Entrevista - Autora Camila Dornas

Olá pessoal, hoje trago para vocês uma entrevista que fiz com a autora do livro A Linhagem, a Camila Dornas. Para quem não conhece o livro escrito por ela, tem resenha no blog AQUI.

Gostei tanto de ter entrevistado a Bruna Camporezi (quem não viu a entrevista, clique AQUI), que sempre que puder, vou postar no blog entrevistas com meus autores favoritos para conhecermos eles melhor!!

Elaborei as perguntas que fiz para Camila tanto nas perguntas que já havia feito para a Bruna, quanto em algumas perguntas elaboradas pelo Gustavo, do Blog Jantando Livros, na entrevista que ele fez com o autor Ricardo Ragazzo. Claro que também aproveitei para perguntar para a Camila algumas particularidades sobre o livro A Linhagem. Ameiii as respostas dela!!! Espero que vocês também gostem!!

Vamos conferir:

Legenda: MC (Mirelle Candeloro), CD (Camila Dornas).

MC: Com qual idade você começou a escrever?
CD: Comecei a escrever desde muito pequena. Mal tinha nove anos e já escrevia pequenos contos e esse tipo de coisa. Eu tinha um diário que carregava para todos os lados. Até hoje ainda escrevo nele de vez em quando, só pra não perder o hábito. Mas faz pouco tempo que realmente me olhei no espelho e pensei ´´ Quero ser escritora``. Não foi algo planejado, fiz o que amava e o resto aconteceu naturalmente.

MC: Como surgiu a ideia de escrever a história do livro A Linhagem?
CD: É uma história engraçada. A primeira vez em que pensei sobre a história de Evangeline foi olhando um desenho incrível que um amigo fez pra mim, de um vestido do século XVIII. Fiquei imaginando os Bailes, os amores impossíveis. Naquele momento ela veio prontinha na minha cabeça. Estávamos na praça de alimentação de um shopping, e eu não tinha uma caneta, muito menos um papel. Saí perguntando para todo mundo se tinham um caneta para me emprestar e escrevi o esboço todo em um guardanapo rsrs. O resto da história surgiu quase como se Evangeline estivesse sussurrando no meu ouvido.

MC: Você se inspirou em alguma outra obra para escrevê-lo?
CD: Não. A história veio basicamente da minha curiosidade pela época mesmo.

MC: Me chamou atenção o fato da história se passar em Londres, e da protagonista ter o sobrenome Bennet. Por um acaso o livro faz alguma alusão à obra Orgulho e Preconceito, ou a Evangeline tem alguma característica similar a de Elizabeth Bennet?
CD: A linhagem tem pouco em comum com Orgulho e Preconceito, mas a minha paixão inicial pela Londres do século XVIII começou com as obras de Jane Austen, e eu escolhi o sobrenome Bennet por sempre admirar a força da personagem Elizabeth, a coragem de lutar pelo que quer. Acho que essa é uma característica que ambas as personagens tem em comum.

MC: Como foi escrever sobre Londres, na Idade Média? Você teve que fazer muitas pesquisas, viajar até a cidade ou então os cenários apresentados na história são fictícios?
CD: Todos os cenários, fora a grande mansão onde Evangeline vive são reais. Foram meses de pesquisa. Demorei mais tempo pesquisando do que realmente escrevendo o livro. Mas também foi bem divertido. Adorei ficar babando nos detalhes daquela época, e comparando os costumes com os atuais. Tive que pesquisar sobre as roupas, a religião, as comidas típicas e várias outras coisas. Realmente me imaginava escrevendo com penas, usando lampiões e espartilhos, e deus do céu, vivendo sem um chuveiro (risos).

MC: Quando você começou a escrever a história, você já tinha ela pronta na sua cabeça ou de repente você a viu tomando outra forma, indo para outro rumo que você não havia imaginado?
CD: Quando comecei a história eu tinha basicamente um começo, um meio e um fim, mas conforme ia escrevendo acontecia alguma coisa que mudava minha opinião e era quase como se a história estivesse me guiando, e não o contrário.

