Resenha - Tudo pode mudar

"Zack é o mais velho dos três filhos da família King, despedaçada quando o pai, o excêntrico e irresponsável Norm, sumiu da vida de todos, moldou sua personalidade para que jamais se parecesse com ele. Assim, se tornou um homem pacato e conservador. Ele tinha consciência de que se acomodara a uma situação conveniente: morava de favor na casa de um amigo rico, tinha um emprego medíocre mas estável e estava noivo de uma mulher por quem não era apaixonado. Apesar disso, sentia-se relativamente feliz com sua vida. Até que, certo dia, Zack encontra sangue em sua urina e, após realizar alguns exames, passa a suspeitar de que sofre de câncer. Atordoado com a possibilidade da morte iminente e assustado com o casamento que se aproxima, ele começa a questionar suas escolhas e a perceber a fragilidade daquela vida falsamente estruturada. Para complicar ainda mais a situação, sua relação com Tamara – viúva de seu melhor amigo – adquire uma proximidade perigosa. A atração entre os dois é irresistível e, ao mesmo tempo, proibida. Sua confusão emocional atinge o auge quando Norm reaparece, disposto a fazer qualquer loucura para conquistar o perdão da família. Enfrentando tantos problemas ao mesmo tempo, Zack perde o controle de suas emoções pela primeira vez. Ele precisa lidar com a possibilidade de ter uma doença fatal, o medo de magoar Hope, a paixão platônica por Tamara, a sensação de fracasso profissional e os sentimentos conflitantes em relação ao pai e a si mesmo. Com muito humor e sensibilidade, Jonathan Tropper conta uma história de amor, traição, perdão, recomeço e a chance de se criar uma vida nova em meio ao caos."
Oi pessoal, estou devendo faz tempo a resenha desse livro. Já li ele faz séculos. Vou pular a parte descritiva sobre a história porque a sinopse resume bem. Como não encontrei uma sinopse mais enxuta, vou passar direto para a parte da minha análise crítica acerca do livro ok.

Logo que comecei a ler o livro, já estava preparada para fazer uma resenha mega negativa. A leitura estava muito difícil de fluir e eu estava detestando o livro (é engraçado o quanto eu estava detestando o Zack), mega arrependida de tê-lo comprado. Mas, como sou persistente e não costumo desistir de livros no meio (com exceção de apenas um), fui bravamente até o final na esperança de mudar de opinião.

E não é que mudei?!!

O livro é narrado em primeira pessoa, por Zack. É estranho ler um livro escrito por um homem que constrói um personagem masculino tão real que parece que estamos adentrando a vida íntima e os pensamentos dele. Senti-me como se estivesse espiando por uma fechadura.

Não é preconceito. Só é muito estranho, muito particular, principalmente pelo fato de ficar ainda mais óbvio o quanto homens e mulheres sentem e pensam diferentes. Na maioria dos livros que leio sempre acabo me identificando com algum personagem, mas nesse foi impossível, porque a maioria deles são homens, e aqueles que costumamos ver por aí sabe, sem cérebro, babacões mesmo. Exatamente o tipo de homem que detesto. Por isso tive tanto desconforto no início.

O Zack é imaturo, indeciso e muitas vezes inconsequente, além de claro, ser homem, ou seja, o autor por mtas vezes utiliza um linguajar chulo para descrever alguma fala ou pensamento de Zack, e acaba detalhando demais os corpos das mulheres que o Zack flerta ou transa. Isso é muito cansativo e chato.

Outra coisa que definitivamente não gostei no livro foi o jeito que Zack se referia ao seu irmão Pete, que possui deficiência mental. No início do livro o autor utiliza termos que para mim são inapropriados, como por ex. “retardado”. Zack fica oscilando seu comportamento em relação ao irmão entre demonstrações de pena e sentimentos de culpa por não conseguir dar a devida atenção a ele, apesar de declarar que o ama. Ainda bem que isso no decorrer da história muda.

Apesar de tudo isso, o livro tem sim pontos favoráveis. Lá pela metade da história, quando o Norm, o pai de Zack reaparece, as coisas começam a ficar muitooo divertidas. Ri mto com as desventuras de Norm ao mesmo tempo em que fiquei puta da vida com ele por ser um pai tão relapso e ausente.

