressao!
    Acho que essas pode ser uma forma muito interessante de estimular a literatura entre os adolescentes, mas sabemos que muitos poderao ser influenciados da pior forma...
    Eu gosto desses tipo de livro, quero muito ler o A culpa é das estrelas...

    Beijos,
    www.laizmalafaia.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo com você, tudo tem seus dois lados e vai depender de como cada leitor vai reagir em relação a essas leituras. Leia ACEDE, é lindo! Uma lição de vida! Beijos

      Excluir
  12. Ola Mi!
    Nossa que postagem valiosa.Olha eu gosto muito de ler,mas não tinha ate o momento ouvido ou lido algo sobre este novo gênero.E somente aqui eu descobri(hahahaha.Não sou quadrada tá!).
    Olha eu acredito que certos fatores são de pura influencia no desenvolvimento de uma criança.Não tudo,mas a maioria(infelizmente).Tanto que já disse em uma postagem sobre uma resenha que você fez.
    Mas livros...bom eu acho que eles não venham a influenciar,mas sim a mostrar,algo mais positivo(do que um vídeo game onde se tem a matar para passar de fase).
    Ainda não li nenhum desses livros que você citou(mas louca pelo Culpa das estrelas e Como eu era antes de você).
    Amei saber mais sobre este novo gênero Sick-lits e vou procurar a ler mais para ter minha própria avaliação.

    Mais uma vez Parabéns pelo poste esta divino!

    Beijokas Ana Zuky

    Blog Sangue com Amor

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. kkk capaz Ana, claro que você não é quadrada.. realmente poucos blogs falaram sobre essa nova tendência, então ainda não se espalhou por aí.. hehe
      Espero mesmo que os livros não venham influenciar de maneira negativa os leitores, porém não temos como saber como cada um reagirá de acordo com o que lê ou vê, né?! Cada pessoa é afetada de forma diferente pelos estímulos externos que recebemos diariamente. Concordo que um videogame de repente seja mais fácil de alienar o jogador, por não ter nenhum conteúdo e ser extremamente repetitivo, diferente dos livros.
      Sim, leia os livros e tire suas próprias conclusões. Mas como disse, para mim eles foram muito válidos porque me afetaram positivamente transformando minha maneira de ver a vida. Tocaram meu coração, pelo menos os que li e gostei.
      Obrigada pelo carinho. Beijos

      Excluir
  13. Já li os quarto primeiros sick-lits, mas não gostei nem um pouco de O Lado Bom da Vida... ACEDE, Extra. e As Vantagens, por outro lado... <3
    Pode-se dizer que amo o gênero! Chorei em todos esses!
    Beijo,
    Vinícius - Livros e Rabiscos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Vi, eba, mais um para o clube, até então eu tinha sido a única a não gostar de O Lado Bom da Vida.. hehe Dos outros que você citou só li ACEDE e amei, quero muito ler os outros para tirar minhas conclusões.
      E sim, também amo o gênero e acho que é um pouco impossível não chorar lendo esse tipo de livro.. kkk Beijos

      Excluir
  14. Eu não procuro muito o gênero, mas já li alguns que amei...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Também não costumo procurar ou ler livros por causa dos gêneros. Leio o que estou afim na hora em que estou afim.. hehe Também já li alguns e amei (não todos), mas quero ler mais outros porque curti esse gênero. Beijos

      Excluir
  15. Oi Mi,

    Todos somos influenciados de alguma forma, mas somente nós escolhemos como lidar com essa influência, no caso dos livros Sick-List (que evito pois sou chorona), sempre me influenciaram para o bem.. aprendi a ver "O lado bom da vida" mas nem todos fazem isso né? Não gostei da reportagem porque não é justo dizer que livros fazem isso sendo que tantos outros meios (tv, musica, etc.) fazem até pior. Enfim recomendo esse gênero pois eles me inpulsionam a fazer o bem e não o contrário!

    #revoltada =)
    Obs: A menina que roubava livros é um ótimo sick-list

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim Fabri, infelizmente nem todos conseguem ver o lado bom da vida das coisas. Concordo, acho que recebemos muitos estímulos diários que não acrescentam em nada nas nossas vidas, principalmente da TV, mas é claro que quase ninguém fala disso, né?! Os livros nos fazem pensar, refletir, formar opinião e quem consegue tirar o melhor proveito disso só tem a crescer. Beijos

      Excluir
  16. Eu adorei o post, sendo sincera eu adoro livros desse tipo e acho que ajuda muito a pessoal que está passando por tal situação, tenho vários dos citados.
    Aproveitando, eu to com post novo lá no blog e ficaria super feliz com a sua visita.
    http://romannticize.blogspot.com.br/
    Beijosss

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Júlia, obrigada pela visita. Também acho que esses livros podem ajudar muito sim, acrescentando conteúdo nas nossas vidas e nos fazendo refletir sobre diversos problemas. Beijos

      Excluir
  17. Laís Souza08/06/2013 16:56

    Olha, eu não sou contra nenhum tipo de livro. Boas obras aparecem dentro de qualquer gênero. Também acho importante mostrar os problemas reais que os jovens enfrentam, até porque a literatura oferece uma porta chamada profundidade. Nos textos, temos a chance não só de ver a situação, mas entender os conflitos de quem passa por ela. Muito legal. O que me preocupa em alguns momentos é que certas pessoas tentam transformar suas fragilidades em rótulos. Vi casos de pessoas dizendo que leram “As vantagens de ser invisível” e, finalmente, passaram a se orgulhar de não serem vistas por ninguém. Ou seja, transformaram um conceito equivocado que o mundo botou nelas em uma bandeira. São os invisíveis, os que passam batidos, os impopulares. E já que não tem saída, eu vou tentar achar uma poesia nisso pra me orgulhar. É desse tipo de coisa que eu não gosto. Um livro que eu amei foi “Extraordinário” justamente por ROMPER esse tipo de ideia. Lemos as dores, os dilemas, os conflitos, mas vemos o personagem quebrando essa casca, parando de se ver como o que tem que ficar no canto, e conquistando o seu espaço – ainda que ele nunca vá ser como os outros. Enfim, sou a favor de qualquer livro que não alimente pena de si mesmo e mostre que a vida tem muito mais do que a sombra que se vê hoje. Se tem essa mensagem, pra mim, tá valendo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo com você e acho que os sick-lit vêm justamente para romper essa barreira de rótulos, mostrar as facetas dos problemas e dilemas humanos e as histórias de superação. O problema é justamente o leitor que deturpa a mensagem e a interpreta de uma forma diversa, porque não existe forma certa ou errada de ler um livro, vai depender da bagagem que cada um tem, e isso é muito particular e subjetivo uma vez que uma mesma história atinge de formas diferentes interlocutores diferentes. Mas acho interessante esse alerta e o conhecimento a respeito desse novo gênero literário que tem tudo para bombar, afinal, não podemos viver só na ficção e na fantasia. Uma boa dose de realidade é sempre bom para todo mundo, né?! Beijos

      Excluir
  18. Oi Mi =)
    Particularmente achei esse post muito útil, tudo muito bem explicadinho e etc.Empurrei pra o meu namorado que falou 'coisa de menina,amor' dai eu 'coisa de menina nada, leia' u,u ahsuhsuhsu Obrigado pelo blog, de coração. 2bjos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oin, que fofa :o) Obrigada pelo carinho. Fico feliz que esse post tenha sido útil para você! Beijos

      Excluir