MC: Você se inspirou em alguma pessoa real para criar o Henry (suspiros*.*)?
CD: Bem que eu queria! Kkkkkkk. O Henry também veio na minha cabeça quase como a metade que faltava em Evangeline. Acho que eles se completam de alguma maneira. Ela com sua impulsividade e ele com toda aquela calma e doçura.

MC: Quem foram suas inspirações na criação dos demais personagens?
CD: A maioria dos personagens surgiu na minha cabeça do nada, implorando para contarem suas histórias, mas é impossível não ser influenciado por pessoas ao seu redor. Os personagens sempre acabam pegando uma mania, ou quem sabe um jeitinho de alguém que conheço.

MC: Qual foi o personagem que você mais amou e mais detestou escrever?
CD: Eu adorei escrever todos os personagens, até mesmo os vilões. Simplesmente adorava escrever o Hector, por que ele é absolutamente detestável. Mas o Dorian também foi um personagem que eu amei escrever. Ele é um dos personagens mais complexos da trama, dava para ter um livro só do ponto de vista dele.

MC: Quanto tempo você demorou para você finalizar o livro? Precisou conciliar seu tempo com o trabalho ou outra atividade?
CD: Contando com o tempo dedicado a pesquisa demorei um ano para escrever toda a obra. Tive que conciliar o tempo de escrever com as aulas de inglês. Mesmo assim, gostava de escrever de madrugada, então passei quase um ano parecendo um zumbi rsrsrs.

MC: Você tem alguma mania quando escreve (um local, uma música, uma comida, uma determinada hora do dia, etc.)?
CD: Gosto de escrever cenas de romance ouvindo música, de preferência uma bem calma. Mas quando estou escrevendo cenas de ação ou de tensão, qualquer barulho me desconcentra, então esse tipo de cena prefiro escrever à noite.

MC: Você busca inspirações onde?
CD: Busco inspiração nas coisas simples. Quando estou com um bloqueio, por exemplo, convoco meus amigos para um cinema, um sorvete, uma festa. Quando volto pra casa estou com a mente borbulhando com novas idéias.

MC: Qual a parte que você mais gosta e menos gosta ao escrever um livro?
CD: Amo tudo sobre escrever, mas revisar é muito chato. Sou daquelas que quando está revisando pensa em milhares de outras coisas para acrescentar. Sou perfeccionista, então a revisão é um processo maçante, mas também é muito importante, então a gente acaba tendo que fazer.

MC: Quantas horas por dia você se dedica a escrever livros?
CD: Atualmente, contando com a madrugada, dedico em torno de seis horas do meu dia a escrever. Mas cada dia é diferente, algumas vezes mal consigo deixar a história de lado, outras vezes passo pouco tempo do dia escrevendo.

MC: Conte-nos um pouco sobre sua jornada para ter seu livro publicado.
CD: Tive a sorte de ser aceita pela primeira editora para qual enviei o livro. Mas ser escritora nesse país não é fácil. Precisamos lutar muito e estar preparadas para todas as possibilidades. Tenho a alegria de dizer que o mercado editorial já cresceu para os autores brasileiros em relação há alguns anos, mas ainda temos muito o que crescer. Ainda estou lutando pelo meu espaço, mas confesso que foi um prazer publicar o livro pela Novo Século. Todo mundo foi super atencioso e deixaram o livro lindo pra vocês. A verdade é que publicar o livro é apenas o primeiro passo, depois disso ainda vem a divulgação e a luta para tentar ter seu livro aceito. É difícil, mas prazeroso também.

MC: O livro sofreu muitas alterações no processo de edição?
CD: As alterações foram mínimas. Eu estava morrendo de medo de que fossem mudar muita coisa no meu livro, mas ele está quase exatamente igual a quando eu o enviei.

MC: Como foi ver o livro que você escreveu nas prateleiras de uma livraria?
CD: É uma emoção enorme. Fiquei meio boba, com um sorriso enorme no rosto, sem saber se fazia um dancinha, tinha uma taquicardia ou começava a gritar para todo mundo na loja ´´ É MEU, É MEU`` KKKK.