Além disso, achei muito interessante a proposta do livro, porque na verdade, a vida de Zack desmorona quando ele acha que está com câncer, e esse é o fato catalisador que o faz repensar toda a sua vida e ir atrás da sua felicidade. 

Depois que o desconforto inicial passou, fiquei o tempo todo torcendo por ele, para que ele tivesse peito de enfrentar tudo que desgosta e encontrar um novo rumo pra sua vida. Pena que, assim como Zack, muitos precisam de um pretexto para consertar as coisas que estão erradas. A vida é uma só pessoal, temos que tentar vivê-la da melhor maneira possível, nem que para isso a gente morra tentando e mudando, e mudando de novo.

Recomendo.

Tudo pode mudar - Jonathan Tropper
Editora Arqueiro
288 páginas
Comprar: Submarino / Saraiva

6 comentários

  1. Olá
    Gostei bastante da sua resenha, bem sincera.
    Mas não sei se leria o livro agora.
    Beijos

    cocacolaecupcake.blogspot.com.br

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    1. Pois é querida, eu entendo.. mas não se impressione tanto tb, pq tenho visto mtas resenhas positivas por aí. Só que os gostos são mesmo mto particulares neh. No final das contas eu adorei o livro, mas realmente fiquei incomodada no início. E não adianta, acho que a intenção dos blogs literários é darmos a nossa real opinião sobre os livros neh. Não adianta ficarmos só fazendo elogios para vender o peixe das editoras. Acho que as pessoas tem que ser sinceras, dar suas opiniões. Vai caber ao leitor comprar ou não o livro. Já cansei de ler resenhas negativas sobre livros mas que mesmo assim tive curiosidade de lê-los e no fim gostei.

      Bjokas e volte sempre.

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  2. Sou extremamente apaixonado por esse livro e, talvez, seja esse o motivo para achar estranho alguém não gostar tanto assim dele. Pode ser o que você comentou lá em meu blog, para um homem ver uma história que se aproxima de sua vida seja legal. Mesmo que eu seja completamente diferente do Zack. Gostei da sua resenha, mas tive uma impressão diferente do livro. Fico feliz que tenha gostado dele após a metade do livro e enfim, sou a única pessoa que acha que essa capa parecido com algum filme do Jim Carrey?

    Beijos,
    Felipe
    A Hora do Livro

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    1. Pois é.. acho que meu problema tb foi o fato de ter ido lê-lo com outras expectativas.. achei que ia me matar rindo, que ia ser tipo um chick-lit só que masculino, e só fui me divertir mesmo nas partes em que o Norman aparecia.. hehe O problema é que o Zack me deu nos nervos.. kkkk

      Mas isso que acho maravilhoso nos livros neh, cada um tem uma sensação ao lê-los. Se identifica ou não, se emociona ou não. Tudo vai depender da sintonia e da carga emocional que a pessoa esteja no momento. Quem sabe, talvez o tenha lido numa hora errada. Não quer dizer que um dia, ao relê-lo, não possa vir a amar neh.. hehe

      Acho importante dar minha opinião sincera, mas sempre deixo claro que o que vale pra mim não precisa necessariamente valer pra vc, tanto é q vc amou e eu não. Espero que as pessoas que leiam as resenhas entendam isso. Eu pelo menos, mesmo qdo leio uma resenha que critica negativamente um livro, as vezes continuo com vontade de lê-lo e ao ler, acabo amando.. Isso aconteceu com Morte Súbita. Li mtas críticas negativas e acabei lendo sem expectativas, o que foi ótimo pq amei de verdade.. hehehe

      Não, vc tem razão, a capa lembra sim.. hhehe em alguns momentos até tinha a impressão de ser o próprio Jim Carrey.. lembra mto com aqueles filmes dele do Ace Ventura.. hehe

      Valeu pela visita :o)

      Bjs

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  3. Se a leitura começou ruim pra mim basta, prefiro nem me arriscar.
    Esse nem é o tipo de livro que eu costumo ler mesmo, por isso é melhor eu desistir e comprar um mais divertido *o*

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    1. Se realmente não é estilo então nem vale a pena. Pelo menos da metade para o final melhora um pouco. Beijos

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