MC: Como você lida com as críticas?
CD: Até agora tenho recebido críticas maravilhosas a respeito do livro, mas acho que caso haja uma crítica ruim, o que vai acontecer eventualmente porque não se pode agradar a todos, temos que tirar o melhor daquilo e tentar aprender com as críticas, usá-las a seu favor no futuro.

MC: Você tem planos de dar continuidade à história de A Linhagem?
CD: Não do ponto de vista da Evangeline. A história dela termina ali, mas tenho vontade de escrever uma nova história sobre o ponto de vista de Aghata, onde vou contar mais sobre o passado dessa personagem, e contar um pouco mais sobre a mãe de Evangeline também. A hipótese ainda está em aberto.

MC: Você já tem projetos para outros livros futuros?
CD: Estou trabalhando em um projeto novo agora e estou muito animada com ele. Não vou revelar detalhes ainda, só posso dizer que muitas surpresas ainda aguardam meus leitores.

MC: Quais são seus autores favoritos? Por quê?
CD: Sou apaixonada pela Jane Austen, pelos personagens maravilhosos que ela constrói, mas também adoro Stephen King, Charlie Dickens, Patrícia Cabot... E recentemente me descobri uma fã da autora nacional Samantha Holtz. A escrita dela é simplesmente fabulosa e muito emocionante.

MC: Quais são seus livros favoritos? Por quê?
CD: Belle, da Lesley Pearce, é um dos meus livros favoritos, simplesmente por que é uma história chocante e apaixonante ao mesmo tempo. Eu também adoro A batalha do Apocalipse, do Eduardo Sphor.

MC: Que livro você está lendo no momento?
CD: Estou lendo Ausência, da Flavia Cristina Simonelli.

BATE BOLA:

Um livro: O pássaro.
Um sonho: Voar de asa delta.
Um autor: Patrícia Cabot.
Uma música: Forever - Kiss.
Um filme: E o vento levou.
Um lugar: A cozinha da casa da minha avó kkkkk.
Me inspiro em: Estar com meus amigos.
Odeio quando: As pessoas me dizem ´´ Sei como você se sente`` da boca pra fora.
A Linhagem é: Uma história sobre aventura, ação, lealdade, e é claro, amor

Um recado para os leitores do Recanto da Mi: Obrigada pela atenção e carinho. E nunca desistam dos seus sonhos, eles acontecem quando você menos espera.

Muito obrigado pela entrevista, Camila. Te desejo muito sucesso sempre! Bjs!

10 comentários

  1. Ótima entrevista. Conhecia o livro, mas não a autora, acabei de conhecê-la com o seu post, haha...
    Gostei do Bate bola no finalzinho... ;)

    http://mondarikc.blogspot.com.br/

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    1. Olá Carlos, fico feliz que tenha gostado!! Também adorei conhecer a Camila um pouco mais. Bjokas e volte sempre.

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  2. Gostei muito da entrevista. As perguntas foram ótimas, muito bem feitas e as respostas nos deram uma idéia de quem é Camila Dornas. Parabéns.

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    1. Oi querida, obrigada pela visita e pelos elogios. Bjão

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  3. Adorei a entrevista. Não vejo a hora de ler A Linhagem. Achei super interessante a história de como a ideia do livro surgiu.

    Beijos,
    http://pitadadecultura.blogspot.com.br/

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    1. Oi Gabi, obrigada pela vista. Também adorei o jeito como a história surgiu para a Camila. Imagina que loucura, do nada vir uma história na sua cabeça e escrevê-la no guardanapo?? Muito legal!! Bem que podia acontecer isso comigo também, mas isso só acontece nas mentes das pessoas criativas.. hehe Bjão

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  4. Muito legal a entrevista!! Eu adoro saber mais sobre outros autores haha.
    http://www.momentosassim.com/

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    1. Eu também adoro, já estou preparando outras entrevistas para vocês.. hehe Bjss

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  5. Meu Deus, que autora fofa *o*
    Eu não gostei muito do livro, mas adorei ler o que ela escreveu na entrevista.

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    1. Também adorei a entrevista dela. Beijos

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